Sopa de couve-flor e ervilha / Cauliflower and pea soup

* Scroll down for the English version!

No último post eu falei sobre a minha paixão por sopas e caldos. O prato de hoje é uma continuação. Quase um festival! :-D

Apesar de o tema ser o mesmo, esses dois caldos não podiam ser mais diferentes. O caldo verde da semana passada é apimentado, defumado e super intenso. Essa sopa é o contrário, tem sabor simples e suave e até em textura é diferente. Mas não menos deliciosa!

Ingredientes:

  • 1 couve-flor grande lavada e picada
  • 1 pacote de ervilha congelada
  • 2 cebolas grandes picadas
  • 2 colheres de sopa de manteiga (opcional – não use caso queira uma sopa vegana)
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • Sal a gosto

Antes de começar a fazer a sopa, retire o pacote de ervilhas do congelador.

Cozinhe as cebolas com o azeite em uma panela grande. Assim que estiverem tenras, adicione a couve-flor. Eu gosto de refogar os legumes antes de adicionar a água. Cozinhe a couve-flor junto com a cebola por alguns minutos e acrescente água aproximadamente 5 xícaras de água. Vá colocando aos poucos, já que a textura da sopa é escolha sua.

Assim que ela cozinhar, abaixe o fogo. Bata a sopa em um liquidificador ou use um mixer. Eu gosto de pedacinhos, mas você pode deixá-la bem homogênea, se preferir.

Confira o tempero. Junte as ervilhas e a manteiga e mexa bem. Eu adoro ervilhas congeladas, que são docinhas e deliciosas ainda frescas. Deixe-as no fogo só até esquentar.

Sirva imediatamente.

Essa receita rende aproximadamente 5 porções.


On the last post, I talked about my passion for soups. Today’s dish is another of these beauties.

Besides being the same type of dish, these two soups couldn’t be more different. The “caldo verde” from last week is spicy, smoky and intense. This soup is the opposite. The flavor is mild and simple and even the texture is not the same. But not less delicious!

Ingredients:

  • 1 large cauliflower – washed and chopped
  • 300g of fresh peas (I used them frozen. It’s not easy to find them fresh around here)
  • 2 large onions – chopped
  • 2 tablespoons of butter (optional – remove if vegan)
  • 2 tablespoons of olive oil
  • Salt to taste

Cook the onions with the olive oil on a big pot. As soon as they are tender, add the cauliflower. I like to stir fry the vegetables before adding water. Cook the cauliflower with the onions for a few minutes and add about 5 cups of water. Add them one at a time, so you can choose how runny your soup will be.

As soon as the cauliflower is cooked, turn the heat down. Puree the soup on a blender or using a mixer. I like some texture, but you can make it really smooth if you want.

Check the seasoning. Add the peas and the butter and stir well. I love fresh peas, so sweet and delicious! So just heat them up and turn the heat off.

Serve immediately.

This recipe yields about 5 portions.

Moqueca de banana da terra / Plantain stew

* Scroll down for the English version!

Acho que já falei aqui sobre a minha curiosidade com comida de litoral. Esses pratos fragrantes que levam peixes, algas ou crustáceos. Não sinto vontade de comer os animais em si, mas muitas vezes as receitas são tão lindas e parecem tão apetitosas, que eu me sinto compelida a experimentar uma versão vegetariana.

Moqueca é um bom exemplo. Leite de coco, dendê, coentro… não tem como dar errado! E é uma injustiça que os vegetarianos desse mundão não comam também, não é? O jeito é improvisar. Já dei aqui uma versão de moqueca com vegetais. Essa aqui é linda de morrer, exótica e super deliciosa. Além de ficar pronta em minutos! Comi em um restaurante e tentei reproduzir. Cheguei bem perto, modéstia à parte ;-)

Olha que lindeza!


Ingredientes:

  • 3 bananas da terra maduras
  • 1 cebola grande
  • 2 tomates
  • 1 pimentão
  • 200mL de leite de coco
  • 2-3 colheres de sopa de azeite de dendê
  • 1 maço de coentro fresco – lavado e picado
  • Sal a gosto
  • 1 colher de sopa de óleo

Pique as bananas em palitos não muito finos. Pique os tomates e a cebola em cubinhos e o pimentão em tiras (não usei porque não tinha em casa, mas recomendo!).

Em uma panela, aqueça o óleo com a cebola e um pouco de sal. Cozinhe até que ela fique tenra. Junte os tomates e deixe cozinhar até derreterem. Acrescente o pimentão e cozinhe por mais alguns minutos.

Coloque as bananas na panela e junte o azeite de dendê e o leite de coco. Após alguns minutos as bananas vão começar a amolecer. Desligue o fogo. Sirva quente, salpicando folhas do centro fresco. Eu gosto de usar arroz e farofa (ou farinha de mandioca purinha mesmo) como acompanhamento. Delícia!

Essa receita serve 4 pessoas.

I think I’ve already mentioned my curiosity about seafood. I mean those fragrant recipes served with fish, seaweed or crustaceans. Not that I feel like eating the animals themselves, but sometimes the dishes look so beautiful and appetizing that I feel compelled to try a vegetarian version.

Moqueca is a good example. The original version of this stew takes fish, but the rest of the dish is what attracts me. Coconut milk, palm oil and fresh coriander… there’s no getting it wrong! And I think it’s unfair that the vegetarians of the world should be deprived of such a delight. So I had to improvise. I’ve already posted a version of moqueca with vegetables. The one on this post is so beautiful, exotic and delicious! Besides, it gets ready in just a few minutes! I ate it at a restaurant and tried to reproduce it. I got pretty close, thank you very much ;-)

I know there’s a lot of controversy and environmental concern about palm oil. But in this recipe we use only a tiny bit, so don’t feel bad. For those of you who never used it to cook (here in Brazil we call it dendê and use it with moderation in a number of dishes), it’s very strong and absolutely delicious! Just go easy on it if you have a sensitive digestive system.

Ingredients:

  • 3 cooking plantains
  • 1 large onion
  • 2 tomatoes
  • 1 bell pepper
  • 200mL of coconut milk
  • 2-3 tablespoons of palm oil
  • 1 bunch of fresh coriander – washed and chopped
  • Salt to taste
  • 1 tablespoon of oil

Chop the plantains into thick sticks. Chop the tomatoes and onion into little cubes and the pepper into strips (I didn’t use because I forgot to buy them, but I really recommend it!).

In a pan, heat the oil, the onion and a little bit of salt. Cook until tender and add the tomatoes. Let them start melting and add the pepper. Cook for a few minutes.

Add the plantains, the palm oil and the coconut milk. After a few minutes, the plantain will start getting softer. Turn the heat off and serve immediately. Sprinkle some coriander on top and serve with rice and yucca flour. Great stuff!

This recipe serves 4 people.

Samosa com massa de arroz / Rice paper samosas

* Scroll down for the English version!

Eu amo comida indiana. Morei na Índia por 6 meses quando era bem novinha e desde então, cultivo essa paixão. Minha mãe conta que eu fugia das opções de comida ocidental e mesmo tendo só cinco anos, me deliciava com as especiarias e até com a pimenta. Isso explica muita coisa, não é? ;-)

Ao longo do tempo, fui aprendendo a usar alguns temperos. Apesar de achar os pratos que eu faço bem legais, tenho a plena consciência da minha ignorância. Muita gente passa anos estudando milhares de especiarias, as melhores combinações e a época do ano na qual usar qual tempero. Eu só sei jogar tudo na panela e achar uma delícia. Mas pra mim, está ótimo! Rs

Essa versão de samosa é incrível! Para quem não sabe, samosas são pasteis indianos feitos com uma massinha de trigo e recheados com batata, ervilha e especiarias. Hoje em dia eles são famosos no mundo inteiro e servidos como uma opção super bacana de lanche.

Como a minha preguiça é imensurável, nunca tenho paciência de fazer a massa. Costumo usar massa de rolinho primavera, dessa que já vem pronta e congelada. Mas vi essa opção na internet e adorei a ideia de usar massa de arroz. Não faço mais ideia de onde vi, mas a pessoa genial que criou, bolou uma forma de deixar os pasteis mais fáceis de fazer e mais leves. E ainda incrivelmente saborosos e crocantes. A massa de arroz pode ser encontrada em lojas orientais e é muito versátil. Costumo usar para fazer rolinho primavera fresco. Como a massa é redonda, eu ignorei o formato original triangular e fiz os pasteis meio retangulares.

Também inovei na ervilha. A receita tradicional usa ervilha em grãos, mas eu tinha ervilha chata em casa e quis experimentar. E funcionou super bem! Deixei o vegetal tenro, mas crocante e a textura fez toda a diferença no pastel. Delícia!

Ingredientes:

  • 2 batatas
  • 2 punhados de ervilha chata
  • 1 cebola
  • 1 colher de chá de garam masala
  • 1 colher de chá de grãos de mostarda
  • 1 colher de chá de grãos de cominho
  • Azeite
  • Sal a gosto
  • 8 folhas de massa de arroz
  • 1 xícara de água morna

Cozinhe as batatas na água. Assim que ficarem tenras, pique em cubos bem pequenos.

Lave e pique as ervilhas. Tome o cuidado de retirar toda a fibra dos cantinhos.

Descasque e pique a cebola bem pequena. Em uma frigideira, coloque um pouco de azeite e cozinhe a cebola com uma pitada de sal e a masala. Assim que a cebola estiver dourada, acrescente as batatas. Após alguns minutos, junte as ervilhas. Cozinhe até que estejam tenras, mas crocantes.

Em uma panela separada, coloque uma colher de sopa de azeite, as sementes de mostarda e de cominho. Fique com a tampa em mãos desde o início e tampe rapidamente, já que o calor faz os grãos de mostarda pularem igual pipoca! Desligue o fogo assim que o barulho parar. Junte as sementes com as batatas e ervilhas. Confira o tempero. Você vai perceber na hora o sabor incrível que o cominho e a mostarda trazem. É importante cozinha-los separadamente para que eles não queimem.

Deixe o recheio esfriar um pouco antes de começar a montar as samosas. Pegue uma folha de massa de arroz e mergulhe em um prato com água morna. Espere poucos segundos, até a massa ficar maleável.

Estique a massa em uma superfície limpa e coloque três colheres de recheio bem no meio. Junte as abas laterais no centro. Leve a parte perto de você para longe e role toda a samosa para frente, até selar a massa. Repita o procedimento com todo os pasteizinhos.

Aqueça uma frigideira antiaderente e coloque quantas samosas couberem. Deixe dourar cada um dos lados. Repita com todas as outras. Caso tenha, acompanhe com um chutney. Sirva quente!

Essa receita serve 2 a 4 pessoas.

I love Indian food. I lived in India for 6 months when I was young and since then, I’ve been cultivating the feeling. My mother tells me that I used to avoid western food and would feast on the delicious and spicy Indian dishes. That explains a lot, right? ;-)

With time, I learned how to use some of the spices. To be honest, even though I like the food that I make, I’m completely aware of my ignorance. Some people spend years studying spices, how to combine them and when best to use them. All I do is experiment, putting everything in the pot and guessing. Anyway, I do get nice results and I’m loving it!

This version of samosa is incredible. For those of you who don’t know, samosas are Indian pastries that are made with a wheat dough and stuffed with potatoes, peas and spices. Nowadays they are famous worldwide and are served as a fantastic snack.

As my laziness overpowers me most of the time, I never have the patience to make the dough. I usually use spring roll pastry, the kind that is ready made and frozen. But I found this option on the Internet and loved the idea of using rice paper wrappers. I have no idea where I first saw this, but the genius who created this made samosas easier and lighter. And still as delicious and crunchy! Rice paper can be found on oriental shops and is so versatile. I usually use it to make fresh spring rolls. As the wrappers are round, I ignored the original triangular shape of the pastries and made them into sort of squares.

I also innovated on the kind of pea that I used. The traditional recipe uses regular peas (the grain), but since I had snow peas, I decided to experiment. And it worked so well! I left it tender, but crunchy, which made all the difference when it came to texture. Delicious!

Ingredients:

  • 2 potatoes
  • 2 handfuls of snow peas
  • 1 onions
  • 1 teaspoon of garam masala
  • 1 teaspoon of mustard seeds
  • 1 teaspoon of cumin seeds
  • Olive oil
  • Salt to taste
  • 8 rice paper wrappers
  • 1 cup of warm water

Cook the potatoes on water. As soon as they are tender, chop them into small cubes.

Wash and chop the snow peas. Take care to remove all the fiber from the corners.

Peal and chop an onion into small pieces. On a frying pan, put some olive oil and cook the onion with a pinch of salt and the masala. As soon as the onion has turned golden, add the potatoes. After a few minutes, add the peas. Cook until they are tender, but still crunchy.

On a separate pot, put a tablespoon of olive oil and the mustard and cumin seeds. Have the lid of the pot ready and close right after adding the seeds, since the mustard pops like crazy. Turn the heat off as soon as the noise stops. Add the seeds to the potatoes and peas. Check the seasoning. You will notice at once the incredible flavor that the cumin and mustard bring. It’s important to cook them separately to avoid burning them.

Let the filling cool a bit before starting assembling the samosas. Get one rice paper wrapper and dip it on a plate with warm water. Wait a few seconds until the wrapper is soft.

Lay it on a clean surface and put 3 spoons of filling right in the middle. Fold the side corners to the center. Take the part that is closest to you to the center and roll the whole samosa forward, until the wrapper seals. Repeat this procedure with all the pastries.

Heat up a non-stick frying pan and put as many samosas as you can fit on it. Let each side toast until golden. Repeat this with all the others. In case you have some, serve with chutney. Eat them while still hot!

This recipe serves 2 to 4 people.

Rösti de vegetais do Jamie / Jamie’s vegetable rösti

* Scroll down for the English version!

Já nem sei mais quantas receitas do Jamie Oliver eu postei no blog. Eu adoro aquele estilo bagunceiro e apaixonado de cozinhar e amo a simplicidade das receitas.

Rösti é coisa linda e eu já até publiquei outra receita antes. Mas essa é tão maravilhosa e um prato tão completo e balanceado (é uma refeição em si!), que eu não resisti o repeteco. E valeu à pena, ela é incrivelmente deliciosa! A combinação é incrível. Vegetais crocantes, ervilha docinha, espinafre fresco, ovo cremoso e queijo forte… Uma festa de sabores e texturas.

Mudei um pouco a quantidade dos ingredientes, porque achei que a parte da salada merecia uma atenção especial ;-)

Ingredientes:

  • 3 cenouras
  • 5 batatas
  • 4 ovos
  • 1 maço de espinafre
  • 500g de ervilha congelada
  • 1 colher de sopa de mostarda forte
  • 1 colher de chá de suco de limão (puro)
  • 100g de queijo feta
  • Azeite
  • Sal a gosto

Ligue o forno a 200°C. Unte uma forma média com azeite (a minha tinha aproximadamente 30cm por 20cm).

Lave e rale as cenouras e batatas. Coloque um pouco de sal e deixe descansar um pouco. Depois de alguns minutos, esprema os vegetais nas mãos, retirando a água. Vá colocando na forma, de forma a ocupar bem o fundo (confira o tempero antes de assar). Leve ao forno por aproximadamente 40’, até que a camada superior das batatas e cenouras fique crocante.

Ferva 3 copos de água e mergulhe as ervilhas. Deixe que aqueçam por 1 minuto e retire da água. Em uma vasilha, misture umas duas colheres de sopa de azeite, sal, suco de limão e a mostarda. Misture a ervilha e confira o tempero.

Lave o espinafre e separe as folhas boas (não recomendo usar os talos). Caso as folhas estejam grandes, corte em tiras. Junte com as ervilhas.

Cozinhe os ovos. O Jamie fez ovos pochê. Como ainda não aperfeiçoei a técnica, nem vou recomendar. É bem chatinho mesmo (detalhe para o ovo sem clara na foto! Rs). Acho que o melhor mesmo é fritar cada um e pronto.

Assim que a forma com os vegetais sair do forno, coloque as ervilhas e espinafre por cima, em montinhos. Espalhe os ovos e esfarele o queijo feta. Sirva imediatamente.

Essa receita alimenta 4 pessoas.


I don’t even know anymore how many recipes from Jamie Oliver I’ve posted on this blog. I love his messy and passionate style of cooking and also the simplicity of his recipes.

Rösti has a place in my heart. I’ve even published a recipe before. But this one is so amazing, the dish is so complete and balanced (it’s a meal on itself!), that I couldn’t resist repeating it. And it was worth it, it’s incredibly delicious! The combination of ingredients is incredible. Crunchy vegetables, sweet peas, fresh spinach, creamy eggs and strong cheese… A feast of flavors and textures.

I changed the amount of ingredients, because I thought the salad needed more attention ;-)

Ingredients:

  • 3 carrots
  • 5 potatoes
  • 4 eggs
  • 1 bunch of spinach
  • 500g of frozen peas
  • 1 tablespoon of strong mustard (I used whole grain)
  • 1 tablespoon of lime juice
  • 100g of feta cheese
  • Olive oil
  • Salt to taste

Turn the oven on at 200°C. Spread a little bit of olive oil on a medium sized baking tray (mine had about 30cm by 20cm).

Wash and grate the carrots and potatoes. Put a little bit of salt and let it rest for a while. After a few minutes, squeeze the vegetables in your hands, removing the water. Spread them in the tray, covering the bottom (check the seasoning before baking). Take it to the oven for about 40’, until the superior layer of potatoes and carrots is crunchy.

Boil 3 glasses of water and dip in the peas. Let them heat up for 1 minute and remove them from the water. On a bowl, mist two tablespoons of olive oil, some salt, lime juice and mustard. Mix in the peas and check the seasoning.

Wash the spinach and separate the good leaves (I didn’t use the stems). In case the leaves are too big, cut them into stripes. Stir in the bowl with the peas.

Cook the eggs. Jamie poaches them, but since I haven’t mastered the technique, I won’t even recommend doing it. It’s a bit tricky (see on the picture the yolk by itself? Shoot!). Next time I do this dish, I’ll just fry them. So that’s what I would tell you to do.

As soon as the vegetables are out of the oven, make little piles of peas and spinach on top. Scatter the eggs and crumble the feta. Serve immediately.

This recipe feeds about 4 people.

Rolinho primavera / Spring roll

* Scroll down for the English version!

Eu tenho desejos. Desses repentinos, do tipo “meu filho vai nascer com cara de provolone se eu não comer um pedaço em breve!”. Do tipo que só foodies têm. Um desejo recorrente é de comer rolinho primavera. E não é qualquer tipo. É daquele com muito amendoim :-D

O meu restaurante favorito na cidade é de comida taiwanesa e é completamente vegetariano. Tudo é incrível. Mas o mais sensacional (e só quem tem restrições alimentares vai entender o meu entusiasmo) é poder comer TODO e QUALQUER prato que eu quiser. Não preciso ficar procurando tirar um franguinho aqui, um presuntinho ali e tentando adivinhar se as pessoas do lugar acham que carne é só vermelha. É uma sensação libertadora e maravilhosa! E para melhorar as coisas, eles fazem um rolinho primavera delicioso, com bastante amendoim e meio docinho.

Daí veio a minha inspiração. Adivinha o que eu usei? Paçoquinha!!! Mas não se apavore, caso prefira, use amendoim normal e menos açúcar. Ninguém é obrigado a ser tão exótico quanto eu rs. Mas que fica bom demais, isso fica!

Ingredientes:

  • 1 pacote de massa para rolinho primavera (12 unidades)
  • ½ repolho roxo pequeno cortado em tirinhas
  • 2 cenouras raladas
  • 4 paçoquinhas esfareladas (ou 10 colheres de amendoim torrado moído – o açúcar é opcional)
  • 2 cebolas cortadas em cubinhos
  • 3 colheres de sopa de gergelim
  • 2 colheres de sopa de óleo de gergelim
  • 4 colheres de sopa de shoyu
  • Óleo

Caso as massas estejam congeladas, deixe degelar antes de começar a fazer os rolinhos.

Doure as cebolas com o óleo de gergelim em uma frigideira. Acrescente o repolho, as cenouras, o gergelim e o shoyu. Não precisa cozinhar muito, é bacana ter legumes crocantes no recheio. Eu queria ter usado macarrão de arroz (bifun), mas lá em casa não tinha. E sinceramente, não fez falta. Caso queira usar, coloque ¼ do pacote em água fervente e retire assim que amolecer. Junte com os legumes até incorporar o sabor.

Confira o tempero e adicione as paçoquinhas. Se preferir usar amendoim moído, pode escolher colocar açúcar ou não. Vá colocando colheres de chá e provando.

Prepare a sua estação de trabalho. É bom deixar um pano úmido em cima das folhas de massa, para elas não ressecarem.

Coloque uma folha de massa em cima de uma superfície limpa e posicione umas duas colheres de sopa de recheio em cima. O melhor é colocar uma ponta virada para você e o recheio mais do seu lado. Dobre essa ponta para longe e junte as pontas laterais no centro. Com cuidado, role tudo para frente, para selar. Se a massa estiver abrindo, use uma mistura de 1 colher de sopa de farinha e outra de água como cola (vá usando bem pouquinho). Repita o procedimento com os outros rolinhos.

Agora é só cozinhar. Você pode escolher fritar, passar na frigideira e assar. Eu preferi passar na frigideira, já que fica mais light do que fritar e é mais rápido do que assar. Coloque um fio de óleo na frigideira e vá posicionando os rolinhos aos poucos. Vire quando dourar, deixando todos os lados bem torradinhos. Pronto! Sirva quente, com shoyu ou molho de ostra (o meu não é de ostra, claro. É de cogumelos!).

Essa receita serve 12 rolinhos.

I have cravings. I mean those sudden and intense yearnings, the type that makes me say that “I’ll have a son that looks like provolone cheese if I don’t eat some right now!”. The kind of cravings that only foodies have. And one of the things I crave for the most are spring rolls. And not just any rolls. I love those with lots of peanuts on them :-D

My favorite restaurant in town serves Taiwanese food and all of it is completely vegetarian. Everything is amazing. But the best of all (and only those of you with some kind of food restriction will probably understand the level of my enthusiasm) is being able to eat ANYTHING and EVERYTHING that I want. I don’t have to look for and remove a little piece of chicken here, some ham over there or trying to guess if people there think that meat is only pork and beef. It’s a liberating and incredible feeling! And to make things even better, they make the most delicious spring roll, slightly sweet and with loads of peanuts.

So there is my inspiration. And guess what I used? Paçoquinha! That probably makes no sense for you who are not Brazilian. This is a typical Brazilian dessert that consists of ground peanuts with some sugar and salt that is all pressed together. It’s something like a powdery peanut butter. So in case you don’t have paçoquinha, you can use peanut butter or toasted and ground peanuts. And add some sugar, if you’re bold enough!

Ingredients:

  • 1 package of spring roll wrappers (mine had 12)
  • ½ small purple cabbage – cut into little strips
  • 2 grated carrots
  • 4 crumbled paçoquinhas (or 10 tablespoons of toasted ground peanuts or 10 tablespoons of peanut butter – sugar is optional)
  • 2 onions cut finely into cubes
  • 3 tablespoons of sesame seeds
  • 2 tablespoons of sesame oil
  • 4 tablespoons of soy sauce
  • Oil

In case the wrappers are frozen, let them defrost before making the rolls.

Cook the onions with the sesame oil on a frying pan. Add the cabbage, the carrots, sesame seeds and soy sauce. Don’t cook too much; it’s nice to have some crunch in the filling. I wanted to use some thin rice noodles, but I didn’t have any. And I honestly didn’t miss them. In case you want to use them, put them on boiling water until soft and mix with the vegetables until the flavor is incorporated.

Check the seasoning and add the paçoquinhas, ground peanuts or peanut butter. You can choose to use some sugar or not. Add little by little and taste, to avoid putting too much.

Prepare your work station. It’s good to have a humid cloth on top of the wrappers, so they don’t go dry and break.

Put one wrapper on a clean surface and position two tablespoons of filling on it. The best thing is to leave one of the tips in your direction and the filling closer to you. Fold this tip far from you. Fold the side tips to the center. Carefully, roll the roll thing far from you, rolling in the farther tip. If the wrapper is opening, use a mixture of 1 tablespoon of flour and 1 tablespoon of water as glue (use very little). Repeat the procedure with the other rolls.

Now it’s time to choose your cooking method. You can deep fry them, stir fry or bake. I decided to use the frying pan, which makes the rolls lighter than deep frying and is quicker than baking. Put a drizzle of oil on the frying pan and position the rolls on top. Turn when golden, letting all sides go brown. That’s it! Serve them warm, with soy sauce or oyster sauce (mushroom sauce, in my case!).

This recipe serves 12 people.

Feijoada vegetariana / Vegetarian Brazilian bean stew

* Scroll down for the English version!

Feijoada é sem dúvida o prato mais típico do Brasil. Existem várias lendas sobre a sua origem, mas de acordo com os historiadores, ela vem de Portugal, onde era feita com feijão branco, carnes e vegetais. A versão brasileira é um tanto diferente e ganhou fãs por todo o mundo.

É sempre melhor servir no sábado ou domingo, por ser uma receita tão pesada. Ninguém aguenta trabalhar ao mesmo tempo em que digere tanta carne de porco! Rs Mas essa versão vegetariana tira a culpa de comer tanta gordura e torna possível ser servida até durante o almoço dos dias da semana :-)

Além de mais leve, ela é também mais barata e fácil de fazer. Não há carnes que ficam de molho por dias, nem mil partes de porco para serem compradas. Como os ingredientes são completamente diferentes, mudei bastante o processo, cozinhando os legumes e o feijão separadamente e juntando os dois ao final. E não decepcionou! Acabei não usando vários dos acompanhamentos, já que ela virou uma refeição completa. Mas fique à vontade para usar quais você quiser!

Ingredientes:

  • ½ kg de feijão preto
  • 2 cenouras picadas em palito
  • 3 batatas picadas em palito
  • 2 cebolas picadas em cubinhos
  • 350g de vagens cortadas em palito
  • 1 berinjela picada em pedaços médios
  • 2 linguiças vegetarianas cortadas em pedaços
  • 2 salsichas vegetarianas cortadas em rodelas
  • 3 dentes de alho amassados
  • 2 colheres de sopa de páprica picante defumada
  • 3 folhas de louro
  • Óleo
  • Sal a gosto

Acompanhamentos (opcionais):

  • Farinha de mandioca ou farofa
  • Couve refogada
  • Arroz
  • Fatias de laranja

Cozinhe o feijão em uma panela de pressão por 30 minutos com um pouco de sal e as folhas de louro.

Enquanto o feijão cozinha, lave e pique os vegetais.

Leve as cebolas e alhos a uma panela grande e deixe dourar em um pouco de óleo. Misture as salsichas e linguiças e deixe dourar. Junte a páprica e o sal. Acrescente os vegetais aos poucos. Eu coloquei as batatas e vagens primeiro, já que precisam estar bem cozidas. Assim que ficaram tenras, adicionei as cenouras e a berinjela.

Quando o feijão estiver cozidos e todos os vegetais estiverem tenros, junte os dois na panela grande e confira o tempero. Assim que o caldo engrossar, a feijoada está pronta!

Leve à mesa imediatamente, junto com os complementos que escolher.

Essa receita serve aproximadamente 8 pessoas.

Feijoada is undoubtedly the most typical Brazilian dish. There are several legends about the its origin, but according to scholars, it comes from Portugal, where it was made using white beans, meat and vegetables. The Brazilian version is a little different and got famous worldwide for its strong and delicious taste.

It’s always a good idea to serve it on Saturday or Sunday, since it’s such a heavy recipe. I mean, no one can work and digest all the pork at the same time! But this vegetarian version takes the guilt of eating all that fat out of the picture and can be served easily during the week :-)

Besides being lighter, it’s also cheaper and easier to make. There is no meat to submerge in water for days, nor several parts of pork to be bought. As the ingredients are so different, I completely changed the process, cooking the vegetables and the beans separately and putting them together in the end. And it didn’t let me down! I ended up not using all the typical side dishes, since it turned out to be quite a complete meal. But feel free to use whichever you want!

Ingredients:

  • ½ kg of black beans
  • 2 carrots – chopped into sticks
  • 3 potatoes – chopped into sticks
  • 2 onions – chopped finely
  • 350g of green beans – chopped into sticks
  • 1 eggplant – chopped into medium chunks
  • 4 vegetarian sausages – chopped into pieces (I used 2 thick smoked ones and 2 thin regular ones)
  • 3 cloves of garlic – smashed
  • 2 tablespoons of smoked hot paprika
  • 3 bay leaves
  • Oil
  • Salt to taste

Side dishes (optional):

  • Cassava (or yuca) flour
  • Stir fried kale
  • Rice
  • Slices of orange

Cook the beans in a pressure cooker for 30 minutes with some salt and the bay leaves.

While the beans cook, wash and chop the vegetables.

Take the onions and garlic to a big pot and let them brown with a little bit of oil. Mix in the sausages and cook for a bit. Add the paprika and salt. Stir in the vegetables, in stages. I put the potatoes and green beans first, since they have to be well cooked. When they got tender, I added the carrots and the eggplant.

When the beans are cooked and all the vegetables are getting tender, join everything in the big pot and check the seasoning. As soon as the broth thickens, the feijoada is done!

Serve immediately, along with the side dishes of your choice.

This recipe serves about 8 people.

Risoto de beterraba e queijo de cabra / Beetroot goat’s cheese risotto

* Scroll down for the English version!

Beterraba e queijo de cabra são uma dessas duplinhas invencíveis. Tipo goiabada com queijo, pão com manteiga, café com leite, areia e chinelo, eu e chocolate. Parece que um nasceu para o outro. Não usamos queijo de cabra com frequência no Brasil e infelizmente ele acaba não fazendo parte do nosso cotidiano. Mas encontrando um com preço moderado, sempre compro! Coisa linda!

Encontrei um queijo Minas feito com leite de cabra. Qualquer queijo de cabra funcionaria pra essa receita, desde que ele derreta. O importante é o sabor intenso e delicioso!

Procurei algumas receitas e usei uma parte de cada. Super simples. Olha essa cor!

Ingredientes:

  • 2 beterrabas grandes
  • 200g de queijo de cabra picado em cubos
  • 1 cebola picada
  • 1 xícara de arroz arbório
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 4 xícaras de caldo de legumes
  • ½ taça de vinho (normalmente, uso o branco, mas como a beterraba já é doce, usei um tinto que estava bebendo rs)
  • 1 xícara de queijo parmesão ralado

Ligue o forno em temperatura alta (deixei o meu a 245°C). Lave as beterrabas e enrole-as em papel alumínio. Deixe assar por 45 a 60 minutos, até que estejam tenras (confira espetando com uma faca).

Ferva o caldo de legumes.

Retire as beterrabas do forno, pique em pedaços médios e bata no liquidificador ou em um processador (caso não tenha nenhum dos dois, pique em cubinhos pequenos).

Derreta uma colher de manteiga em uma panela grande e acrescente a cebola. Deixe a cebola cozinhar até ficar macia.

Junte o arroz e misture bem. Acrescente o vinho e mexa mais um pouco. Adicione as beterrabas e uma concha do caldo de legumes. Mexa vigorosamente durante todo o processo, para que o arroz solte o amido e a consistência do risoto seja cremosa. Vá acrescentando o caldo quando o arroz secar. Caso precise completar com mais líquido, coloque um pouco de água.

Na última água, coloque o queijo de cabra. Deixei pedaços médios porque gostei da ideia de encontrar pedaços no risoto.

Assim que o arroz estiver cozido e levemente al dente, desligue o fogo. Adicione uma colher de manteiga e o queijo parmesão. Misture e cubra com uma tampa. Deixe descansar por 5 minutos, antes de servir.

Essa receita serve 4 pessoas que se amam ou 3 bem gulosas ;-)

Beets and goat’s cheese are one of these invincible duos. Like bread and butter, coffee and milk, flip-flops and sand, me and chocolate. It’s as if one was born for the other. Unfortunately we don’t use goat’s cheese so often in Brazil so it’s not part of our daily menus. But I make it a goal to buy one whenever I can afford. Great stuff!
I found a typical Brazilian cheese made with goat’s milk. Any type of goat’s cheese that melts would serve for this recipe. The important thing is the intense, delicious flavor!
I looked for some recipes and used parts that I chose. It’s super simple. Look at this color!
Ingredients:
  • 2 large beetroots
  • 200g of goat’s cheese chopped into cubes
  • 1 chopped onion
  • 1 cup of Arborio rice
  • 2 tablespoons of butter
  • 4 cups of vegetable stock
  • ½ glass of wine – I usually use the wine one, but since the beets are already sweet, I used a red one I happened to be drinking ;-)
  • 1 cup of shredded parmesan cheese
Turn the oven on at high temperature (I left mine at 245°C). Wash the beets and wrap them on tin foil. Let them bake for 45 to 60 minutes, until they are soft inside (check with a knife).
Bring the vegetable stock to a boil.
Remove the beetroots from the oven, chop them into medium pieces and blend them or use a food processor (in case you don’t have either, chop them into little cubes).
Melt a spoon of butter on a large pan and add the chopped onion. Let it cook until tender.
Add the rice and mix well. Pour the wine and stir a little more. Mix in the beets and a ladle full of the stock. Stir vigorously during all the process, so that the rice will release the starch that makes the risotto so creamy. Pour more stock whenever the rice is beginning to dry. In case you need more liquid, use some water.
When you’re adding the last ladle of stock, mix in the goat’s cheese. I didn’t chop the pieces too small, because I like the idea of finding white spots of deliciousness on the risotto.
As soon as the rice is cooked and is a little al dente, turn the heat off. Add a spoon of butter and the parmesan cheese. Mix everything and cover with a lid. Let it rest for 5 minutes, before serving.
This recipe serves 4 people who love each other or 3 who are quite hungry ;-)

Enchilada de vegetais / Veggie enchilada

* Scroll down for the English version!

Eu adoro comida mexicana. Há anos não como algo bem tradicional, como cactus (sério!), tomatillos ou chiles rellenos feitos com a pimenta poblano. Muitas vezes é difícil de achar os ingredientes certos ou uma receita confiável. Então costumo recorrer à comida texmex ou a variações mais fáceis de adaptar. Enchiladas são tradicionais, mas duvido que essa receita que encontrei seja muito autêntica. Mas é uma delícia e a inspiração mexicana está aí!

Super fácil de fazer e altamente versátil, a enchilada é uma ótima opção pra quem quer aprender a cozinhar e já começar pelos sabores exóticos. Fiquem à vontade para experimentar recheios diferentes. Essa é a parte mais divertida!

Aliás, assei o milho no forno só pra experimentar, mas é mais fácil cozinhar na panela de pressão. Ou usar o de lata, claro ;-)

Ingredientes:

  • 1 abobrinha grande picada em cubinhos (ou duas pequenas)
  • 1 milho cozido debulhado (ou ½ lata de milho verde)
  • 1 pimenta dedo de moça fatiada finamente
  • ½ cebola picada pequena
  • Alho amassado
  • Óleo
  • 1 pitada de cominho em pó
  • 150g de queijo cottage
  • 1 limão
  • 350mL de molho de tomate
  • 3 tortilhas (usei rap10, é só aquecer na frigideira por alguns segundos de cada lado)
  • ½ xícara de muçarela ralada

Ligue o forno a 180°C.

Em uma frigideira, doure a cebola, o alho e a pimenta no óleo. Acrescente a abobrinha e cozinhe por alguns minutos. Não deixe ficar muito macia. Junte o milho e o cominho.

Aqueça as tortilhas e recheie cada uma com uma a mistura de abobrinha e duas colheres de queijo cottage.

Enrole cada uma e arrume-as em uma forma.

Cubra com o molho de tomate e espalhe a muçarela por cima. Leve ao forno por 15’ ou até que o queijo derreta.

As minhas enchiladas quebraram todas, mas que ficaram uma delícia! O queijo cottage quebra o excesso de ardência da pimenta, deixando o prato mais equilibrado.

Sirva com pedaços de limão e folhas de coentro (opcional). Essa receita serve 2 pessoas.

I love Mexican food. It’s been years since I last ate something as traditional as cactus, tomatillos or chiles rellenos. It’s hard to find some ingredients in Brazil and even a trustworthy recipe. So I usually turn to texmex food or some recipes that are just easier to adapt. Enchiladas are quite traditional, but I doubt that this recipe that I found is very authentic. But it’s delicious and the Mexican inspiration is all over!
Super easy to make, the enchilada is a good option for people who want to learn how to cook and try some exotic flavors. Feel free to change the fillings using whatever you want. That’s the best part!
By the way, I roasted the corn as an experiment. But it’s much easier to cook it in a pressure cooker. Or just buy the canned stuff, of course ;-)
Ingredients:
  • 1 large zucchini cut into little cubes
  • 1 husked corn (or ½ a can)
  • 1 chili chopped finely
  • ½ onion chopped very small
  • Smashed garlic
  • Oil
  • 1 pinch of ground cumin
  • 150g of cottage cheese
  • 1 lime
  • 350mL of tomato sauce
  • 3 tortillas
  • ½ cup of shredded mozzarella
Turn the oven at 180°C.
In a pan, cook the onion, garlic and chili in the oil. Add the zucchini and cook for a few minutes. Don’t let it get too soft. Mix in the corn and cumin.
Warm the tortillas and put some of the zucchini mixture on each and add 2 tablespoons of cottage cheese on top.
Roll them and organize them on a trey. Cover with the tomato sauce and spread the mozzarella on top. Take to the oven for 15’ or until the cheese has melted.
My enchiladas broke down, but they were delicious! The cottage cheese cuts down the excessive heat of the chili, making the dish quite balanced.
Serve with lime wedges and coriander leaves (optional). This recipe serves 2 people.

Salada no pote / Salad in a jar

*Scroll down for English version!

Desde que comecei o blog, engordei alguns quilinhos com as minhas aventuras culinárias ;-) Resolvi dar uma remediada e almoçar só salada por um tempo. Costumo levar meu almoço de casa e sempre tive dificuldade com o modo de transportar saladas. O molho sempre deixava as folhas e alguns legumes meio murchos. E quem quer comer salada sem molho?!?! Eu gosto (mesmo!) de salada, mas uma coisa que não suporto é aquele tanto de verdura sem gosto. Ieca. Inventemos temperos bacanas e vamos salvar essa galera que não come “matinho” ;-)

Enfim, isso tudo só pra dizer que no fim das contas, encontrei uma solução genial no Instagram. Sim! Muita gente critica o aplicativo por causa do frenesi de postar “o que comi no almoço” e coisas do tipo. Mas já aprendi tanta coisa legal sobre comida! Já vi fotos sensacionais e troquei ideia (sobre comida, o que mais?) com gente do outro lado do mundo. E viva a tecnologia!

O tal método genial é simplesmente carregar a salada em um pote. Sim, só isso. Sabe esses potes de vidro, grandes? Um dos que eu uso é de mel, como pode-se ver pela irritante abelhinha desenhada. A ideia é colocar o molho ou vinagrete no fundo e ir colocando as camadas mais resistentes por cima dele. Ou seja, os ingredientes que podem ficar em contato com o líquido vão pro fundo e o resto vai acima, os mais delicados por último. Na hora de comer é só sacudir (bem)!

Essa foto que eu encontrei dá uma boa ideia de como montar a sua salada. Vou colocar algumas fotos que fiz do que comi nesses dias, só mesmo como ilustração. O céu é o limite! :-D A legenda segue os ingredientes de baixo para cima. Lembre-se de equilibrar proteína, carboidrato e vitaminas!

Aliás, não reparem na baixa qualidade das fotos. Fiquei com preguiça de montar a câmera todo noite, depois de preparar o almoço… hehe

  • 1 cebola caramelizada com queijo gorgonzola, ¼ abobrinha crua ralada, 1 tomate picado, 1 folha de couve, 1 punhado de sementes de girassol.
  • 1 caramelized onion with blue cheese, ¼ shredded raw zucchini, 1 tomato cut to cubes, 1 kale leaf, 1 handful of sunflower seeds.

  • Babaganoush (pasta de berinjela com tahini, alho, sal e limão – merece um post!), 1 fatia de tofu picada em cubos (use ricota, caso não ache tofu), ¼ abobrinha picada em palitos, 1 cenoura picada em palitos, semente de girassol e molho sriracha.
  • Babaganoush (eggplant, tahini, garlic salt and lemon paste – deserves a post of its own), 1 tofu slice cut to cubes (use ricotta cheese if you can’t find tofu), ¼ zucchini cut to pieces, 1 carrot cut to pieces, sunflower seeds and sriracha sauce. 

  • Molho de limão e azeite, 1 fatia de tofu picada em cubos, 1 pedaço de couve-flor crua batida no liquidificador, 1 tomate picado em cutos,  1 folha de couve, 1 ovo.
  • Lime and olive oil dressing, 1 tofu slice cut to cubes, 1 piece of riced raw cauliflower, 1 tomato cut to cubes, 1 kale leaf, 1 egg.

  • Babaganoush, 1 fatia de tofu picada em cubos, 1 colher de sopa de linhaça torrada e batida, 1 cenoura picada em tiras, 2 palmitos picados, 1 folha de couve, semente de girassol.
  • Babaganoush, 1 tofu slice cut to cubes, 1 table spoon of toasted crushed flax seeds, 1 carrot cut to pieces, 2 heart of palms cut to pieces, 1 kale leaf, sunflower seeds. 

  • Molho de limão, 5 colheres de sopa de cuscuz, 2 flores de couve-flor cozida, 1 folha de couve, ¼ de berinjela cozida com alho e páprica defumada, semente de girassol.
  • Lime dressing, 5 table spoons of couscous, 2 cooked cauliflower florets, 1 kale leaf, ¼  eggplant cooked with garlic and smoked paprika, sunflower seeds.  

  • 2 colheres de sopa de alcaparras, 5 colheres de sopa de arroz integral, 1 tomate picado, 1 folha de couve, 1 ovo cozido.
  • 2 table spoons of capers, 5 table spoons of whole rice, 1 tomato cut to pieces, 1 kale leaf, 1 cooked egg.

  • 2 colheres de sopa de alcaparras, 3 colheres de sopa de quinoa, 1 tomate, 5 colheres de sopa de orzo (ou risone), 1 folha de couve e 1 pedaço pequeno de queijo de cabra.
  • 2 table spoons of capers, 3 table spoons of quinoa, 1 tomato, 5 table spoons of orzo, 1 kale leaf and a small piece of goat’s cheese.

  • ½ cebola, 2 colheres de alcaparras, 1 pedaço pequeno de queijo de cabra, 3 colheres de sopa de grão-de-bico cozido, 2 colheres de sopa de orzo, 2 folhas de repolho roxo picado e 1 tomate.
  • ½ an onion, 2 table spoons of capers, 1 small piece of goat’s cheese, 3 table spoons of cooked garbanzo beans, 2 table spoons of orzo, 2 leaves of shredded purple cabbage and 1 tomato.
Since I started this blog, I put on some weight due to my cooking adventures ;-) So I decided to make it all better by eating just salad at lunchtime for a while. I usually bring my lunch from home and I always had trouble with the transportation method for salad. The dressing always made the leaves and some vegetables soggy and weird. And who wants to eat salad with no dressing?!?! I (really) like salad, but one thing I can’t stand is tasteless vegetables. Ugh. So let’s make up some nice seasoning and let’s save these people who don’t eat their greens ;-)
Anyway, all that just to say that in the end, I found a brilliant solution at Instagram. Yes! Lots of people criticize the app because of the “look what I had for lunch” frenzy. But I had learned so much about food over there! I’ve seen amazing pictures and talked to people from across the globe (about food, what else?). Hail technology!
The so said great method is simply carrying salad in a jar. Yeah, that’s it! As far as I know, these glass jars with reusable lids are called mason jars. The idea is to put the dressing in the bottom and add the more resilient layers right on top of it. So the ingredients that can be in touch with the liquid go to the bottom and the rest goes on layers, the most delicate at the top. When you’re ready to eat, just shake it (well)!
This picture that I found gives you a good Idea of how to prepare your salad. I’m adding some photos I made of what I ate these days just as illustration. The sky is the limit! :-D The caption is of the ingredients from bottom up. Remember to balance protein, carbohydrates and vitamines!
By the way, please don’t notice the bad quality of the pictures. I was too lazy to prepare the camera every night after making lunch!