Rolinho primavera / Spring roll

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Eu tenho desejos. Desses repentinos, do tipo “meu filho vai nascer com cara de provolone se eu não comer um pedaço em breve!”. Do tipo que só foodies têm. Um desejo recorrente é de comer rolinho primavera. E não é qualquer tipo. É daquele com muito amendoim :-D

O meu restaurante favorito na cidade é de comida taiwanesa e é completamente vegetariano. Tudo é incrível. Mas o mais sensacional (e só quem tem restrições alimentares vai entender o meu entusiasmo) é poder comer TODO e QUALQUER prato que eu quiser. Não preciso ficar procurando tirar um franguinho aqui, um presuntinho ali e tentando adivinhar se as pessoas do lugar acham que carne é só vermelha. É uma sensação libertadora e maravilhosa! E para melhorar as coisas, eles fazem um rolinho primavera delicioso, com bastante amendoim e meio docinho.

Daí veio a minha inspiração. Adivinha o que eu usei? Paçoquinha!!! Mas não se apavore, caso prefira, use amendoim normal e menos açúcar. Ninguém é obrigado a ser tão exótico quanto eu rs. Mas que fica bom demais, isso fica!

Ingredientes:

  • 1 pacote de massa para rolinho primavera (12 unidades)
  • ½ repolho roxo pequeno cortado em tirinhas
  • 2 cenouras raladas
  • 4 paçoquinhas esfareladas (ou 10 colheres de amendoim torrado moído – o açúcar é opcional)
  • 2 cebolas cortadas em cubinhos
  • 3 colheres de sopa de gergelim
  • 2 colheres de sopa de óleo de gergelim
  • 4 colheres de sopa de shoyu
  • Óleo

Caso as massas estejam congeladas, deixe degelar antes de começar a fazer os rolinhos.

Doure as cebolas com o óleo de gergelim em uma frigideira. Acrescente o repolho, as cenouras, o gergelim e o shoyu. Não precisa cozinhar muito, é bacana ter legumes crocantes no recheio. Eu queria ter usado macarrão de arroz (bifun), mas lá em casa não tinha. E sinceramente, não fez falta. Caso queira usar, coloque ¼ do pacote em água fervente e retire assim que amolecer. Junte com os legumes até incorporar o sabor.

Confira o tempero e adicione as paçoquinhas. Se preferir usar amendoim moído, pode escolher colocar açúcar ou não. Vá colocando colheres de chá e provando.

Prepare a sua estação de trabalho. É bom deixar um pano úmido em cima das folhas de massa, para elas não ressecarem.

Coloque uma folha de massa em cima de uma superfície limpa e posicione umas duas colheres de sopa de recheio em cima. O melhor é colocar uma ponta virada para você e o recheio mais do seu lado. Dobre essa ponta para longe e junte as pontas laterais no centro. Com cuidado, role tudo para frente, para selar. Se a massa estiver abrindo, use uma mistura de 1 colher de sopa de farinha e outra de água como cola (vá usando bem pouquinho). Repita o procedimento com os outros rolinhos.

Agora é só cozinhar. Você pode escolher fritar, passar na frigideira e assar. Eu preferi passar na frigideira, já que fica mais light do que fritar e é mais rápido do que assar. Coloque um fio de óleo na frigideira e vá posicionando os rolinhos aos poucos. Vire quando dourar, deixando todos os lados bem torradinhos. Pronto! Sirva quente, com shoyu ou molho de ostra (o meu não é de ostra, claro. É de cogumelos!).

Essa receita serve 12 rolinhos.

I have cravings. I mean those sudden and intense yearnings, the type that makes me say that “I’ll have a son that looks like provolone cheese if I don’t eat some right now!”. The kind of cravings that only foodies have. And one of the things I crave for the most are spring rolls. And not just any rolls. I love those with lots of peanuts on them :-D

My favorite restaurant in town serves Taiwanese food and all of it is completely vegetarian. Everything is amazing. But the best of all (and only those of you with some kind of food restriction will probably understand the level of my enthusiasm) is being able to eat ANYTHING and EVERYTHING that I want. I don’t have to look for and remove a little piece of chicken here, some ham over there or trying to guess if people there think that meat is only pork and beef. It’s a liberating and incredible feeling! And to make things even better, they make the most delicious spring roll, slightly sweet and with loads of peanuts.

So there is my inspiration. And guess what I used? Paçoquinha! That probably makes no sense for you who are not Brazilian. This is a typical Brazilian dessert that consists of ground peanuts with some sugar and salt that is all pressed together. It’s something like a powdery peanut butter. So in case you don’t have paçoquinha, you can use peanut butter or toasted and ground peanuts. And add some sugar, if you’re bold enough!

Ingredients:

  • 1 package of spring roll wrappers (mine had 12)
  • ½ small purple cabbage – cut into little strips
  • 2 grated carrots
  • 4 crumbled paçoquinhas (or 10 tablespoons of toasted ground peanuts or 10 tablespoons of peanut butter – sugar is optional)
  • 2 onions cut finely into cubes
  • 3 tablespoons of sesame seeds
  • 2 tablespoons of sesame oil
  • 4 tablespoons of soy sauce
  • Oil

In case the wrappers are frozen, let them defrost before making the rolls.

Cook the onions with the sesame oil on a frying pan. Add the cabbage, the carrots, sesame seeds and soy sauce. Don’t cook too much; it’s nice to have some crunch in the filling. I wanted to use some thin rice noodles, but I didn’t have any. And I honestly didn’t miss them. In case you want to use them, put them on boiling water until soft and mix with the vegetables until the flavor is incorporated.

Check the seasoning and add the paçoquinhas, ground peanuts or peanut butter. You can choose to use some sugar or not. Add little by little and taste, to avoid putting too much.

Prepare your work station. It’s good to have a humid cloth on top of the wrappers, so they don’t go dry and break.

Put one wrapper on a clean surface and position two tablespoons of filling on it. The best thing is to leave one of the tips in your direction and the filling closer to you. Fold this tip far from you. Fold the side tips to the center. Carefully, roll the roll thing far from you, rolling in the farther tip. If the wrapper is opening, use a mixture of 1 tablespoon of flour and 1 tablespoon of water as glue (use very little). Repeat the procedure with the other rolls.

Now it’s time to choose your cooking method. You can deep fry them, stir fry or bake. I decided to use the frying pan, which makes the rolls lighter than deep frying and is quicker than baking. Put a drizzle of oil on the frying pan and position the rolls on top. Turn when golden, letting all sides go brown. That’s it! Serve them warm, with soy sauce or oyster sauce (mushroom sauce, in my case!).

This recipe serves 12 people.

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Folhados de gorgonzola e pera / Blue cheese and pear puff pastry pillows

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Sim, a combinação “gorgonzola e pera” é um tema recorrente aqui do blog. Mas é tão irresistivelmente viciante, que acho que vocês entendem…

Não é?

Além disso, minha mãe pira nos dois ingredientes também. Então no dia das mães, esse foi um dos pedidos dela. E como o prato principal já estava programado, pensei em fazer algo para a entrada. Ta-da! Almofadinhas de gorgonzola e pera em uma caminha de rúcula! Incrivelmente fáceis de fazer e tão deliciosas! Olha só essas coisinhas lindas!

Ingredientes:

  • 600g de massa folhada (comprei dois pacotes de 300g que vêm em uma folha grande)
  • 300g de gorgonzola
  • 2 peras maduras (as minhas não estavam muito doces, então adicionei 1 colher de sopa de mel)
  • 2 maços de rúcula hidropônica (eu gosto porque é mais delicada)
  • 1 ovo batido com uma colher de sopa de água

Ligue o forno a 200°C.

Esfarele ou pique o gorgonzola em pedaços pequenos. Pique as peras em cubos bem pequenos. Misture os dois ingredientes em uma vasilha.

Abra a folha de massa em uma superfície polvilhada com farinha. Coloque uma colher de sopa da mistura de queijo e pera em intervalos regulares da massa. Eu fiz fileiras de 4×7, deixando um espaço entre cada montinho de recheio.

Cubra com a outra folha de massa e ajuste os cantos para ficarem bem encaixadas. Suavemente, aperte a folha de cima até que ela encoste na debaixo, demarcando cada montinho. Faça isso em todas as direções, até que os quadradinhos estejam definidos.

Corte os quadrados com uma faca afiada. Com um garfo, sele as beiradas.

Espalhe as almofadinhas em formas. Usei formas antiaderentes e não precisei untar. Na verdade, acho que nem precisa untar, já que a massa é bem gordurosa.

Pincele a superfície de cada quadradinho com o ovo.

Leve as formas ao forno por aproximadamente 20 minutos ou até a massa inchar e ficar dourada.

Enquanto a massa está no forno, lave a rúcula e espalhe algumas folhas nos pratos em que vai servir a entrada.

Sirva os folhados ainda quentes, em cima da caminha de rúcula.

Essa receita rende 28 folhados.

Yes, the “blue cheese and pear” combo is a regular here at the blog. But it’s so irresistibly addictive, that I’m sure you’ll understand…

Right?

Besides, my mum also loves it. And since it was mother’s day, this was one of her requests. Since the main dish was already established, I thought of using it on an appetizer. Ta-da! Blue cheese and pear pillows served on an arugula bed! Incredibly easy to make and so delicious! Look at these beauties!

Ingredients:

  • 600g of puff pastry (I bought two 300g packages that came in large sheets)
  • 300g of blue cheese
  • 2 ripe pears (mine weren’t sweet enough, so I added 1 tablespoon of honey)
  • 2 bunches of arugula
  • 1 egg whisked with a tablespoon of water

Turn the heat on at 200°C.

Crumble or chop the blue cheese into small pieces. Chop the pears into tiny cubes. Mix both ingredients on a bowl.

Spread one of the pastry sheets on a flour-covered surface. Put a tablespoon of filling at regular of the sheet. I made 4 columns by 7 lines, leaving a bit of room between each little mount.

Cover it with the other pastry sheet and adjust the sides so they are right on top of each other. Gently squeeze the top sheet until it reaches the one on the bottom, making marks on the sides of each mount. Make this in all direction until all squares are visible.

Cut each little square with a sharp knife. With a fork, seal the edges.

Spread the pillows on baking trays. I used non-stick trays, but I suppose there’s no need to grease a regular tray, since the pastry is so rich in fat.

Egg wash each square using a brush.

Take the trays into the oven for about 20 minutes or until the pastry puffs and turns golden.

While the little pillows are still in the oven, wash the arugula leaves and spread some onto several plates (you’re making your appetizer ready).

Serve the squares still warm, on top of an arugula bed.

This recipe yields 28 puff pastry pillows.

Tortinhas de brócolis e queijo / Broccoli and cheese hand pies

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Acho que já comentei por aqui que adoro tortas de todo tipo. Cresci com a torta de brócolis e milho da Nana. Coisa linda! Massa crocante, recheio cremoso e cheio de sabor (aliás, essa torta merece um post só pra ela).

Como parei de comer carne aos 7 anos e minha mãe já era vegetariana há algum tempo, os pratos principais por lá nunca eram a carne. No máximo um peitinho de frango grelhado lá no canto rs. A estrela da mesa era sempre uma massa, uma torta, um assado de vegetais.

A maravilha de tortas é poder escolher o tipo de massa, os ingredientes e suas combinações, a estrutura… Nada é impossível. O importante é não fazer o recheio úmido demais. Ninguém quer um fundo de torta empapado ;-)

Essas tortinhas da Lady and Pups são incríveis! Estou de olho nelas há meses. Resolvi experimentar, adaptando aos ingredientes que encontrei. E que resultado… Nham!

Eu imitei a Mandy e fiz o dobro do recheio. Gostei da ideia de usar como molho para macarrão! A receita abaixo usa somente o necessário para as tortas.

Ingredientes para a massa:

  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 200g de manteiga cortada em cubinhos – congelada
  • 1 colher de sopa de gorgonzola
  • 100g de queijo frescal (ou o que você preferir!)
  • 1 pitada de sal

Ingredientes para o recheio:

  • ½ brócolis
  • 1 colher de sopa de óleo
  • 2 colheres de sopa de gorgonzola
  • ¼ xícara de queijo parmesão
  • 75g de cream cheese
  • 1 dente de alho batido com sal
  • 1 ovo para pincelar (bata com uma colher de água)

Lave o brócolis e pique em pedaços. Refogue em uma frigideira com o alho, o sal e o óleo. Retire do fogo quando os talos começarem a ficar tenros.

Em um processador ou liquidificador, bata bem o brócolis e os queijos e confira o tempero. Coloque na geladeira e deixe por 1 hora.

Para fazer a massa, bata metade da farinha de trigo (1 xícara) com a manteiga e os queijos em um processador ou liquidificador (isso é muito mais fácil de fazer com o processador, mas não é todo mundo que tem um em casa, né?). Bata até atingir uma consistência mais homogênea. Junte o restante da farinha e misture novamente (fiz essa parte na mão mesmo. Meu liquidificador não ia aguentar). Caso seja necessário, coloque um pouco de água na massa para dar liga. Não coloque mais do que 2 colheres de sopa!

Sove a massa levemente e amasse, formando um disco. Enrole em plástico-filme e leve ao congelador por 30 minutos (caso não vá fazer a torta na hora, deixe a massa na geladeira).

Ligue o forno a 200°C.

Abra a massa em uma superfície coberta de farinha. Faça um retângulo, deixando a massa com a espessura aproximada de 4mm. Se você precisar cortar as beiradas, junte-as depois, abra e faça mais tortinhas.

Corte a massa em quadrados. Nessa hora você pode escolher o tamanho das suas tortinhas. Os meus quadrados tinham lados de aproximadamente 9cm. Coloque uma colher de sopa cheia de recheio em cada pedaço de massa.

Eu mudei o formato das tortinhas, que ficaram parecendo esfihas. Junte as quatro pontas de um quadrado no centro e cuidadosamente feche a torta. Repita em cada pedaço de massa.

Unte uma forma e espalhe farinha por cima. Espalhe as tortinhas na forma, deixando algum espaço entre elas (as minhas ficaram um pouco juntas demais). Leve a forma à geladeira por 1 hora ou ao freezer por 30 minutos.

Retire a forma e pincele cada tortinha com o ovo batido. Leve ao forno por 30 a 45 minutos, ou até a massa atingir uma cor dourada.

A Mandy polvilha açúcar de confeiteiro por cima e serve com mostarda. Fica a seu critério. O importante é servir as tortinhas ainda mornas. Aproveite!

Essa receita rende 15 tortinhas.

I think I already mentioned here that I love pies. I grew up eating a broccoli and corn pie that Nana makes. It’s beautiful. The crust is crunchy, the filling is creamy and full of flavor (by the way, this pie deserves its own post!).

Since I stopped eating meat at 7 and my mother was already a vegetarian, the main dishes at home were never the meat. At the most a chicken breast on the side. The star of the table was always a savory pie, some pasta or a vegetable roast.

The wonderful thing about pies is being able to choose the kind of pastry, the ingredients and combinations, the structure… Nothing is impossible. The important part is not making the filling too humid. Nobody likes a soggy bottom ;-)

These hand pies by Lady and Pups are amazing! I’ve had my eyes on them for months. I decided to give them a try using the ingredients that I found. And what a result… Yum!

I also copied Mandy and made the double amount of filling. I liked the idea of using it to eat with pasta! The recipe below gives you just enough for the pies.

Ingredients for the crust:

  • 2 cups of flour
  • 200g of butter cut into little cubes – frozen
  • 1 tablespoon of blue cheese
  • 100g of fresh minas cheese (or whatever type you want!)
  • 1 pinch of salt

Ingredients for the filling:

  • ½ broccoli
  • 1 tablespoon of oil
  • 2 tablespoons of blue cheese
  • ¼ cup of parmesan cheese
  • 75g of cream cheese
  • 1 garlic clove – smashed with salt
  • Egg wash (1 egg whisked with 1 tablespoon of water)

Wash the broccoli and chop it into pieces. Stir fry it on a pan with the garlic and salt and the oil. Remove from the heat once the stems start getting tender.

On a blender or food processor, ground the broccoli and 3 types of cheese. Check the seasoning. Leave it in the fridge for 1 hour.

To make the pastry, mix half the flour (1 cup) with the butter and 2 types of cheese using a food processor or blender (this is much easier to do on a food processor, but not everyone has one at home, right?). Mix until it reaches an almost smooth consistency. Add the rest of the flour and mix again (I did that part by hand. My blender was just not strong enough for that). In case the dough is too dry, add a little water. Don’t add more than 2 tablespoons of water!

Knead the dough slightly and flatten it, making a disk. Wrap it in cling film and take it to the freezer for 30 minutes (in case you’re not making the pie at the time, leave it in the fridge).

Turn the oven on at 200°C.

Roll out the dough on a clean surface covered with flour. Make a rectangle, leaving the dough with about 4mm thickness. You might need to cut the trimmings. Later, you can gather them, roll them out and make more pies.

Cut the dough into squares. Mine had about 9cm on each side. Put a tablespoon of filling on each square.

I changed the shape of the pies, which ended up looking like sfihas. Bring the four corners to the center and close the sides. Repeat that with each square.

Grease a baking tray and spread some flour on it. Place the pies on the tray, leaving some room to grow (mine were a bit too close to each other). Take the tray to the fridge for 1 hour or to the freezer or 30 minutes.

Remove the tray and brush each pie with the egg wash. Take them to the oven for 30 to 45 minutes or until golden on the sides.

Mandy dusts the hand pies with powder sugar and serves them with mustard. That is up to you. The important thing is to serve them still warm. Enjoy!

This recipe yields 15 hand pies.

Pizza de gorgonzola, pera e rúcula / Blue cheese, pear and arugula pizza

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Eu amo pizza. Quem não ama? Pizza redonda, quadrada, de massa fina ou grossa, doce ou salgada, fria ou quente. Pode mandar que eu como!

Tenho alguma resistência com massas prontas. A textura nunca é perfeita, o gosto nunca é exatamente o que eu procuro. O jeito é comer fora ou fazer em casa ;-)

São vários os tipos de receita. Algumas massas que não usam fermento e são muito mais rápidas, outras mais complexas e deliciosas. Escolhi uma que é fácil e gostosa. Copiei do Jamie e usei só metade.

Para o recheio, eu busquei inspiração na combinação clássica de pera e gorgonzola e adicionei rúcula para dar um contraste. O doce da pera quebra o salgado do gorgonzola e o amargo da rúcula completa a mistura de sabores perfeitamente. Ficou incrível, olha!

Ingredientes para a massa:

  • 500g de farinha de trigo (mais um tanto extra para polvilhar)
  • 1 pitada de sal
  • 7g de fermento biológico seco instantâneo
  • ½ colher de sopa de açúcar
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 325mL de água morna
  • 2 colheres de chá de chimichurri seco (isso é por minha conta. Acho que dá um sabor bem legal à massa)

Ingredientes para o recheio:

  • 300g de muçarela ralada
  • 300g de gorgonzola
  • 3 peras
  • 1 maço de rúcula
  • Azeite a gosto

Faça um monte com a farinha e o sal e cave um buraco no meio. O Jamie usa uma superfície, mas eu prefiro fazer isso em uma vasilha grande, para evitar um excesso de bagunça.

Misture o fermento, o açúcar e o azeite na água morna (não deve ser quente!) por alguns minutos. O fermento vai fazer a maior festa, deixando a água turva. Coisa linda! Derrame na farinha e vá mexendo com um garfo, misturando bem. Adicione o chimichurri. Quando ficar difícil mexer com o garfo, use suas mãos e sove a massa até atingir uma textura homogênea e elástica.

Coloque a massa em uma vasilha coberta com farinha. Cubra com um pano úmido e deixe-a descansar em algum lugar quente por pelo menos 1h. Ela vai crescer bastante, chegando ao dobro do tamanho.

Aqueça o forno a 200°C.

Retire a massa da vasilha e sove mais um pouco. Divida em 3 pedaços, para fazer 3 pizzas médias. Caso prefira, deixe na geladeira ou congelador para usar mais tarde.

Cubra uma superfície limpa com farinha. Abra um pedaço de massa usando um rolo. Essa parte é a mais chatinha, que requer um pouco de prática. Mas eu adoro aqueles formatos estranhos de pizza. Então se a sua for oval ou quadrada, não fique triste. É linda de qualquer forma!

Transfira a massa de pizza para uma forma. Espalhe 100g de muçarela ralada na massa. Esfarele 100g de gorgonzola e fatie uma pera e ajeite em cima da pizza.

Leve ao forno por 15 a 25 minutos. Confira se o queijo está derretido e a parte debaixo da massa está dourada.

Enquanto a pizza assa, prepare as outras duas, abrindo a massa e colocando o recheio.

Retire do forno e adicione a rúcula e o azeite. Usei muito mais do que essas folhinhas da foto. Rúcula é coisa linda!

Sirva imediatamente. Essa receita rende 3 pizzas médias.


I love pizza. Who doesn’t? Round pizza, square pizza, thin or thick crust, sweet or savory toppings, cold or scalding hot. Send them over!
I have a thing against ready-made dough. The texture is never right and the taste is never really what I’m looking for. What’s left is going out or making one at home ;-)
There are several kinds of recipes. Some don’t use yeast and are pretty quick; others are more complex and delicious. I chose one that is easy and really good. I got it from Jamie’s website and used only half the amount of ingredients.
For the toppings, I searched for inspiration in the classic blue cheese + pear combo and added arugula (or rocket) for a bit of contrast. The sweetness of the pear combines with the salty blue cheese and meets the bitter arugula making a perfect combination. It turned out amazing!
Ingredients for the pizza crust:
  • 500g of flour (plus some extra for dusting)
  • 1 pinch of salt
  • 7g of instant dry yeast
  • ½ teaspoon of sugar
  • 2 tablespoons of olive oil
  • 325mL of warm water
  • 2 teaspoon of dried chimichurri (that is on me. I think it makes the dough taste pretty awesome)
Ingredients for the toppings:
  • 300g shredded mozzarella
  • 300g blue cheese
  • 3 pears
  • 1 bunch of arugula
  • Olive oil to taste
Make a mount with the flour and salt and dig a hole in the middle. Jamie uses a surface, but I usually make this on a large bowl, to avoid a huge mess.
Mix the yeast, sugar and olive oil to the warm water (not hot!) for a few minutes. The yeast will start partying, making the water milky. Beautiful stuff! Pour that on the flour and mix with a fork. Add the chimichurri. When it gets hard to move the fork around, use your hands and knead until you get a smooth, elastic dough.
Put the dough on a flour dusted bowl and cover with a damp cloth. Let it rest on a warm place for at least 1h. It will grow quite a lot, reaching the double of its size.
Heat your oven at 200°C.
Remove the dough from the bowl and knead a bit more. Divide it into 3 pieces, to make 3 medium pizzas. In case you’re not using all of them at the same time, store them in the fridge or freezer for later.
Cover a clean surface with flour. Open one piece of dough using a rolling pin. This is the hardest part, it requires a bit of practice. But I love those weird shapes of pizza. So if yours turn out oval or square, don’t be upset. It’s beautiful in its own lovely shape.
Transfer the dough to a tray. Spread 100g of mozzarella on top. Crumble 100g of blue cheese and slice a pear and arrange them on top of the pizza. Take it to the oven for 15 to 25 minutes, until the cheese is melted and the bottom is golden.
While the pizza bakes, prepare the other two, opening the dough and adding the toppings.
Remove it from the oven and add the arugula and olive oil. I used much more leaves than I showed in the picture. Arugula is leafy heaven!
Serve immediately! This recipe makes 3 medium pizzas.

Almôndegas veganas / Vegan meatballs

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Sabe aquele desejo incontrolável de comer alguma coisa muito específica? Aquela vontade que surge de uma hora pra outra e não desaparece de jeito nenhum? Foi o que eu tive com espaguete e almôndegas. Assim, do nada. Nunca foi um prato típico na minha casa. Na verdade, comi poucas vezes na vida.

Tenho duas referências pessoais e deliciosas que justificam pelo menos o apelo nostálgico. A primeira é a almôndega de soja da minha avó paterna. Nunca provei uma melhor. Não consigo descrever a textura e o sabor, muito menos dizer que temperos ela usou. Minha avó tem poderes mágicos, às vezes é melhor nem tentar entender. Mas, claro, ainda vou pedir a receita ;-)

A outra referência, mais genérica e infantil, é o filme “A dama e o vagabundo”, com a famosa cena romântica de beijo gastronômico. Falem o que quiserem da Disney, mas é difícil desvencilhar dela depois de anos de lavagem cerebral, músicas viciantes e finais felizes.

Reminiscências à parte, resolvi inventar a minha receita. Usei o que tinha em casa e deu certo. O bacana dessas improvisações é que cada vez o resultado é novo :-D Fiquem, então, à vontade para experimentar outras leguminosas e temperos. Quando conseguir a receita da minha avó, podem deixar que eu compartilho!

Ingredientes:

  • 1 ½ xícara de feijão bem cozido (usei feijão roxo)
  • 3 colheres de sopa de aveia
  • 1 colher sopa linhaça batida
  • 3 colheres de sopa de castanha de caju torrada e picada
  • 1 cebola picada
  • 1 dente de alho amassado
  • 1 pitada de cominho
  • 1 colher de sopa de páprica picante defumada
  • 1 pitada de canela
  • Sal a gosto

Junte o alho e a cebola em uma frigideira com um pouco de óleo e deixar dourar.

Pré aqueça o forno a 200°C. Retire o excesso de caldo do feijão e amasse boa parte dos grãos. Use as mãos ou um amassador. Não tem problema deixar alguns inteiros, é até bacana na textura.

Misture todos os ingredientes até atingir uma textura fácil de moldar. Confira o tempero. Pensei em usar um ovo para dar liga, mas resolvi deixar a receita vegana. O resultado seria mais macio, com certeza, mas realmente acho que não fez falta.

Faça bolinhas com as mãos molhadas, para a massa não grudar demais. Espalhe-as em uma forma untada e leve ao forno. Evito ao máximo fritar em casa, por razões de saúde e pelo bem da minha cozinha, que não tem exaustor rs. Caso prefira fritar, vá em frente, use a gordura bem quente e não esqueça de tirar o excesso com um papel toalha.

Deixe assar por 30’ ou até que elas fiquem um pouco mais escuras e crocantes por fora.

Nesse meio tempo, fiz o espaguete e o molho. Não vou colocar a receita aqui, já que o post já está bem grande, mas eu prometo que escrevo sobre um molho de tomate delicioso em breve.

As almôndegas ficam legais também em sanduíches e saladas, mas o meu desejo era o prato clássico. Caso faça o macarrão mesmo, sirva tudo quente, com molho de tomate regando tudo. Delícia! Olha que gracinha!

Essa receita serve de 3 a 4 pessoas.

Do you ever have that incontrollable craving for some very specific dish? That urge that comes out of the blue and just doesn’t go away? That is what I felt about spaghetti and meatballs. Just like that, out of nowhere. It was never a typical dish in my house. In fact, I had it just a few times in my life.
I have, though, two personal and delicious references that justify at least the nostalgic appeal. The first one is my grandmother’s soy meatball. I have never tasted a better one. I can’t describe the texture and the flavor, let alone tell the spices that she used. My grandma (from my father’s side) has magical powers, so sometimes it’s better to give up trying to understand. But of course I’ll still ask for the recipe ;-)
The other reference, more general and childish, is the movie “Lady and the tramp”, with its famous romantic spaghetti kiss scene. Say what you want about Disney, but it’s hard to let go after years of brainwashing, addictive songs and happy endings.
Reminiscences apart, I decided to create my own recipe. I used what I had at home and it worked. The cool thing about these improvisations is that every time the result is new :-D So feel free to try other beans and seasonings. Oh, and when I get my grandmother’s recipe, of course I’ll share!
Ingredients:
  • 1 ½ cup of cooked beans (I used what we call “purple beans” in Brazil. They look like kidney beans, but are much smaller)
  • 3 tablespoons of oats
  • 1 tablespoon of ground flax seeds
  • 3 tablespoons of toasted and chopped cashew nuts
  • 1 chopped onion
  • 1 clove of garlic – mashed
  • 1 pinch of ground cumin
  • 1 tablespoon of smoked hot paprika
  • 1 pinch of cinamon
  • Salt to taste
Cook the garlic and the onion in a pan with a little bit of oil until golden.
Turn the oven on to 200°C. Remove most of the water from the cooked beans and mash them using your hands of some utensil. It’s ok to leave some of them whole, it actually makes the texture kind of nice.
Add the other ingredients until they reach a texture that is easy to mold. Check the seasoning. I thought of using an egg to make it stick better, but I decided to make the recipe vegan. The result would have been softer, but I really think we are not missing out on anything.
Make golf ball-sized balls using wet hands, to avoid it to stick too much. Spread them on a greased tray and take it to the oven. I avoid frying at home to the max, for health reasons and for the sake of my kitchen, since we don’t own a exhaust fan lol. In case you do prefer frying, go for it. Make sure the fat is very hot before you start and don’t forget to take the excessive grease out with some paper towel.
Let them bake for 30’ or until they get darker and crunchy outside.
In the mean time, I made the spaghetti and sauce. I’m not going to write the recipe here because this is already quite long, but I promise I’ll make a post with a beautiful tomato sauce in the future. The meatballs are also very nice on sandwiches and salads, but my craving was the classical dish. In case you do make the spaghetti, serve everything hot, with the tomato sauce on top of everything. Delicious! Check this out!
This recipe serves 3 to 4 people.

Conchiglioni com ricota, gorgonzola, shitake e molho branco

Conchiglioni é aquela massa em formato de conchas. Aquela grandona. O bacana dela é que dá para rechear sem ter o trabalho de fazer a massa toda. E você pode inventar o recheio, o molho, os complementos… :-)

Já fiz desse tipo, de ricota e cogumelos, mas já servi também de brie e damasco, que ficou uma delícia. Uma ótima opção para quem quer impressionar! Costumo ter um pacote dessa massa e um de funghi seco em casa para “emergências” rs. Olha que delícia!

Ingredientes:

  • 500g de conchiglioni
  • 1 1/2 ricota
  • 200g de shitake ou funghi chileno (usei 2 sacos de 100g de shitake seco)
  • 100g de gorgonzola
  • 250g de manteiga
  • 250g de farinha
  • 500 mL de leite
  • 1 pitada de noz moscada
  • 1 pitada de pimenta do reino
  • alho e sal
  • 1 xícara de parmesão ralado

Caso use o shitake ou o funghi seco, comece deixando em água quente por pelo menos 30′. Esfarele a ricota, junte com o gorgonzola e reserve. Retire a água dos cogumelos e guarde para usar no molho. Pique-os em fatias e refogue com alho e sal. Misture os queijos com o cogumelo. O recheio já está pronto!

Faça um molho bechamel começando com a manteiga e a farinha em uma panela em fogo baixo. Deixe a manteiga derreter e misture bem. Vá adicionando o leite aos poucos, mexendo sempre para não empelotar. Use também a água do cogumelo, que acrescenta bastante sabor :-) Deixe ferver para engrossar. Tempere com a noz moscada, a pimenta do reino, alho e sal.

Ligue o forno a 180°C.

Cozinhe a massa em água fervente até ficar al dente. Retire do fogo e jogue bastante água fria em cada concha, para evitar que elas grudem.

Recheie cada uma com a mistura de queijo e cogumelo.

Coloque as conchas em um pirex e cubra com o molho até tampar tudo.

Cubra com parmesão ralado e leve ao forno por aproximadamente 25′ ou até o molho borbulhar.

Pronto! Essa receita dá para umas 10 pessoas. Servi com salada e a já tradicional vagem com castanhas.

Nham!

Massa com abobrinha, castanha e alho

Minha mãe me ensinou essa receita. Não sei de onde ela tirou, mas sua fama de não saber cozinhar vem mesmo da falta de vontade (lembro que na minha infância meu lanche era sempre pão com queijo, tão grande era sua preguiça de pensar em algo diferente rs). Mas quando ela tenta, dá muito certo! Esse macarrão é uma delícia e super fácil de fazer.

Ingredientes:

  • 500g de massa (escolha a sua! linguine, espaguete, fusile…)
  • 3 abobrinhas
  • 1 xícara de castanhas-do-pará
  • 5 dentes de alho
  • sal a gosto
  • azeite

Ferva a água e deixe o macarrão cozinhando, enquanto prepara os outros ingredientes. A beleza dessa receita é que o tempo de preparar tudo é a conta de tirar a massa do fogo.

Já optei por cortar a abobrinha em palitos e já usei o ralador. Costumo preferir cortar, já que a abobrinha fica mais consistente. Corte-a fininha e passe rapidamente na frigideira com um pouquinho de sal e azeite. Mas se você não é fã e só quer algo verde no prato, recomendo ralar, ela fica bem suave. Coloque um pouco de sal e deixe a água escorrer. Não precisa nem cozinhar.

Pique as castanhas em pedaços pequenos e torre por alguns minutos.

Fatie os dentes de alho e deixe dourar.

Só isso! Retire o macarrão da água e misture com a abobrinha. Sirva com o alho e a castanha, que devem entrar no último minuto, para continuarem crocantes. Reguei com azeite. Muito bom!

Serve 5 pessoas.

Tortellini de ricota, castanha-do-pará e alho-porró

Amo massa, especialmente as recheadas :-) Parte da minha família vem da Itália, o que para mim significou domingos de nhoque, ravióli, espaguete… Lembro de todo mundo ajudando a fazer o nhoque, rolando as bolinhas de batata pelo garfo.

Dessa paixão veio a vontade de fazer a massa fresca, usando rolo e tudo. Já aviso que é MUITO trabalho deixar a massa fina o suficiente. Pessoalmente, decidi investir no abridor de massa, que não só facilita o trabalho, mas deixa a massa muito mais fina do que eu conseguiria.

Usei um recheio de ricota e alho-porró, mas fique à vontade para mudar e inventar :-)

Ingredientes para a massa:

  • 50g de farinha de trigo
  • 5 ovos

Ingredientes para o recheio:

  • 3/4 de uma ricota
  • 2 alho-porrós (use somente a parte clara e tenra)
  • 2 colheres de manteiga
  • 5 castanhas-do-pará
  • manjericão fresco 
  • sal a gosto
  • Use 2 xícaras de molho de tomate para cobrir.

Corte os alho-porrós em fatias finas. Junte com a manteiga e o sal e refogue, mas não deixe dourar.

Amasse a ricota, corte o manjericão, rale as castanhas e junte ao alho-porró. Reserve.

Faça um montinho com a farinha e um buraco no meio. Quebre os ovos no buraco da farinha (é bom quebrar os ovos separadamente em um copo, para dar tempo de descartar caso haja um ovo estragado).

Mexa com um garfo lentamente, juntando as bordas e fazendo a massa. Sove até ficar homogênea e deixe descansar por alguns minutos (envolta em plástico-filme). Caso esteja muito quebradiça, acrescente mais um ovo. Se estiver grudando muito, coloque um pouco mais de farinha.

Separe a massa em partes e abra com o rolo, uma garrafa de vinho ou a máquina. Lembre de colocar farinha em toda superfície que for usar, para evitar de grudar e fazer a maior bagunça. Caso use o abridor de massa, comece com os números mais baixos, que deixam as tiras mais grossas e vá passando pelos números maiores até afinar bastante (parei no 8 ou 9). Essa folha de massa pode ser usada para lasanha, assim como está. O meu abridor vem com um cortador, que prepara espaguete e talharim.

Para fazer o tortellini, use quadrados feitos com a massa. Escolha o tamanho considerando que ele vai aumentar depois de cozinhar. Enquanto prepara, ferva uma panela com água e sal.

Coloque uma colherada de recheio no quadrado da massa e molhe as beiradas.

Dobre as pontas, fazendo um triângulo e retire o ar, para evitar que os tortellinis explodam na água.

Dobre duas das pontas que sobraram ao redor do seu dedo, vedando bem as beiradas.

Coloque alguns tortellinis na água fervente por aproximadamente 4′-5′. Não coloque muitos ou eles vão começar a partir. Retire da água e coloque uma vasilha com o molho quente.

Sirva com parmesão ralado.

Essa receita dá para aproximadamente 7 pessoas. Nham!

Linguine com cogumelos, tomilho, parmesão e limão

Esse linguine é um achado. Super rápido e fácil e absolutamente indecente. A cara da Nigella Lawson, claro! Achei a receita no site dela, na categoria “express”, pra quem tem pressa ;-)

O segredo da originalidade é o limão. É ele quem “cozinha” o cogumelo (isso mesmo, ele não vai ao fogo!), dá um gosto especial e super refrescante ao prato.

Ingredientes:

  • 1 pacote de 1kg de linguine
  • 400g de cogumelos (usei paris e shimeji)
  • 2 limões
  • 200g de parmesão ralado
  • sal e alho
  • tomilho a gosto
  • azeite

Pique os cogumelos em fatias e junte com o azeite, o suco dos limões, sal, alho e tomilho. Misture bem e deixe marinar enquanto cozinha o macarrão.

Quando a massa estiver al dente, junte com a mistura de cogumelo, acrescente o queijo e mexa bem. Confira o tempero e sirva em seguida.

Serve 8 pessoas.

Torta de maçã

Passei dias com desejo de comer torta de maçã. Tanto que me perguntaram se eu tava grávida.. rs Até que resolvi partir para a ação e cozinhar logo. Como o prato é uma sobremesa clássica inglesa, busquei a receita no site do Jamie Oliver, um dos meus chefs favoritos, queridão.

A torta é um pouco massuda, bem rústica. Para quem gosta de sobremesa mais leve, eu recomendo usar massa folhada. Vou ver se faço um post de “apfelstrudel” mais pra frente.

Ingredientes para a massa:

  • 250g farinha de trigo
  • 50g açúcar de confeiteiro
  • sal
  • 1 limão
  • 125g manteiga
  • 1 ovo grande
  • um pouquinho de leite

Ingredientes para o recheio:

  • 5 maçãs (procure as mais verdes, com sabor mais forte)
  • 3 colheres de sopa de açúcar mascavo
  • ½ colher de chá de gengibre ralado (opcional)
  • 1 punhado de passas (opcional)
  • ½ limão (usei siciliano e ficou boooom)

Aqueça o forno a 180ºC. O Jamie diz para peneirar a farinha, mas eu não tenho paciência para isso rs. Fiquem à vontade para escolher! Coloque a farinha em uma vasilha e adicione o açúcar, uma pitada de sal, as raspas do limão e a manteiga. 

Mexa bem até que a massa fique com aparência de farelos de pão. Quebre o ovo na vasilha e adicione o leite (pouco mesmo).

Misture até que a massa fique homogênea. Embale em plástico filme e deixe na geladeira.

Outra coisa que fiquei com preguiça de fazer foi descascar as maçãs. Imagino que o recheio fique mais cremoso, mas não senti a menor falta. Corte fatias grossas (divida as maçãs em 8 partes, sem o miolo, claro). Coloque-as em uma panela com o açúcar mascavo, o gengibre e as passas (não usei esses dois últimos).

Raspe o limão e adicione o suco à panela. O Jamie diz pra usar meio limão. Se usar mais, separe na hora de montar a torta, deixando só as maçãs no recheio. Usei um inteiro e sobrou muito líquido, que reservei e usei como calda. Recomendo!

Cozinhe por uns 5′ e deixe esfriar.

Cubra uma superfície lisa e limpa com farinha, divida a massa em duas partes e abra as duas até atingir aproximadamente ½cm.

Use uma forma de 20cm para a torta. Um truque para cobrir a forma com a massa sem fazer muita bagunça é colocar no rolo e girar lentamente. Ajeite no fundo e nas beiradas. Se a massa quebrar, é só remendar.

Despeje as maçãs em toda a superfície.  Cubra com a outra parte da massa e vede as pontas. A forma que eu usei é muito grande e não deu para chegar nos cantinhos, então dobrei a massa nas beiradas e cobri com a outra metade. Use uma gema e bata com um pouquinho de leite para grudar uma massa na outra. Junte as duas com os dedos, selando a torta. Com a mesma mistura, cubra a parte de cima, que vai ficar brilhante e dourada.

Faça alguns furos, para que o vapor possa escapar. Asse por 40′ a 45′, até que a crosta fique firme. Pronto!

Sirva com chantili ou sorvete (ou pura mesmo!). Se tiver aquele resto de suco de limão com açúcar que foi usado para cozinhar as maçãs, não esqueça de usar como calda! Fica uma delícia! :-)

Serve 6 pessoas.