Bolo de beterraba e chocolate / Beet chocolate cake

* Scroll down for the English version!
Esse bolo foi servido no brunch de dia das mães esse ano. Fez o maior sucesso! Se meu primo de 10 anos gostou e nem percebeu a beterraba, pode acreditar, é bom mesmo! Então abra a sua mente e experimente. Vixe, rimou.

Enfim, além de ser uma delícia, é uma boa para acrescentar ferro e vitaminas nas sobremesas. E fica aveludado e lindo, olha…

Vi pela primeira vez nesse site e quase babei na maravilha das fotos (um dia eu chego lá!)! A receita original é do Nigel Slater, um chef inglês que entrou na minha vida com o adorável Toast. O filme conta a história de como ele se aventurou pela gastronomia, provavelmente devido ao completo desinteresse e falta de habilidades da sua mãe na cozinha. A minha mãe diz que eu e ele temos isso em comum rsrs

Aliás, desculpem a completa falta de qualidade na maioria das fotos. Fiz o bolo no dia anterior e usei uma máquina antiga. Só depois da cobertura pronta que pude usar a máquina querida!

Ingredientes:
  • 200g de manteiga
  • 250g de beterraba cozida e descascada
  • 200g de chocolate meio amargo
  • 4 colheres de sopa de café expresso quente (ou café solúvel bem forte)
  • 135g de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa cheia de fermento em pó
  • 3 colheres de sopa de cacau em pó (cacau mesmo, não é achocolatado. Caso não ache em supermercados, sei que tem no Mercado Central, em BH)
  • 5 ovos (separe as gemas e as claras)
  • 190g de açúcar refinado
Ingredientes para a calda:
  • 200g de chocolate meio amargo
  • 1 caixa de creme de leite
Aqueça o forno a 180°C. Unte uma forma de bolo de 20cm com manteiga e coloque um círculo de papel manteiga no fundo. Montei a forma em cima do papel e cortei as extremidades. Em um liquidificador ou processador, bata as beterrabas até atingir um purê.

Derreta o chocolate em banho-maria e acrescente o expresso. Misture a manteiga e deixe-a derreter. Tire do fogo e deixe esfriar um pouco.

Junte a farinha, o fermento e o cacau em uma vasilha.

Em uma outra vasilha, bata as gemas até ficarem bem aeradas e mais clarinhas. Misture com o chocolate com manteiga e as beterrabas.

Bata as claras em neve com pico duro e acrescente o açúcar.

Junte as claras com açúcar no resto da massa e misture a farinha com cacau.

Derrame a massa na forma e asse por 40m.

Enquanto o bolo assa, leve o chocolate e o creme de leite ao fogo baixo e mexa até ficar homogêneo. Cuidado para não queimar!

Espere o bolo esfriar para desenformar e cobrir. Eu sei que é difícil resistir, mas é importante (eu já quebrei alguns bolos por causa da minha impaciência). O papel no fundo vai ajudar a soltar da forma.

Pronto! Diz o Nigel que esse bolo serve 6 pessoas. Lá em casa rendeu mais, então acho que ele é ainda mais chocólatra que eu! ;-)
Divirtam-se!

This cake was served at Mother’s Day brunch this year. It was a hit! If my ten-year-old cousin liked it and didn’t even notice the beets, believe me, it really is good! So open up your mind and just give it a try.
Besides being delicious, it’s a good way of adding iron and vitamins to desserts. And it gets velvety and gorgeous…
I saw it for the first time on this website and almost drooled all over my computer. Such amazing photos (one day I’ll get there!)! The recipe is originally by Nigel Slater, a British chef that came into my life through the adorable movie Toast. It tells the story of how he ventured into gastronomy, probably because of his mother’s complete lack of interest or ability in the kitchen. My mum says me and him have that in common lol.
By the way, I’m sorry about the horrible quality on most pictures. I made the cake the day before and used an old camera. Just after adding the frosting, did I use my dear “new” one!
Ingredients:
  • 200g butter
  • 250g cooked and peeled beet
  • 200g chocolate bittersweet chocolate
  • 4 tablespoons of espresso coffee (or strong instant coffee)
  • 135g flour
  • 1 full tablespoon of baking powder
  • 3 tablespoons of cocoa powder
  • 5 eggs (separate the egg whites and the yolks)
  • 190g caster sugar
Ingredients for the frosting:
  • 200g bittersweet chocolate
  • 200g cream
Turn the oven on to 180°C. Grease a round 20cm tray with some butter and put a circle of greaseproof paper on the top. I set the tray around the paper and cut the extremities.
Blitz the beets on a food processer or blender until smooth.
Melt the chocolate in a water bath and add the espresso. Mix the butter and stir until it melts. Remove it from the heat and let it cool down a little.
Add the flour, the baking powder and cocoa in a bowl.
In another bowl, whip the yolks until frothy and very clear. Add the chocolate with butter and the beets.
Whip the egg whites until the turn into still peaks. Fold in the sugar.
Fold the egg whites and sugar with the rest of the dough. Add the flour and cocoa gently.
Pour the batter in the tray and bake for 40’ or until a toothpick comes out clean from the Center.
While the cake bakes, heat the chocolate and cream on low heat and stir until smooth. Careful not to burn it!
Wait for the cake to cool down before you remove it from the tray and add the frosting. I know it’s hard to resist, but it’s important (I have broken a few cakes because of my impatience). The paper will help the bottom to get loose.
That’s it! Nigel says that this cake serves 6 people. It served a lot more than that at home, so I supposed it likes chocolate even more than me! ;-)
Have fun!
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Sushi de vegetais

Sim! Sushi! Ou makisushi, pra ser mais exata :-) Apesar da abundância de peixes (que como outras carnes, não faz parte do meu cardápio desde os 7), sempre gostei de comida japonesa (ou a nossa versão completamente alterada do que ela realmente é), saio sempre pra jantar em restaurantes do tipo.

Um dia resolvi que era um absurdo nunca ter feito sushi em casa. A teoria é simples, os ingredientes também. Sempre tenho a alga nori em casa e comprei um pó de wasabi outro dia (dá pra achar tudo isso na Mercearia Tokyo, perto do Mercado Central. Nori tem até em alguns super mercados). Li alguns tutoriais e tentei fazer. E não é que funcionou? Sinceramente, a parte mais difícil é cortar. O resto é super fácil! Vamos tentar?

Usei legumes do dia a dia, mas você pode usar peixes, cogumelos, castanhas e frutas à vontade!

olha que gracinhas!

Ah, mais uma vez contei com a participação especial do Luiz Ramos nas fotos! Dei uma estourada na luz, my bad!

Ingredientes:

  • 2 xícaras de arroz (existe um arroz específico para isso, mas é bem caro. Usei arroz normal)
  • 4 colheres de sopa de vinagre de arroz
  • 1 pitada de açúcar
  • 2 1/2 xícaras de água
  • 10 folhas de nori
  • 1 abobrinha cortada em tirinhas
  • 1 pepino cortado em tirinhas
  • 1 cenoura cortada em tirinhas
  • 1 punhado de gergelim
  • shoyu
  • wasabi (raiz forte)

É interessante ter aquela esteirinha de bambu. Se não tiver, não se preocupe. Não é impossível fazer sem ela.

Para cozinhar o arroz, o ideal é antes deixá-lo de molho na água ou lavá-lo bastante e deixar secar ao mesmo tempo que absorve a umidade. Como sou preguiçosa, cozinhei logo de uma vez. Use uma panela média e cozinhe em fogo médio, com a água. Quando começar a secar, confira se o arroz está cozido. Se não estiver, coloque mais um pouco de água. Se estiver quase lá, desligue o fogo e tampe por 10′. Depois de pronto, deixe a panela aberta para esfriar. Adicione o vinagre e o açúcar.

Coloque a esteira na sua frente e uma folha de nori por cima. A folha deve estar com a parte lisa, mais homogênea, para baixo e as marcas de corte na sua direção.

nori

Adicione umas 3 colheres de arroz na alga e espalhe bem. A camada não deve ficar muito grossa. Deixe uma parte de uns 2cm da alga vazia, na extremidade mais longe de você. Essa faixa vazia vai selar o sushi. Espalhe uma camada fina de gergelim por cima do arroz.

Acrescente uma tira de cenoura, uma de pepino e outra de abobrinha na extremidade mais perto a você.

tirinhas

pronto pra enrolar

Com a ajuda da esteira, enrole essa extremidade, apertando bem com as mãos. IMPORTANTE: suas mãos devem estar úmidas! Vá molhando aos poucos. Isso vai garantir que o seu sushi sele bem, já que a alga muda de consistência quando em contato com a água.

enrolando

Enrole até o fim, deixando o arroz bem selado lá dentro. Se precisar, passe mais um pouco de água para fechar bem.

Com uma faca afiada e também úmida, corte fatias de 2cm. Pronto!

faca mágica em ação!

só arrumar

Arrume em um prato bacana e sirva com molho shoyu e wasabi (caso compre o pozinho, é só misturar com água). Fiz um molho com shoyu, óleo de gergelim torrado, molho de cogumelos e xarope de romã. Uma delícia!

nham

montanha de sushi

só comer!

Serve 4 pessoas.

Ratatouille

Essa receita é muito tradicional na França. A primeira coisa que vem em mente para muitas pessoas quando ouvem esse nome, é o filme homônimo (SPOILER ALERT!), no qual um ratinho com pinta de cheff emociona um crítico gastronômico com esse prato simples e típico, que o remete à sua infância. Bom, certamente não remete à minha, mas o pessoal lá em casa descobriu as maravilhas do ratatouille há alguns anos e nunca mais deixou de fazer.

São várias receitas, usando vários ingredientes diferentes e várias formas de cozinhar. Seja como for, é fácil, light, gostoso, elegante e saudável. Escolhi fazer no forno só pela apresentação, mas pode-se usar uma frigideira, panela ou forma e fazer no fogo mesmo. Muitas pessoas também usam pimentão e outras ervas, mas fiz da minha forma favorita. Aliás, se for usar o pimentão, dê uma queimada nele primeiro, para evitar o amargor. Deixe-o no fogo por alguns minutos e retire a camada preta. Fica docinho!

Ingredientes:

  • 1 berinjela
  • 1 abobrinha
  • 2 tomates
  • 2 cebolas
  • azeite a gosto
  • sal e alho
  • orégano

Fatie os legumes usando uma faca ou um ralador (fica mais fino e uniforme, mas com menos textura). Caso faça na panela, pode cortar até em cubos.

Tempere os legumes com sal e alho amassado. Passe com as mãos mesmo, fazendo uma camada bem fina (use pouquinho mesmo, ou fica muito salgado). Arrume as fatias no recipiente. Como eu fiz no forno, fui alternando em camadas começando pelas beiradas. Caso use uma panela, não se preocupe muito com isso.

Acrescente o azeite e o orégano.

Leve ao forno (180°C) ou ao fogo por aproximadamente 25′ ou até os legumes ficarem tenros.

Sirva quente com arroz, massa, cuscuz ou pão. Gosto de fazer um molho com iogurte, sal e pimenta do reino. Fica uma delícia!

Essa receita dá para umas duas pessoas.

Quibe assado

Minha avó materna tem descendência libanesa (evidente pelo belo nariz adunco rs. Juro, ela é linda de morrer!), o que para mim, significou uma gama de experiências culinárias relativamente exóticas. Desde pequena, comia tsatisiki, esfihas, quibe, tabule, pão sírio e todas as pastas maravilhosas que pode-se fazer com tahine. Como parei de comer carne muito nova, alguns desses pratos sumiram da minha vida. Outros foram adaptados. Ainda bem! :-) O quibe foi um deles. Segue a receita que encontramos de um quibe de tabuleiro saudável e delicioso.

Ingredientes:

  • 1 xícara de triguilho (trigo triturado usado para fazer quibe)
  • 1 xícara de proteína texturizada de soja (aquela pequena)
  • 1/2 ricota
  • 2 tomates
  • 2 cebolas
  • 2 cenouras
  • óleo
  • sal e alho

Comece hidratando o triguilho e a soja. Cada um precisa de aproximadamente 15′ de molho em água morna. Escorra e reserve. Pique uma das cebolas bem pequena e o tomate em cubinhos e a cenoura ralada (não usei cenoura porque não tinha em casa… rs). Cozinhe a cebola com um pouco de óleo, sal e alho. Assim que estiver dourada, junte o tomate, a cenoura e a soja e deixe cozinhar por alguns minutos.

Retire do fogo e misture com o triguilho. Caso queira uma consistência mais firme, use um pouco de aveia ou farinha de rosca nessa massa. Funciona também com queijo cottage ou iogurte. Comece a montar o quibe numa forma untada. Coloque uma camada da mistura e cubra com a ricota previamente amassada e temperada (costumo usar ervinhas e um pouco de sal). Adicione outra camada do trigo com soja.

Um toque bacana é cortar a outra cebola em rodelas e cozinhar até caramelizar (usei um pouquinho de sal e vinagre balsâmico). Ela fica dourada e deliciosa e deixa o prato mais bonito.

Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC por aproximadamente 20′. Não há nada para cozinhar, mas o quibe fica mais consistente e crocante por fora.

Servi com couve refogada. Leve à mesa uma rodela de limão.

Serve 3 pessoas.

Lasanha de berinjela

Não nasci amando berinjela. Aprendi a duras penas, aliás. Não sei o que dava na cabeça do pessoal lá de casa, mas faziam berinjela e abobrinha cozidas demais, meio sem tempero e sem graça e ainda obrigavam a criança aqui a comer rs. Fiquei com preguiça. Quando um dia caiu a ficha e começaram a variar as receitas, aprendi a gostar da “roxinha”. Hoje em dia, adoro! Tenho umas 5 receitas fáceis pra fazer qualquer pessoa chata de comer apaixonar-se perdidamente por berinjela. Essa aqui é uma delas.

Ingredientes

  • 3 berinjelas
  • 1 1/2 xícaras de molho de tomate
  • 1/2 ricota
  • 1/2 xícara de muçarela picada (ou uma bandeja com fatias)
  • sal com alho
  • ervas (manjericão, salsinha, o que quiser)

Corte as berinjelas em fatias de aproximadamente 1cm. Eu quase nunca tiro a casca da berinjela (na verdade, só tiro quando uso receitas em que coloco-as diretamente no fogo e a ela fica queimada). Caso prefira usar também, corte as beiradinhas em intervalos regulares para facilitar na hora de partir. Assim, ó:

Tempere as berinjelas com alho e sal, esfregando bem. Reserve. É bom fazer isso enquanto o resto da lasanha é preparada, o excesso de água sai e o seu prato não fica boiando.

Se está usando uma muçarela em pedaços, corte em cubinhos ou passe em um ralador. Amasse e tempere a ricota. Usei um pouco de alho e sal e folhinhas de manjericão. Caso a ricota esteja muito sem gosto, coloque um pouco de lemon pepper ou umas gotinhas e shoyu.

Ligue o forno a 180°C.

Prepare o molho de tomate ou use um molho pronto. Dourei uma cebola e cozinhei com dois tomates. Costumo usar uma folha de louro e mostarda em pó.

Comece a montar a lasanha em uma forma pequena. Vá alternando as camadas. É bom começar com o molho, para evitar que a berinjela grude no pirex. Coloque o molho, a berinjela (depois de escorrer o excesso de líquido!), a ricota e a muçarela e vá alternando. Deixe a muçarela por cima, na última camada.

Finalizei com um pouquinho de queijo catupiry que tinha em casa, mas é absolutamente desnecessário. Fica bom, mas deixa a receita menos light ;-)

Leve ao forno por aproximadamente 30′, até que o recheio borbulhe a muçarela comece a dourar.

Voilà! Não é uma gracinha? ;-)

Serve 3 pessoas.

Tortilha espanhola

Não lembro qual foi a primeira vez que comi uma tortilha espanhola. Só lembro da minha sensação de maravilhamento ao prová-la e da alegria de saber quão fácil é fazê-la. Pra quem nunca comeu, ela é basicamente uma omelete de batatas. Mas ao mesmo tempo, muito mais do que isso.. rs

Pesquisei bastante antes de fazer a minha primeira tortilha. Os ingredientes são muito simples, mesmo havendo muita discussão sobre o tipo de batatas, quanto tempo cozinhar e qual a melhor textura. Vai aí uma versão básica.

Ingredientes:

  • 4 batatas grandes
  • 1 cebola
  • 3 ovos (usei 4 pequenos)
  • óleo
  • sal e pimenta a gosto

Pique a cebola bem pequena e deixe dourar em uma frigideira. Pique as batatas em cubinhos ou fatias grossas e cozinhe com a cebola, o óleo, sal e pimenta até ficarem bem macias.

Bata os ovos com uma pitada de sal.

Junte a mistura de batata e cebolas aos ovos batidos. Esse é um detalhe com o qual vários cozinheiros concordam. É importante juntar tudo antes de voltar à frigideira. Fazer isso ao invés de jogar o ovo em cima da batata evita que ela vá direto ao fundo. Deixe descansar por 10′.

Volte com os ingredientes à frigideira para cozinhar até soltar do fundo.

Com a ajuda de um prato, vire a tortilha do outro lado e deixe terminar de cozinhar. Não exagere no tempo de cozimento, ela não deve ressecar.

É isso. Quanto ao queijo parmesão e o manjericão que estão nas fotos, eles são parte da minha blasfêmia. Qualquer espanhol diria que isso estraga a autenticidade do prato e talvez eles tenham razão. Mas como descendente de italiana, não resisto a esses ingredientes maravilhosos. Fique então à vontade para inventar, desde que aguente a fúria dos puritanos ;-)

Serve 4 pessoas.

Estrogonofe

Sempre gostei de estrogonofe. Toda aquela cremosidade cor-de-rosa com a batata crocante sempre teve um lugar especial no meu coração. E dá pra variar os ingredientes. Além de legumes, palmito e soja, cogumelos ficam maravilhosos com creme de leite. Costumo usar champignon, mas shitake é uma opção bem mais interessante ;-) Vamos a uma receita básica e bem preguiçosa.

Ingredientes:

  • 1 cebola picada
  • alho e sal
  • óleo
  • 2 tomates picados
  • 1 xícara de molho de tomate (tem gente que usa massa, extrato ou catchup mesmo. Escolha o seu e adapte o tempero!)
  • mostarda em pó a gosto
  • shoyu a gosto
  • 2 folhas de louro
  • 1 xícara de proteína de soja (aquela grande, que o pessoal chama de torresmo)
  • 1 lata de seleta de legumes
  • 1 pote de palmito – corte em pedaços, sem usar as partes muito duras
  • 1 caixa de creme de leite

Ferva uma caneca de água e deixe a soja de molho por aproximadamente 15´. Escorra a água. Refogue a cebola com o alho e sal, um pouco de óleo e a mostarda. Quando a cebola dourar, acrescente a soja e refogue por alguns minutos.

Coloque um pouco de shoyu e as folhas de louro. Junte os tomates e deixe derreter.

Junte a seleta de legumes e o extrato de tomate (coloquei também uma lata de milho). Confira o tempero. Deixe um pouco mais forte que você gostaria, já que o creme de leite vai suavizar o gosto.

Acrescente o palmito à mistura.

Coloque o creme de leite e confira o tempero novamente. Costuma vir servido com arroz e batata palha.

Serve 6 pessoas.

Abóbora recheada ou férias na roça

Já aviso desde já que o post de hoje é bem grandinho. Caso queira ir direto para a receita, recomendo começar a ler a partir dos ingredientes e pular as minhas reminiscências rs.

Quando paro para pensar na minha infância, a primeira lembrança e uma das mais queridas é o tempo passado na fazenda dos meus avós. Eles costumam chamar de “roça”, já que tudo lá é muito simples, sem grandes plantações nem muito gado. Muito cerrado, frutas nativas e sossego. Tento voltar lá uma vez ao ano e recarregar as energias no mato, lendo na rede, andando com meu avó, cozinhando com minha avó, dormindo ao som dos grilos, xingando o galo por atrapalhar meu sono de manhãzinha ;-)

Estive lá nas férias por alguns dias e como sempre, voltei a maravilhar com a incrível e deliciosa simplicidade da vida no campo. Segue uma sequência de fotos que tirei de objetos, animais e plantas que achei interessantes ou que quis mostrar pela originalidade. Coloquei mais fotos ainda no meu flickr. A receita da abóbora recheada de legumes e requeijão vem logo em seguida.

Lagarta devastadora

Lagarta devastadora, que acabou com as folhas de uma castanheira.

Manga no por do sol

Manga posuda no por-do-sol.

Mamoeiro

Mamoeiro.

O famoso umbigo!

Famoso umbigo de banana!!

Brócolis é amor :-)

Brócolis é amor :-)

Gata morcega

Gata morcega.

Seriguela

Seriguela.

Pimenta

Pimenta.

Quiabo

Quiabo.

Fogão à lenha

Fogão à lenha.

Vaquinhas

Vaquinhas.

Lagarta assassina

Lagarta assassina. Diz que queima que é uma beleza!

Mariposa fashion

Mariposa fashionista.

Pequi no pé

Pequi no pé.

Cupinzeiro

Cupinzeiro.

Engenho - fabricação caseira de cachaça :-)

Engenho onde meu vó faz cachaça :-D

A roça

A roça!

Bom, é isso. Vamos à receita!

O prato original é a abóbora com camarão e catupiri. Comi a versão vegetariana lá em casa há muitos anos e me apaixonei profundamente. Fique à vontade para mudar os ingredientes do recheio. Coloco sempre o que tenho na geladeira, dentre legumes, enlatados e temperos. Vai aqui a versão simples que fiz (acrescentaria vagem e champignon!).

Ingredientes:

  • 1 abóbora (moranga)
  • 1 pote de requeijão cremoso
  • 1 cebola
  • alho e sal
  • óleo
  • 2 cenouras picadas em cubinhos
  • 2 batatas descascadas picadas em cubinhos
  • 1 vidro de palmito (usei o famoso umbigo da banana! Fervi, trocando a água algumas vezes e refoguei antes de usar)

Uma coisa que faço e que alguns consideram polêmica é cozinhar legumes direto na panela, como um refogado. Tenho pavor de comida com gosto de água. Fica então a seu critério cozinhar as cenouras e batatas na água e juntar com o resto do recheio ou fazer tudo junto, como eu fiz.

Comece colocando a abóbora em uma panela grande, cheia de água. Cubra a abóbora inteira e deixe cozinhar por aproximadamente 30′ ou até ficar macia (espete com um garfo). Coloquei uma tampa pesada para ajudar a empurrar a abóbora dentro da água.

Retire a parte superior, fazendo uma “tampa” com uma faca.

Remova as sementes do interior (elas podem ser tostadas para alguma outra receita) e reserve a abóbora.

Refogue a cebola com alho e sal  e acrescente as cenouras e batatas quando a cebola dourar. Deixe cozinhar. Como eu usei o umbigo de banana, coloquei junto da cebola. Caso use palmito, deixe para juntar ao recheio depois de cozido.

Tire um pouco de abóbora dos cantos com uma colher, tomando cuidado para manter sua estrutura. Junte a polpa ao recheio.

Tire do fogo e acrescente o requeijão (não tinha requeijão na roça, tive que adaptar com um queijo menos cremoso. A sua receita vai ficar mais bonita que a minha rs). Confira o tempero.

Volte o recheio para a abóbora, fica bem bonito.

Prontinho! Costumo acompanhar com arroz e brócolis.

Serve 5 pessoas.

Rolinho de primavera fresco com abobrinha, brócolis e molho de amendoim

Depois do último post de rolinho primavera, sobrou um pouco da massa de arroz. Resolvi inovar, ou usar tudo que achei na geladeira.. rs Ficou bom! Usei o mesmo molho de amendoim que fiz  para o Pad Thai, é viciante :-)

Ingredientes:

  • 6 massas de arroz para rolinho primavera
  • 1 maço de brócolis (usei só as flores. Guardei as folhas e talos para um refogado)
  • 1 abobrinha
  • óleo
  • alho e sal

Ingredientes para o molho:

  • óleo
  • 1 tomate picado em cubinhos
  • 1/4 vidro de leite de coco
  • 1 punhado de amendoim torrado e batido
  • shoyu
  • 1 colher de chá de açúcar de açúcar mascavo
  • 1 colher de café de pasta de chili (use pimenta, se não tiver)
  • 1 colher de café de suco de limão

Recomendo começar pelo molho, que é servido frio. Como eu disse, a receita é a mesma usada no Pad Thai, mas vou repetir aqui para facilitar a sua vida ;-) Coloque os tomates em uma frigideira com um pouco de óleo quente e deixe que eles derretam. Se usar a pasta de chili, coloque em um canto da frigideira e mexa até desfazer. Adicione o limão, o açúcar, o amendoim, o shoyu e o leite de coco e cozinhe até ferver. Reserve.

Para o rolinho, comece picando as flores do brócolis e refogue-as com um pouco de alho e sal.

Corte a abobrinha em palitos finos, sem usar muito das sementes. O ideal é deixar os pedaços bem fininhos, já que não precisa cozinhar.

Passe um pouco de alho e sal na a abobrinha. Aqueça um pouco de água em uma frigideira. Passe cada massa pela água por alguns segundos, para que amoleça, mas sem começar a rasgar. Junte os ingredientes para começar a montar os rolinhos. Coloque a massa em uma superfície e o recheio na parte de cima.

Dobre as laterais para cobrir a parte do meio.

Enrole em direção à ponta que sobrou. Pressione para vedar bem, tomando cuidado para não deixar o recheio sair.

Pronto! Só mergulhar no molho!

Serve uma pessoa gulosa!

Moqueca baiana de legumes

Parei de comer carne muito nova. Tomei essa decisão aos sete anos de idade, depois de um incidente com um coelhinho. Sério. Hoje em dia tenho outras razões, mas isso não vem ao caso agora.

Enfim, tendo morado em Minas a vida toda, quase não tive contato com a maravilhosa comida nordestina e não tive a oportunidade de provar muitos frutos do mar. Os pratos famosos e tão bem falados não passavam de nomes estranhos para mim.

Até que resolvi procurar versões vegetarianas para alguns deles. “Não é a mesma coisa”, me dirá um batalhão de gente. Com certeza! Não há nada vegetal que imite o gosto de um camarão, ou é o que me disseram.. rs Mas dentre as minhas possibilidades, por que não improvisar? ;-)

Use legumes à vontade: couve-flor, cenoura, berinjela.. Vi uma outro dia uma receita que usa caju! Essa que vou postar é uma das combinações que mais gosto. Incrivelmente fácil e rápida de fazer (todos ingredientes cozinham num segundo) e agrada a todos que curtem aquela mistura mágica que é leite de coco e dendê. Hmmmm

Ingredientes:

  • 2 abobrinhas
  • 2 tomates
  • 2 cebolas
  • 1 vidro de leite de coco
  • 1 colher de sopa de dendê
  • sal
  • alho
  • óleo
  • 5 ramos de coentro
  • pimenta a gosto

Usei uma panela de pedra só porque comprei exatamente para isso :-) Imagino que funcione bem em qualquer outra panela, já que o peixe não entra na receita. Talvez só demorando um pouquinho mais.

Corte as cebolas em rodelas e junte com o alho, óleo e sal em uma panela. Deixe dourar.

 Acrescente rodelas de abobrinha e tomate e deixe cozinhar por uns 5′.

Coloque o leite de coco e o dendê e cozinhe por mais 5′. Confira o tempero. Adicione a pimenta e o coentro (não encontrei de forma alguma, tive que usar coentro em pó).

Fica uma delícia com arroz e farinha de mandioca (também estava em falta! rs).

Serve 5 pessoas.