Sopa de couve-flor e ervilha / Cauliflower and pea soup

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No último post eu falei sobre a minha paixão por sopas e caldos. O prato de hoje é uma continuação. Quase um festival! :-D

Apesar de o tema ser o mesmo, esses dois caldos não podiam ser mais diferentes. O caldo verde da semana passada é apimentado, defumado e super intenso. Essa sopa é o contrário, tem sabor simples e suave e até em textura é diferente. Mas não menos deliciosa!

Ingredientes:

  • 1 couve-flor grande lavada e picada
  • 1 pacote de ervilha congelada
  • 2 cebolas grandes picadas
  • 2 colheres de sopa de manteiga (opcional – não use caso queira uma sopa vegana)
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • Sal a gosto

Antes de começar a fazer a sopa, retire o pacote de ervilhas do congelador.

Cozinhe as cebolas com o azeite em uma panela grande. Assim que estiverem tenras, adicione a couve-flor. Eu gosto de refogar os legumes antes de adicionar a água. Cozinhe a couve-flor junto com a cebola por alguns minutos e acrescente água aproximadamente 5 xícaras de água. Vá colocando aos poucos, já que a textura da sopa é escolha sua.

Assim que ela cozinhar, abaixe o fogo. Bata a sopa em um liquidificador ou use um mixer. Eu gosto de pedacinhos, mas você pode deixá-la bem homogênea, se preferir.

Confira o tempero. Junte as ervilhas e a manteiga e mexa bem. Eu adoro ervilhas congeladas, que são docinhas e deliciosas ainda frescas. Deixe-as no fogo só até esquentar.

Sirva imediatamente.

Essa receita rende aproximadamente 5 porções.


On the last post, I talked about my passion for soups. Today’s dish is another of these beauties.

Besides being the same type of dish, these two soups couldn’t be more different. The “caldo verde” from last week is spicy, smoky and intense. This soup is the opposite. The flavor is mild and simple and even the texture is not the same. But not less delicious!

Ingredients:

  • 1 large cauliflower – washed and chopped
  • 300g of fresh peas (I used them frozen. It’s not easy to find them fresh around here)
  • 2 large onions – chopped
  • 2 tablespoons of butter (optional – remove if vegan)
  • 2 tablespoons of olive oil
  • Salt to taste

Cook the onions with the olive oil on a big pot. As soon as they are tender, add the cauliflower. I like to stir fry the vegetables before adding water. Cook the cauliflower with the onions for a few minutes and add about 5 cups of water. Add them one at a time, so you can choose how runny your soup will be.

As soon as the cauliflower is cooked, turn the heat down. Puree the soup on a blender or using a mixer. I like some texture, but you can make it really smooth if you want.

Check the seasoning. Add the peas and the butter and stir well. I love fresh peas, so sweet and delicious! So just heat them up and turn the heat off.

Serve immediately.

This recipe yields about 5 portions.

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Moqueca de banana da terra / Plantain stew

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Acho que já falei aqui sobre a minha curiosidade com comida de litoral. Esses pratos fragrantes que levam peixes, algas ou crustáceos. Não sinto vontade de comer os animais em si, mas muitas vezes as receitas são tão lindas e parecem tão apetitosas, que eu me sinto compelida a experimentar uma versão vegetariana.

Moqueca é um bom exemplo. Leite de coco, dendê, coentro… não tem como dar errado! E é uma injustiça que os vegetarianos desse mundão não comam também, não é? O jeito é improvisar. Já dei aqui uma versão de moqueca com vegetais. Essa aqui é linda de morrer, exótica e super deliciosa. Além de ficar pronta em minutos! Comi em um restaurante e tentei reproduzir. Cheguei bem perto, modéstia à parte ;-)

Olha que lindeza!


Ingredientes:

  • 3 bananas da terra maduras
  • 1 cebola grande
  • 2 tomates
  • 1 pimentão
  • 200mL de leite de coco
  • 2-3 colheres de sopa de azeite de dendê
  • 1 maço de coentro fresco – lavado e picado
  • Sal a gosto
  • 1 colher de sopa de óleo

Pique as bananas em palitos não muito finos. Pique os tomates e a cebola em cubinhos e o pimentão em tiras (não usei porque não tinha em casa, mas recomendo!).

Em uma panela, aqueça o óleo com a cebola e um pouco de sal. Cozinhe até que ela fique tenra. Junte os tomates e deixe cozinhar até derreterem. Acrescente o pimentão e cozinhe por mais alguns minutos.

Coloque as bananas na panela e junte o azeite de dendê e o leite de coco. Após alguns minutos as bananas vão começar a amolecer. Desligue o fogo. Sirva quente, salpicando folhas do centro fresco. Eu gosto de usar arroz e farofa (ou farinha de mandioca purinha mesmo) como acompanhamento. Delícia!

Essa receita serve 4 pessoas.

I think I’ve already mentioned my curiosity about seafood. I mean those fragrant recipes served with fish, seaweed or crustaceans. Not that I feel like eating the animals themselves, but sometimes the dishes look so beautiful and appetizing that I feel compelled to try a vegetarian version.

Moqueca is a good example. The original version of this stew takes fish, but the rest of the dish is what attracts me. Coconut milk, palm oil and fresh coriander… there’s no getting it wrong! And I think it’s unfair that the vegetarians of the world should be deprived of such a delight. So I had to improvise. I’ve already posted a version of moqueca with vegetables. The one on this post is so beautiful, exotic and delicious! Besides, it gets ready in just a few minutes! I ate it at a restaurant and tried to reproduce it. I got pretty close, thank you very much ;-)

I know there’s a lot of controversy and environmental concern about palm oil. But in this recipe we use only a tiny bit, so don’t feel bad. For those of you who never used it to cook (here in Brazil we call it dendê and use it with moderation in a number of dishes), it’s very strong and absolutely delicious! Just go easy on it if you have a sensitive digestive system.

Ingredients:

  • 3 cooking plantains
  • 1 large onion
  • 2 tomatoes
  • 1 bell pepper
  • 200mL of coconut milk
  • 2-3 tablespoons of palm oil
  • 1 bunch of fresh coriander – washed and chopped
  • Salt to taste
  • 1 tablespoon of oil

Chop the plantains into thick sticks. Chop the tomatoes and onion into little cubes and the pepper into strips (I didn’t use because I forgot to buy them, but I really recommend it!).

In a pan, heat the oil, the onion and a little bit of salt. Cook until tender and add the tomatoes. Let them start melting and add the pepper. Cook for a few minutes.

Add the plantains, the palm oil and the coconut milk. After a few minutes, the plantain will start getting softer. Turn the heat off and serve immediately. Sprinkle some coriander on top and serve with rice and yucca flour. Great stuff!

This recipe serves 4 people.

Samosa com massa de arroz / Rice paper samosas

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Eu amo comida indiana. Morei na Índia por 6 meses quando era bem novinha e desde então, cultivo essa paixão. Minha mãe conta que eu fugia das opções de comida ocidental e mesmo tendo só cinco anos, me deliciava com as especiarias e até com a pimenta. Isso explica muita coisa, não é? ;-)

Ao longo do tempo, fui aprendendo a usar alguns temperos. Apesar de achar os pratos que eu faço bem legais, tenho a plena consciência da minha ignorância. Muita gente passa anos estudando milhares de especiarias, as melhores combinações e a época do ano na qual usar qual tempero. Eu só sei jogar tudo na panela e achar uma delícia. Mas pra mim, está ótimo! Rs

Essa versão de samosa é incrível! Para quem não sabe, samosas são pasteis indianos feitos com uma massinha de trigo e recheados com batata, ervilha e especiarias. Hoje em dia eles são famosos no mundo inteiro e servidos como uma opção super bacana de lanche.

Como a minha preguiça é imensurável, nunca tenho paciência de fazer a massa. Costumo usar massa de rolinho primavera, dessa que já vem pronta e congelada. Mas vi essa opção na internet e adorei a ideia de usar massa de arroz. Não faço mais ideia de onde vi, mas a pessoa genial que criou, bolou uma forma de deixar os pasteis mais fáceis de fazer e mais leves. E ainda incrivelmente saborosos e crocantes. A massa de arroz pode ser encontrada em lojas orientais e é muito versátil. Costumo usar para fazer rolinho primavera fresco. Como a massa é redonda, eu ignorei o formato original triangular e fiz os pasteis meio retangulares.

Também inovei na ervilha. A receita tradicional usa ervilha em grãos, mas eu tinha ervilha chata em casa e quis experimentar. E funcionou super bem! Deixei o vegetal tenro, mas crocante e a textura fez toda a diferença no pastel. Delícia!

Ingredientes:

  • 2 batatas
  • 2 punhados de ervilha chata
  • 1 cebola
  • 1 colher de chá de garam masala
  • 1 colher de chá de grãos de mostarda
  • 1 colher de chá de grãos de cominho
  • Azeite
  • Sal a gosto
  • 8 folhas de massa de arroz
  • 1 xícara de água morna

Cozinhe as batatas na água. Assim que ficarem tenras, pique em cubos bem pequenos.

Lave e pique as ervilhas. Tome o cuidado de retirar toda a fibra dos cantinhos.

Descasque e pique a cebola bem pequena. Em uma frigideira, coloque um pouco de azeite e cozinhe a cebola com uma pitada de sal e a masala. Assim que a cebola estiver dourada, acrescente as batatas. Após alguns minutos, junte as ervilhas. Cozinhe até que estejam tenras, mas crocantes.

Em uma panela separada, coloque uma colher de sopa de azeite, as sementes de mostarda e de cominho. Fique com a tampa em mãos desde o início e tampe rapidamente, já que o calor faz os grãos de mostarda pularem igual pipoca! Desligue o fogo assim que o barulho parar. Junte as sementes com as batatas e ervilhas. Confira o tempero. Você vai perceber na hora o sabor incrível que o cominho e a mostarda trazem. É importante cozinha-los separadamente para que eles não queimem.

Deixe o recheio esfriar um pouco antes de começar a montar as samosas. Pegue uma folha de massa de arroz e mergulhe em um prato com água morna. Espere poucos segundos, até a massa ficar maleável.

Estique a massa em uma superfície limpa e coloque três colheres de recheio bem no meio. Junte as abas laterais no centro. Leve a parte perto de você para longe e role toda a samosa para frente, até selar a massa. Repita o procedimento com todo os pasteizinhos.

Aqueça uma frigideira antiaderente e coloque quantas samosas couberem. Deixe dourar cada um dos lados. Repita com todas as outras. Caso tenha, acompanhe com um chutney. Sirva quente!

Essa receita serve 2 a 4 pessoas.

I love Indian food. I lived in India for 6 months when I was young and since then, I’ve been cultivating the feeling. My mother tells me that I used to avoid western food and would feast on the delicious and spicy Indian dishes. That explains a lot, right? ;-)

With time, I learned how to use some of the spices. To be honest, even though I like the food that I make, I’m completely aware of my ignorance. Some people spend years studying spices, how to combine them and when best to use them. All I do is experiment, putting everything in the pot and guessing. Anyway, I do get nice results and I’m loving it!

This version of samosa is incredible. For those of you who don’t know, samosas are Indian pastries that are made with a wheat dough and stuffed with potatoes, peas and spices. Nowadays they are famous worldwide and are served as a fantastic snack.

As my laziness overpowers me most of the time, I never have the patience to make the dough. I usually use spring roll pastry, the kind that is ready made and frozen. But I found this option on the Internet and loved the idea of using rice paper wrappers. I have no idea where I first saw this, but the genius who created this made samosas easier and lighter. And still as delicious and crunchy! Rice paper can be found on oriental shops and is so versatile. I usually use it to make fresh spring rolls. As the wrappers are round, I ignored the original triangular shape of the pastries and made them into sort of squares.

I also innovated on the kind of pea that I used. The traditional recipe uses regular peas (the grain), but since I had snow peas, I decided to experiment. And it worked so well! I left it tender, but crunchy, which made all the difference when it came to texture. Delicious!

Ingredients:

  • 2 potatoes
  • 2 handfuls of snow peas
  • 1 onions
  • 1 teaspoon of garam masala
  • 1 teaspoon of mustard seeds
  • 1 teaspoon of cumin seeds
  • Olive oil
  • Salt to taste
  • 8 rice paper wrappers
  • 1 cup of warm water

Cook the potatoes on water. As soon as they are tender, chop them into small cubes.

Wash and chop the snow peas. Take care to remove all the fiber from the corners.

Peal and chop an onion into small pieces. On a frying pan, put some olive oil and cook the onion with a pinch of salt and the masala. As soon as the onion has turned golden, add the potatoes. After a few minutes, add the peas. Cook until they are tender, but still crunchy.

On a separate pot, put a tablespoon of olive oil and the mustard and cumin seeds. Have the lid of the pot ready and close right after adding the seeds, since the mustard pops like crazy. Turn the heat off as soon as the noise stops. Add the seeds to the potatoes and peas. Check the seasoning. You will notice at once the incredible flavor that the cumin and mustard bring. It’s important to cook them separately to avoid burning them.

Let the filling cool a bit before starting assembling the samosas. Get one rice paper wrapper and dip it on a plate with warm water. Wait a few seconds until the wrapper is soft.

Lay it on a clean surface and put 3 spoons of filling right in the middle. Fold the side corners to the center. Take the part that is closest to you to the center and roll the whole samosa forward, until the wrapper seals. Repeat this procedure with all the pastries.

Heat up a non-stick frying pan and put as many samosas as you can fit on it. Let each side toast until golden. Repeat this with all the others. In case you have some, serve with chutney. Eat them while still hot!

This recipe serves 2 to 4 people.

Sopa de baroa e amêndoas / Arracacha and almond soup

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Por ser ovolactovegetariana há tantos anos, eu tenho alguma dificuldade em pensar eu um cardápio inteiro vegano. É uma questão de costume. Da mesma forma que muita gente fica chocada por eu ser vegetariana me pergunta o que sobra pra eu comer (mas gente, como assim? Eu só não como carne!), eu tenho a tendência de depender de laticínios e usá-los na maioria das minhas receitas.

Mas tenho tentado fazer esse exercício. Além de a dieta vegana ser mais saudável (a digestão dos veganos é a coisa mais linda!), os pratos podem ser lindos e deliciosos, desde que você seja criativo. E muitas vezes, ficam bem mais em conta.

Esse não é o caso rs. Batata baroa não é lá tão baratinha e amêndoas costumam pesar no bolso. Mas vale à pena. Essa sopa é incrível e muito fácil de fazer. Olha que maravilha!

Adaptei a receita do blog lindo Green Kitchen Stories.

Ingredientes:

  • 4 batatas baroa
  • 1 cabeça de alho
  • 1 cebola
  • Azeite
  • 1 xícara de amêndoas sem sal
  • Água
  • Sal a gosto
  • 20 uvas (opcional)
  • Tomilho (opcional)

Pré-aqueça o forno a 200ᵒC. Pique a batata em pedaços médios. Descasque o alho e a cebola e pique em pedaços. Regue com um pouco de azeite e polvilhe duas pitadas de sal. Arrume em um tabuleiro e leve ao forno por aproximadamente 40 minutos ou até começar a dourar.

Enquanto isso, ferva dois copos de água em uma panela e acrescente as amêndoas. Cozinhe por 5 minutos. Retire da água e assim que esfriar, remova as cascas. Elas saem facilmente.

Quando as batatas, cebola e alho estiverem tenros, retire-os do forno. Junte os legumes e as amêndoas descascadas com dois copos de água. Use um mixer para bater até ficar completamente homogêneo. Caso não tenha um mixer, bata em um liquidificador. Confira o tempero. Caso a sopa esteja muito seca, acrescente mais água. Cozinhe até ferver.

Sirva imediatamente com um fio de azeite, uvas e folhas de tomilho fresco. Infelizmente, eu esqueci de comprar o tomilho… rs

Essa receita serve 5 pessoas.


Being an ovo-lacto vegetarian for so many years, I have some trouble coming up with a whole vegan menu. It’s a matter of habit, I know. The same way some people are flabbergasted that I’m a vegetarian and ask me what’s left for me to eat (come on guys, the ONLY thing I do NOT eat is meat!), I tend to depend on dairy products and use them on most of my recipes.

Nevertheless, I have been trying to make this exercise. Besides being much more healthy diet (vegans have an amazing digestive system, it’s a thing of beauty!), the dishes can be beautiful and delicious, as long as you get creative. And they’re often cheaper.

Unfortunately, this is not the case (in Brazil, at least). The root that I used (arracacha) is typical to South America and even here it is a bit expensive (and so are almonds, by the way). But it’s worth it. This soup is amazing and so easy to make!

Now if you’re not from here, I have no idea if you’d be able to find arracacha. But fear not, there are replacements. In fact, you can stick to the original recipe (from Green Kitchen Stories) and use parsnip or parsley root.

Ingredients:

  • 4 arracachas or parsnips or parsley root
  • 1 garlic bulb
  • 1 onion
  • Olive oil
  • 1 cup of almonds
  • Water
  • Salt to taste
  • 20 grapes (optional)
  • Thyme (optional)

Turn the oven on at 200ᵒC. Chop the roots into medium-sized chunks. Peal the garlic and onion and chop them as well. Drizzle with a little bit of olive oil and sprinkle some salt. Spread everything on a tray and bake for about 40 minutes or until it all starts getting golden.

Meanwhile, boil 2 cups of water on a pan and add the almonds. Cook for about 5 minutes. Remove them from the water and as soon as they get cooler, peal each of them.

When the roots, onion and garlic are soft, remove them from the oven. On a pan, put the vegetables, the almonds and 2 cups of water. Puree everything using an immersion blender, until the mixture gets completely smooth. In case you don’t have one, use a food processor or regular blender. Check the seasoning. In case the soup is too thick, add more water. Let it cook until it boils.

Serve at once with a drizzle of olive oil, grapes and a spring of fresh thyme. Unfortunately, I forgot to buy thyme…

This recipe serves 5 people.

Rolinho primavera / Spring roll

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Eu tenho desejos. Desses repentinos, do tipo “meu filho vai nascer com cara de provolone se eu não comer um pedaço em breve!”. Do tipo que só foodies têm. Um desejo recorrente é de comer rolinho primavera. E não é qualquer tipo. É daquele com muito amendoim :-D

O meu restaurante favorito na cidade é de comida taiwanesa e é completamente vegetariano. Tudo é incrível. Mas o mais sensacional (e só quem tem restrições alimentares vai entender o meu entusiasmo) é poder comer TODO e QUALQUER prato que eu quiser. Não preciso ficar procurando tirar um franguinho aqui, um presuntinho ali e tentando adivinhar se as pessoas do lugar acham que carne é só vermelha. É uma sensação libertadora e maravilhosa! E para melhorar as coisas, eles fazem um rolinho primavera delicioso, com bastante amendoim e meio docinho.

Daí veio a minha inspiração. Adivinha o que eu usei? Paçoquinha!!! Mas não se apavore, caso prefira, use amendoim normal e menos açúcar. Ninguém é obrigado a ser tão exótico quanto eu rs. Mas que fica bom demais, isso fica!

Ingredientes:

  • 1 pacote de massa para rolinho primavera (12 unidades)
  • ½ repolho roxo pequeno cortado em tirinhas
  • 2 cenouras raladas
  • 4 paçoquinhas esfareladas (ou 10 colheres de amendoim torrado moído – o açúcar é opcional)
  • 2 cebolas cortadas em cubinhos
  • 3 colheres de sopa de gergelim
  • 2 colheres de sopa de óleo de gergelim
  • 4 colheres de sopa de shoyu
  • Óleo

Caso as massas estejam congeladas, deixe degelar antes de começar a fazer os rolinhos.

Doure as cebolas com o óleo de gergelim em uma frigideira. Acrescente o repolho, as cenouras, o gergelim e o shoyu. Não precisa cozinhar muito, é bacana ter legumes crocantes no recheio. Eu queria ter usado macarrão de arroz (bifun), mas lá em casa não tinha. E sinceramente, não fez falta. Caso queira usar, coloque ¼ do pacote em água fervente e retire assim que amolecer. Junte com os legumes até incorporar o sabor.

Confira o tempero e adicione as paçoquinhas. Se preferir usar amendoim moído, pode escolher colocar açúcar ou não. Vá colocando colheres de chá e provando.

Prepare a sua estação de trabalho. É bom deixar um pano úmido em cima das folhas de massa, para elas não ressecarem.

Coloque uma folha de massa em cima de uma superfície limpa e posicione umas duas colheres de sopa de recheio em cima. O melhor é colocar uma ponta virada para você e o recheio mais do seu lado. Dobre essa ponta para longe e junte as pontas laterais no centro. Com cuidado, role tudo para frente, para selar. Se a massa estiver abrindo, use uma mistura de 1 colher de sopa de farinha e outra de água como cola (vá usando bem pouquinho). Repita o procedimento com os outros rolinhos.

Agora é só cozinhar. Você pode escolher fritar, passar na frigideira e assar. Eu preferi passar na frigideira, já que fica mais light do que fritar e é mais rápido do que assar. Coloque um fio de óleo na frigideira e vá posicionando os rolinhos aos poucos. Vire quando dourar, deixando todos os lados bem torradinhos. Pronto! Sirva quente, com shoyu ou molho de ostra (o meu não é de ostra, claro. É de cogumelos!).

Essa receita serve 12 rolinhos.

I have cravings. I mean those sudden and intense yearnings, the type that makes me say that “I’ll have a son that looks like provolone cheese if I don’t eat some right now!”. The kind of cravings that only foodies have. And one of the things I crave for the most are spring rolls. And not just any rolls. I love those with lots of peanuts on them :-D

My favorite restaurant in town serves Taiwanese food and all of it is completely vegetarian. Everything is amazing. But the best of all (and only those of you with some kind of food restriction will probably understand the level of my enthusiasm) is being able to eat ANYTHING and EVERYTHING that I want. I don’t have to look for and remove a little piece of chicken here, some ham over there or trying to guess if people there think that meat is only pork and beef. It’s a liberating and incredible feeling! And to make things even better, they make the most delicious spring roll, slightly sweet and with loads of peanuts.

So there is my inspiration. And guess what I used? Paçoquinha! That probably makes no sense for you who are not Brazilian. This is a typical Brazilian dessert that consists of ground peanuts with some sugar and salt that is all pressed together. It’s something like a powdery peanut butter. So in case you don’t have paçoquinha, you can use peanut butter or toasted and ground peanuts. And add some sugar, if you’re bold enough!

Ingredients:

  • 1 package of spring roll wrappers (mine had 12)
  • ½ small purple cabbage – cut into little strips
  • 2 grated carrots
  • 4 crumbled paçoquinhas (or 10 tablespoons of toasted ground peanuts or 10 tablespoons of peanut butter – sugar is optional)
  • 2 onions cut finely into cubes
  • 3 tablespoons of sesame seeds
  • 2 tablespoons of sesame oil
  • 4 tablespoons of soy sauce
  • Oil

In case the wrappers are frozen, let them defrost before making the rolls.

Cook the onions with the sesame oil on a frying pan. Add the cabbage, the carrots, sesame seeds and soy sauce. Don’t cook too much; it’s nice to have some crunch in the filling. I wanted to use some thin rice noodles, but I didn’t have any. And I honestly didn’t miss them. In case you want to use them, put them on boiling water until soft and mix with the vegetables until the flavor is incorporated.

Check the seasoning and add the paçoquinhas, ground peanuts or peanut butter. You can choose to use some sugar or not. Add little by little and taste, to avoid putting too much.

Prepare your work station. It’s good to have a humid cloth on top of the wrappers, so they don’t go dry and break.

Put one wrapper on a clean surface and position two tablespoons of filling on it. The best thing is to leave one of the tips in your direction and the filling closer to you. Fold this tip far from you. Fold the side tips to the center. Carefully, roll the roll thing far from you, rolling in the farther tip. If the wrapper is opening, use a mixture of 1 tablespoon of flour and 1 tablespoon of water as glue (use very little). Repeat the procedure with the other rolls.

Now it’s time to choose your cooking method. You can deep fry them, stir fry or bake. I decided to use the frying pan, which makes the rolls lighter than deep frying and is quicker than baking. Put a drizzle of oil on the frying pan and position the rolls on top. Turn when golden, letting all sides go brown. That’s it! Serve them warm, with soy sauce or oyster sauce (mushroom sauce, in my case!).

This recipe serves 12 people.

Baguete / Baguette

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Baguete é aquele pão francês comprido e delicioso, com uma casca crocante e sabor suave. Perfeito para sanduíches, bruschettas ou para comer com manteiga.

São várias as receitas, mas há alguns pontos em comum:

– O preparo leva tempo. Dependendo da receita, os pães precisam descansar uma vez ou mais, mas sempre precisam de algumas horas.
– Umidade é essencial. Usar água ou gelo em um recipiente abaixo do tabuleiro no qual o pão é assado é importante para deixar a casca crocante.

Escolhi uma que demora umas 4 horas. Eu sei, não é algo que se faça no dia-a-dia, mas vale à pena. A casca é crocante e o miolo, macio. E o sabor suave combina com tudo! Mas o melhor é a sensação de criar um pão maravilhoso desses a partir de ingredientes tão simples.

Ingredientes:

  • 1 ½ xícara de água aquecida a aproximadamente 46°C
  • 1 colher de chá de fermento biológico seco instantâneo
  • 3 ¼ xícaras de farinha de trigo
  • 2 ½ colheres de chá de sal
  • Óleo para untar
  • ½ xícara de cubos de gelo

Junte a água morna e o fermento e reserve por 10 minutos. É importante não ultrapassar essa temperatura, ou as leveduras vão morrer queimadas, tadinhas. A água ficará turva.

Adicione a farinha e mexa com um garfo. Deixe a farinha hidratar por 20 minutos.

Junte o sal e transfira a massa para uma superfície coberta com farinha. Sove por 10 minutos, até que a massa fique homogênea.

Transfira a massa para uma vasilha grande, untada com óleo e cubra com plástico-filme. Deixe descansar e crescer por 45 minutos em um local escuro e sem vento (eu costumo colocar dentro do forno desligado).

Retire a massa da vasilha e abra em uma superfície coberta com farinha. Faça um retângulo de 20cm x 15cm. Dobre os lados até o centro, como se estivesse guardando uma camisa. Dobre os outros lados restantes. Coloque a massa na vasilha novamente, com a abertura para baixo. Cubra com plástico-filme e leve ao forno desligado novamente. A massa vai crescer ainda mais. Deixe descansar por 1 hora.

Retire a vasilha do forno. Coloque uma frigideira de ferro ou tabuleiro resistente na prateleira debaixo do forno. Você vai usar a prateleira do meio para assar o pão.

Ligue o forno a aproximadamente 245°C.

Retire a massa da vasilha e coloque novamente na superfície com farinha. Divida a massa em 3 ou 4 pedaços, dependendo do tamanho de baguete que você quer fazer. Eu dividi em 4 pedaços e rolei na farinha até atingir aquela forma comprida com aproximadamente 25cm.

Cubra um tabuleiro grande com papel manteiga e espalhe um pouco de farinha por cima. Coloque os 4 pães no tabuleiro, deixando um pouco de espaço entre eles. Levante o papel manteiga para que cada um possa crescer sem atrapalhar o outro. A receita pede também para deixar uma toalha em cada canto do tabuleiro, para evitar que os pães cresçam para os lados. Cubra levemente com plástico-filme e deixe descansar por mais 50 minutos.

Retire o plástico e as toalhas e estique o papel manteiga. Com uma tesoura, corte suavemente a superfície de cada baguete, deixando intervalos. Abaixe as pontinhas da massa com a tesoura (esqueci de fazer isso rs).

Leve o tabuleiro com as baguetes ao forno. Coloque os cubos de gelo na frigideira ou tabuleiro que está abaixo. Asse até atingir uma cor dourada bem escura (as minhas podiam ter ficado um pouco mais). Dependendo do forno, isso pode levar de 20 a 60 minutos.

Esfrie antes de servir. Comi os primeiros pedaços com manteiga e molho pesto e fiz sanduíches com o restante. Uma delícia!

Baguettes are those long delicious French bread with a crunchy crust and mild flavor. It is perfect for sandwiches, bruschettas or to simply eat with butter.
There are several different recipes, but all of them with some things in common:
– The preparation takes time. Depending on the recipe, the bread will rest once or twice, but it will always take a few hours to make it.
– Humidity is key. Using water or ice in a recipient underneath the tray in which the baguette is baking is important to make the crust really crunchy.
I chose a recipe that takes about 4 hours. I know, it’s not something you would do every day, but it’s so worth it. The crust is amazing and crunchy, the middle is soft. The flavor goes with everything! But best of all is the feeling of creating such incredible bread from such simple ingredients.
Ingredients:
  • 1 ½ cup of warm water (about 46°C)
  • 1 teaspoon of instant dry yeast
  • 3 ¼ cups of flour
  • 2 ½ teaspoons of salt
  • Oil – to grease
  • ½ cup of ice cubes
Combine the water and the yeast and set aside for 10 minutes. It’s important not to use water that is too hot, or the yeast will die, poor thing. That water will get misty.
Add the flour and mix everything in with a fork. Let the flour hydrate for about 20 minutes.
Mix in the salt and transfer the dough to a flour covered surface. Knead for about 10 minutes, until the dough is smooth.
Transfer the dough to a big bowl, greased with oil and cover with plastic wrap. Let it rest and grow for 45 minutes on a dark, windless spot (I usually use the oven, when it’s off).
Remove the dough from the bowl and open it on a flour covered surface. Make a 20cm x 15cm rectangle. Fold the sides to the center, as if you’re folding a shirt. Fold the other remaining sides. Put the dough back to the bowl, with the seam side down. Cover with plastic wrap and let it rest in the oven again. The dough will rise even more. Set it aside for 1 hour.
Remove the bowl from the oven. Put a cast iron skillet or a tray on the bottom rack of the oven. You will use the middle one for the bread.
Turn the oven on to about 245°C.
Remove the dough from the bowl and place it on the flour covered surface again. Divide the dough into 3 or 4 equal pieces, depending on the size of baguettes you want to make. I divided mine into 4 pieces and rolled them on the flour until reaching that long shape. They had about 25cm in length.
Cover a large tray with parchment paper and spread some flour on it. Put the 4 breads on it, leaving some space between them. Lift the paper that is between each loaf, so they can grow without disrupting each other. The recipe also asks to leave a folded towel on each corner of the tray, to avoid the bread to grow to the sides. Cover loosely with plastic wrap and let them rest for 50 more minutes.
Remove the plastic and the towels and smoothen the paper. With a scissor, cut lightly the surface of each baguette, leaving some space between each cut. Flatten the tips of the sides of each slash (I obviously forgot to do that..).
Take the tray with the baguettes to the oven. Put the ice cubes in the skillet or tray that is in the bottom of the oven. Bake until each bread reaches a strong golden color (mine could have been left a while longer). Depending on the oven, this might take from 20 to 60 minutes.
Let them cool before serving. I ate some with butter and pesto sauce and made sandwiches with the rest. So good!

Onigiri

* Scroll down for the English version!

Quando eu comecei a pensar seriamente em fazer esse blog, pesquisei bastante na internet em busca de inspiração. São tantos sites muito bem feitos, com fotos maravilhosas e receitas incríveis, que acabei fazendo uma lista enorme. Um dos meus favoritos até hoje é o Vegan Yum Yum. A Lolo leva as receitas veganas a um novo nível, com pratos deliciosos e apresentação impecável. Comprei o livro dela, que é lindo! Uma das receitas que aparecem lá é o onigiri, um bolinho de arroz japonês. Resolvi fazer um post com a minha versão de recheio.

De acordo com o wikipedia, o onigiri data do século XI e é tão tradicional no Japão, que é vendido em lojas de conveniência e take out. Pode ser comido puro ou com recheios variados, com enfeites de nori ou gergelim. Os recheios tradicionais são picles ou peixes, mas inovei com um repolho roxo bem temperado. Ficou bem bom!

Ingredientes para o bolinho:

  • 2 xícaras de arroz
  • 4 colheres de vinagre de arroz
  • 1 colher de chá de sal

Ingredientes para o recheio:

  • ½ repolho roxo pequeno
  • 1 dente de alho amassado com sal
  • 2 colheres de sopa de molho shoyu
  • 2 colheres de sopa de óleo de gergelim

Para enfeitar:

  • Alga nori
  • Gergelim

Cozinhe o arroz com um pouco mais de água do que de costume e sem refogar antes. Essa receita normalmente é feita com um arroz específico, mas usando o tradicional, o melhor é deixá-lo bem cozido.

Pique o repolho bem fino e refogue em uma frigideira com o óleo de gergelim, o alho e o molho shoyu.

Em uma vasilha do tamanho de uma xícara (a minha é bem maior, então fiz bolinhos maiores), abra um pedaço de plástico-filme. Cubra bem o fundo e os lados e espirre um pouco de água.

Cubra o fundo da vasilha com arroz, deixando um espaço no centro para o recheio. Coloque algumas colheres de repolho (para os meus bolinhos gigantes, usei 3) e cubra com mais arroz.

Levante o plástico filme e vá amassando gentilmente até conseguir o formado desejado. Cuidado para não se queimar! Fiz os bolinhos nos formatos mais tradicionais, o triangular e o circular.

Assim que o onigiri atingir o formato desejado, retire o plástico filme e (com as mãos úmidas) alise bem o arroz. Enfeite com uma tira úmida de nori, passando mais água depois do contato com o arroz.

Caso prefira, doure o bolinho em uma frigideira. Deixe dourar dos dois lados, coloque um pouco mais de molho shoyu e doure novamente, virando com cuidado. Sirva assim ou decorado com gergelim.

Essa receite rende 8 bolinhos pequenos ou 4 grandes.

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Back when I started to think seriously about making this blog, I made a lot of online research in order to find some inspiration. There are so many great websites, with beautiful photos and amazing recipes and I ended up with an enormous list. One of my favorite blogs till this day is Vegan Yum Yum. Lolo takes vegan recipes to a whole new level, with delicious dishes and perfect presentation. I bought her book, which is gorgeous! One of the recipes is for onigiri, the Japanese rice ball. I decided to make a post with my version of the stuffing.

According to Wikipédia, onigiri dates from the XI century and is so traditional in Japan, that is sold in convenience stores and take out. It can be eaten plain or with various fillings, with nori or sesame seeds. The traditional fillings are pickled vegetables or fish, but I made my own up with purple cabbage. And it turned out pretty great!

Ingredients for the rice cake:

  • 2 cups of rice (Lolo uses short-grain rice, but I didn’t have any, so I used the regular kind)
  • 4 tablespoons of rice vinegar
  • 1 teaspoon of salt

Ingredients for the filling:

  • ½ small purple cabbage
  • 1 clove of garlic – smashed with some salt
  • 2 tablespoons of soy sauce
  • 2 tablespoons of sesame oil

To garnish:

  • Nori
  • Sesame seeds

Cook the rice with salt, without frying it first. If you are using short-grain rice, you don’t have to use so much water. If you’re using regular rice, boil it with about 4 cups of water.

Chop the cabbage finely and stir fry with sesame oil, garlic and soy sauce.

Cover a small bowl with plastic wrap (Lolo suggests using a small bowl, the size of a cup. I used a bigger one, so I ended up with huge rice balls) and sprinkle some water.

Cover the sides and the bottom with rice, leaving room for the filling. Add a couple of tablespoons of cabbage (for my big balls, I used 3 tablespoons) and cover with more rice.

Lift the plastic wrap and gently mold the rice until reaching the desired shape. Careful not to burn yourself! I made the most traditional shapes, which are triangular and circular. As soon as the onigiri reaches the shape you want, remove the plastic wrap and with moist hands, make the rice smooth.

Garnish with a moist stripe of nori, sprinkling a bit more water after it touches the rice. If you prefer, take the rice ball do a pan and let each side turn golden, flipping carefully. Add some more soy sauce and let it cook a bit more. Serve like that or sprinkle some sesame seeds.

This recipe makes 8 little rice balls of 4 big ones.

Sorvete de banana com chocolate / Banana chocolate icecream

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Ok, talvez chamar esta sobremesa de sorvete seja um exagero. Afinal, o conceito de sorvete é algo tipo um creme batido e congelado. E apesar de deliciosa, a receita de hoje não leva açúcar nem laticínios. É tipo um sorbet super saudável :-)

Uma opção bacana para quem tem intolerância a lactose, evita açúcar ou quer comer algo doce e mais light. E incrivelmente fácil de fazer!

Ingredientes:

  • 2 bananas maduras
  • 2 colheres de sopa de mel (caso queira transformar em uma opção vegana, mude para xarope de bordo ou melado)
  • 2 colheres de sopa de cacau em pó
  • 5 castanhas do Pará (opcional)

Pique as bananas em pedaços e leve ao congelador até congelar completamente. Bata no liquidificador com os outros ingredientes. Muita paciência nessa hora, pequeno padawan. Demora um pouco e é bom desligar e mexer de poucos em poucos segundos.

Sirva logo em seguida. Decorei com goji berries e pedacinhos de cacau. Essa receita serve duas pessoas que se amam ;-)


Ok, calling this dessert an ice cream may be a bit of a stretch. After all, the concept of ice cream is some kind of frozen whipped cream. And despite being delicious, today’s recipe doesn’t take sugar or dairy. It’s like a really healthy sorbet :-)
A great option for people who are lactose intolerant, for those who avoid sugar or just want to eat something sweet and light. And it’s incredibly easy to make!
Ingredients:
  • 2 ripe bananas
  • 2 tablespoons of honey (in case you are vegan, you might want to use maple syrup or molasses)
  • 2 tablespoons of cocoa powder
  • 5 Brazil nuts (optional)
Cut the bananas into chunks and freeze until they are rock hard. Blend with the other ingredients until smooth. This requires patience, little padawan. It takes a while and it’s better if you turn the blender off and stir the cream often.
Serve immediately. I sprinkled some goji berries and cacao nibs on top. This recipe serves two people who love each other ;-)

Almôndegas veganas / Vegan meatballs

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Sabe aquele desejo incontrolável de comer alguma coisa muito específica? Aquela vontade que surge de uma hora pra outra e não desaparece de jeito nenhum? Foi o que eu tive com espaguete e almôndegas. Assim, do nada. Nunca foi um prato típico na minha casa. Na verdade, comi poucas vezes na vida.

Tenho duas referências pessoais e deliciosas que justificam pelo menos o apelo nostálgico. A primeira é a almôndega de soja da minha avó paterna. Nunca provei uma melhor. Não consigo descrever a textura e o sabor, muito menos dizer que temperos ela usou. Minha avó tem poderes mágicos, às vezes é melhor nem tentar entender. Mas, claro, ainda vou pedir a receita ;-)

A outra referência, mais genérica e infantil, é o filme “A dama e o vagabundo”, com a famosa cena romântica de beijo gastronômico. Falem o que quiserem da Disney, mas é difícil desvencilhar dela depois de anos de lavagem cerebral, músicas viciantes e finais felizes.

Reminiscências à parte, resolvi inventar a minha receita. Usei o que tinha em casa e deu certo. O bacana dessas improvisações é que cada vez o resultado é novo :-D Fiquem, então, à vontade para experimentar outras leguminosas e temperos. Quando conseguir a receita da minha avó, podem deixar que eu compartilho!

Ingredientes:

  • 1 ½ xícara de feijão bem cozido (usei feijão roxo)
  • 3 colheres de sopa de aveia
  • 1 colher sopa linhaça batida
  • 3 colheres de sopa de castanha de caju torrada e picada
  • 1 cebola picada
  • 1 dente de alho amassado
  • 1 pitada de cominho
  • 1 colher de sopa de páprica picante defumada
  • 1 pitada de canela
  • Sal a gosto

Junte o alho e a cebola em uma frigideira com um pouco de óleo e deixar dourar.

Pré aqueça o forno a 200°C. Retire o excesso de caldo do feijão e amasse boa parte dos grãos. Use as mãos ou um amassador. Não tem problema deixar alguns inteiros, é até bacana na textura.

Misture todos os ingredientes até atingir uma textura fácil de moldar. Confira o tempero. Pensei em usar um ovo para dar liga, mas resolvi deixar a receita vegana. O resultado seria mais macio, com certeza, mas realmente acho que não fez falta.

Faça bolinhas com as mãos molhadas, para a massa não grudar demais. Espalhe-as em uma forma untada e leve ao forno. Evito ao máximo fritar em casa, por razões de saúde e pelo bem da minha cozinha, que não tem exaustor rs. Caso prefira fritar, vá em frente, use a gordura bem quente e não esqueça de tirar o excesso com um papel toalha.

Deixe assar por 30’ ou até que elas fiquem um pouco mais escuras e crocantes por fora.

Nesse meio tempo, fiz o espaguete e o molho. Não vou colocar a receita aqui, já que o post já está bem grande, mas eu prometo que escrevo sobre um molho de tomate delicioso em breve.

As almôndegas ficam legais também em sanduíches e saladas, mas o meu desejo era o prato clássico. Caso faça o macarrão mesmo, sirva tudo quente, com molho de tomate regando tudo. Delícia! Olha que gracinha!

Essa receita serve de 3 a 4 pessoas.

Do you ever have that incontrollable craving for some very specific dish? That urge that comes out of the blue and just doesn’t go away? That is what I felt about spaghetti and meatballs. Just like that, out of nowhere. It was never a typical dish in my house. In fact, I had it just a few times in my life.
I have, though, two personal and delicious references that justify at least the nostalgic appeal. The first one is my grandmother’s soy meatball. I have never tasted a better one. I can’t describe the texture and the flavor, let alone tell the spices that she used. My grandma (from my father’s side) has magical powers, so sometimes it’s better to give up trying to understand. But of course I’ll still ask for the recipe ;-)
The other reference, more general and childish, is the movie “Lady and the tramp”, with its famous romantic spaghetti kiss scene. Say what you want about Disney, but it’s hard to let go after years of brainwashing, addictive songs and happy endings.
Reminiscences apart, I decided to create my own recipe. I used what I had at home and it worked. The cool thing about these improvisations is that every time the result is new :-D So feel free to try other beans and seasonings. Oh, and when I get my grandmother’s recipe, of course I’ll share!
Ingredients:
  • 1 ½ cup of cooked beans (I used what we call “purple beans” in Brazil. They look like kidney beans, but are much smaller)
  • 3 tablespoons of oats
  • 1 tablespoon of ground flax seeds
  • 3 tablespoons of toasted and chopped cashew nuts
  • 1 chopped onion
  • 1 clove of garlic – mashed
  • 1 pinch of ground cumin
  • 1 tablespoon of smoked hot paprika
  • 1 pinch of cinamon
  • Salt to taste
Cook the garlic and the onion in a pan with a little bit of oil until golden.
Turn the oven on to 200°C. Remove most of the water from the cooked beans and mash them using your hands of some utensil. It’s ok to leave some of them whole, it actually makes the texture kind of nice.
Add the other ingredients until they reach a texture that is easy to mold. Check the seasoning. I thought of using an egg to make it stick better, but I decided to make the recipe vegan. The result would have been softer, but I really think we are not missing out on anything.
Make golf ball-sized balls using wet hands, to avoid it to stick too much. Spread them on a greased tray and take it to the oven. I avoid frying at home to the max, for health reasons and for the sake of my kitchen, since we don’t own a exhaust fan lol. In case you do prefer frying, go for it. Make sure the fat is very hot before you start and don’t forget to take the excessive grease out with some paper towel.
Let them bake for 30’ or until they get darker and crunchy outside.
In the mean time, I made the spaghetti and sauce. I’m not going to write the recipe here because this is already quite long, but I promise I’ll make a post with a beautiful tomato sauce in the future. The meatballs are also very nice on sandwiches and salads, but my craving was the classical dish. In case you do make the spaghetti, serve everything hot, with the tomato sauce on top of everything. Delicious! Check this out!
This recipe serves 3 to 4 people.

Salada abobrinha com hortelã, limão e pimenta / Zucchini salad with mint, lime and chili

* Scroll down for the English version!

A minha paixão por comida reflete até no tipo de programa que eu assisto. Minha mãe tem TV a cabo e sempre que eu estou lá de bobeira, procuro os meus cozinheiros favoritos. O “Jamie em casa” era sempre a minha primeira opção, mas hoje em dia o Jamie Oliver tem focado em refeições de 30’ ou 15’. Ele descreve os pratos como bonitos, saudáveis, equilibrados e rápidos, ideais para o dia a dia agitado.

Vou partir uma refeição, já que da última vez o post ficou meio grande. O prato principal vem semana que vem, não percam! Olha tudo junto :-)

Essa salada é surpreendente, elegante, leve e refrescante. E fica pronta em pouquíssimos minutos!

Ingredientes:

  • 400g de abobrinha (as menores que puder)
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 1 pimenta dedo de moça
  • ½ maço de hortelã
  • 1 limão (ele usa o siciliano, mas o normal fica bacana também)
  • Sal a gosto
  • Pimenta-do-reino a gosto

Rale as abobrinhas ou use um processador. Coloque um pouco de sal e deixe descansar por alguns minutos. Caso a abobrinha solte muita água, retire um pouco da água passando por uma peneira (mas sem apertar!).

Adicione a pimenta-do-reino, o suco do limão e o azeite. Pique a hortelã e a pimenta dedo de moça bem finas e misture.

Pronto!

Essa receita serve 4 pessoas.

My passion for food reflects even on the kind of TV show that I watch. My mother has cable TV and whenever I’m there and doing nothing, I always look for my favorite chefs. “Jamie at home” was ever my first option, but nowadays Jamie Oliver has been focusing on 30’ and 15’ recipes. He describes the dishes and pretty, healthy, balanced and quick, ideal for the hectic daily life.
I’m going to divide one meal, since last time the post was a bit big. The main dish comes next week, don’t miss it! Look at all of it together :-)
This salad is surprising, elegant, light and refreshing. And it gets ready and just a few minutes!
Ingredients:
  • 400g of zucchini (the smallest that you find or the baby ones)
  • 1 tablespoon of olive oil
  • 1 fresh chili
  • ½ bunch of mint
  • 1 lemon (I used lime)
  • Salt
  • Pepper
Grate the zucchini or use the food processor. Add some salt, and let it rest for a few minutes. If the zucchini releases a lot of water, drain some in a sieve (but don’t press your vegetable!). Add the pepper, lemon juice and olive oil. Chop the mint and chili very finely and mix everything together.
That’s it!
This recipe serves 4 people.