Caldo de feijão / Bean soup

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Ainda na onda de comida típica brasileira, hoje a receita é de caldo de feijão! :-D Eu já disse que por mim, comia sopas e caldos quase todo dia e durante o ano inteiro! Caldo é comfort food na essência!

A parte triste é que eu quase nunca posso tomar essas delícias na rua. Caldos de feijão e mandioca, principalmente, vêm com muuuita carne. Às vezes os pedaços são até batidos. Então as minhas festas juninas são sempre doces, já que pelo menos na canjica ainda não tem linguiça rs. O jeito é fazer em casa!

Como eu sou apaixonada com tudo que é defumado, enchi o caldo de um sal lindo e saboroso. Não é tão difícil de achar sal defumado e vale muito à pena. Não coloquei na receita, mas o caldo também fica uma delícia com pedaços de salsicha ou linguiça de soja. Ou pimentinha.. hihi

Ingredientes:

  • 1kg de feijão carioquinha
  • 3 cebolas picadas
  • 5 dentes de alho amassados
  • 3 folhas de louro
  • Óleo
  • Sal defumado a gosto
  • Pimenta a gosto
  • 2 colheres de sopa de lemon pepper (opcional)
  • 1 molho de salsinha cortada fina para decorar
  • 1 molho de cebolinha cortada fina para decorar

Cate as pedras do feijão e deixe de molho por algumas horas. Depois que inchar bastante, troque a água algumas vezes. Coloque para cozinhar em uma panela de pressão com água, um pouco de sal por aproximadamente 30 minutos (marque o tempo depois que o feijão começar a ferver).

Retire do fogo e espere a panela esfriar para abrir.

Enquanto isso, doure as cebolas e o alho em um pouco de óleo. Ligue o fogo do feijão novamente e acrescente as cebolas, o alho, as folhas de louro, o lemon pepper e o sal defumado. Acrescente um pouco de água, caso seja necessário. Deixe cozinhar mais um pouco, até engrossar o caldo.

Retire as folhas de louro e bata o caldo de feijão. Use um mixer ou bata no liquidificador aos poucos.

Confira o tempero. Muitas vezes é necessário colocar mais condimentos depois de bater. Acrescente a pimenta.

Prontinho! Sirva quente, com os complementos que quiser (para mim, o melhor é linguiça de soja!). Enfeite com salsinha e/ou cebolinha.

Essa receita serve aproximadamente 15 pessoas.

I’m still on the Brazilian food mood, so today the recipe is a great bean soup! :-D I think I have mentioned that for me it would be awesome to have soup every day. For me, soup is the essence of comfort food!

The sad part is that I can almost never have soup when I go out. Well, at least during the “Festa Junina”, our Winter Festival, when people serve manioc and bean soup with loads of meat on them. So I usually eat the sweet food, which is pretty cool too! But if I want the savory stuff, I have to make them at home.

Since I’m in love with everything that is smoked, I put a lot this beautiful and delicious salt on my soup. It’s not too hard to find smoked salt and it’s so worth it! I didn’t mention it in the recipe, but this soup is great when served with some sausage. Or chips? ;-)

Ingredients:

  • 1kg of pinto beans
  • 3 chopped onions
  • 5 garlic cloves – smashed
  • 3 bay leaves
  • Oil
  • Smoked salt – to taste
  • Chili – to taste
  • 2 tablespoons of lemon pepper (optional)
  • 1 bunch of finely chopped parsley – to garnish
  • 1 bunch of finely chopped chives – to garnish

Separate the beans, throwing away the stones. Soak it in water for a few hours. When it has swollen, change the water a few times. Cook in a pressure cooker with water and a little bit of salt for about 30 minutes (start counting the time when the water starts boiling)

Turn the heat off and wait for the pressure cooker to cool before opening.

Meanwhile, cook the onions and garlic with a little bit of oil. Turn the heat on the beans up again and add the onions, garlic, bay leaves, lemon pepper and smoked salt. Add some water, if necessary. Let it cook for a bit more, until it thickens.

Remove the bay leaves and use a mixer or a blender to grind the beans.

Check the seasoning. Sometimes it’s necessary to add more spices and salt after blending. Add the chili.

And that’s it! Serve it warm with the cooked and chopped sausage on the side (or whatever you want!). Garnish with parsley and/or chives.

This recipe yields about 15 portions.

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Almôndegas veganas / Vegan meatballs

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Sabe aquele desejo incontrolável de comer alguma coisa muito específica? Aquela vontade que surge de uma hora pra outra e não desaparece de jeito nenhum? Foi o que eu tive com espaguete e almôndegas. Assim, do nada. Nunca foi um prato típico na minha casa. Na verdade, comi poucas vezes na vida.

Tenho duas referências pessoais e deliciosas que justificam pelo menos o apelo nostálgico. A primeira é a almôndega de soja da minha avó paterna. Nunca provei uma melhor. Não consigo descrever a textura e o sabor, muito menos dizer que temperos ela usou. Minha avó tem poderes mágicos, às vezes é melhor nem tentar entender. Mas, claro, ainda vou pedir a receita ;-)

A outra referência, mais genérica e infantil, é o filme “A dama e o vagabundo”, com a famosa cena romântica de beijo gastronômico. Falem o que quiserem da Disney, mas é difícil desvencilhar dela depois de anos de lavagem cerebral, músicas viciantes e finais felizes.

Reminiscências à parte, resolvi inventar a minha receita. Usei o que tinha em casa e deu certo. O bacana dessas improvisações é que cada vez o resultado é novo :-D Fiquem, então, à vontade para experimentar outras leguminosas e temperos. Quando conseguir a receita da minha avó, podem deixar que eu compartilho!

Ingredientes:

  • 1 ½ xícara de feijão bem cozido (usei feijão roxo)
  • 3 colheres de sopa de aveia
  • 1 colher sopa linhaça batida
  • 3 colheres de sopa de castanha de caju torrada e picada
  • 1 cebola picada
  • 1 dente de alho amassado
  • 1 pitada de cominho
  • 1 colher de sopa de páprica picante defumada
  • 1 pitada de canela
  • Sal a gosto

Junte o alho e a cebola em uma frigideira com um pouco de óleo e deixar dourar.

Pré aqueça o forno a 200°C. Retire o excesso de caldo do feijão e amasse boa parte dos grãos. Use as mãos ou um amassador. Não tem problema deixar alguns inteiros, é até bacana na textura.

Misture todos os ingredientes até atingir uma textura fácil de moldar. Confira o tempero. Pensei em usar um ovo para dar liga, mas resolvi deixar a receita vegana. O resultado seria mais macio, com certeza, mas realmente acho que não fez falta.

Faça bolinhas com as mãos molhadas, para a massa não grudar demais. Espalhe-as em uma forma untada e leve ao forno. Evito ao máximo fritar em casa, por razões de saúde e pelo bem da minha cozinha, que não tem exaustor rs. Caso prefira fritar, vá em frente, use a gordura bem quente e não esqueça de tirar o excesso com um papel toalha.

Deixe assar por 30’ ou até que elas fiquem um pouco mais escuras e crocantes por fora.

Nesse meio tempo, fiz o espaguete e o molho. Não vou colocar a receita aqui, já que o post já está bem grande, mas eu prometo que escrevo sobre um molho de tomate delicioso em breve.

As almôndegas ficam legais também em sanduíches e saladas, mas o meu desejo era o prato clássico. Caso faça o macarrão mesmo, sirva tudo quente, com molho de tomate regando tudo. Delícia! Olha que gracinha!

Essa receita serve de 3 a 4 pessoas.

Do you ever have that incontrollable craving for some very specific dish? That urge that comes out of the blue and just doesn’t go away? That is what I felt about spaghetti and meatballs. Just like that, out of nowhere. It was never a typical dish in my house. In fact, I had it just a few times in my life.
I have, though, two personal and delicious references that justify at least the nostalgic appeal. The first one is my grandmother’s soy meatball. I have never tasted a better one. I can’t describe the texture and the flavor, let alone tell the spices that she used. My grandma (from my father’s side) has magical powers, so sometimes it’s better to give up trying to understand. But of course I’ll still ask for the recipe ;-)
The other reference, more general and childish, is the movie “Lady and the tramp”, with its famous romantic spaghetti kiss scene. Say what you want about Disney, but it’s hard to let go after years of brainwashing, addictive songs and happy endings.
Reminiscences apart, I decided to create my own recipe. I used what I had at home and it worked. The cool thing about these improvisations is that every time the result is new :-D So feel free to try other beans and seasonings. Oh, and when I get my grandmother’s recipe, of course I’ll share!
Ingredients:
  • 1 ½ cup of cooked beans (I used what we call “purple beans” in Brazil. They look like kidney beans, but are much smaller)
  • 3 tablespoons of oats
  • 1 tablespoon of ground flax seeds
  • 3 tablespoons of toasted and chopped cashew nuts
  • 1 chopped onion
  • 1 clove of garlic – mashed
  • 1 pinch of ground cumin
  • 1 tablespoon of smoked hot paprika
  • 1 pinch of cinamon
  • Salt to taste
Cook the garlic and the onion in a pan with a little bit of oil until golden.
Turn the oven on to 200°C. Remove most of the water from the cooked beans and mash them using your hands of some utensil. It’s ok to leave some of them whole, it actually makes the texture kind of nice.
Add the other ingredients until they reach a texture that is easy to mold. Check the seasoning. I thought of using an egg to make it stick better, but I decided to make the recipe vegan. The result would have been softer, but I really think we are not missing out on anything.
Make golf ball-sized balls using wet hands, to avoid it to stick too much. Spread them on a greased tray and take it to the oven. I avoid frying at home to the max, for health reasons and for the sake of my kitchen, since we don’t own a exhaust fan lol. In case you do prefer frying, go for it. Make sure the fat is very hot before you start and don’t forget to take the excessive grease out with some paper towel.
Let them bake for 30’ or until they get darker and crunchy outside.
In the mean time, I made the spaghetti and sauce. I’m not going to write the recipe here because this is already quite long, but I promise I’ll make a post with a beautiful tomato sauce in the future. The meatballs are also very nice on sandwiches and salads, but my craving was the classical dish. In case you do make the spaghetti, serve everything hot, with the tomato sauce on top of everything. Delicious! Check this out!
This recipe serves 3 to 4 people.

Arroz, feijão, pequi e ora-pro-nobis

Voltei das férias e trouxe pequi e ora-pro-nobis. Ainda estou pra descobrir a melhor forma de cozinhar essa folhinha misteriosa, mas vai aí uma saída fácil. Imagino que ela ainda apareça por aqui novamente.. rs

Não vou entrar em detalhes sobre como cozinhar arroz e feijão. Provavelmente vou dizer alguma coisa que sua mãe considera uma blasfêmia. Enfim, pra quem é muito “noobie” e nunca fez arroz feijão na vida, vai uma a ideia geral ;-)

Comece procurando as pedras no meio do feijão. Sério. Deixe de molho por algumas horas, vai precisar de menos tempo na panela. Cozinhe com sal numa panela de pressão por pelo menos 45′ (lembre de contar a partir do momento em que começa a ferver e soltar vapor. Encha a panela até no máximo 2/3 e NÃO ABRA DURANTE O COZIMENTO, espere esfriar. Eu avisei que era pra novatos… rs). Desligue o fogão e espere o vapor parar de sair. Em outra panela, refogue alho, sal e cebola e acrescente o feijão. Coloque louro e cebolinha. Deixe ferver até o caldo engrossar.

Quanto ao arroz, refogue aproximadamente uma medida de uma xícara com uma colher de chá de sal com alho e um pouco de óleo. Coloque água fervente até cobrir o arroz, ocupando o dobro do espaço. Ou seja, se o arroz atinge um dedo da panela, coloque água até completar dois dedos. Vá cozinhando e provando. Acrescente mais água, se necessário. Quando estiver quase pronto, com um pouquinho de água no fundo, desligue e tampe. Deixe cozinhar no vapor.

Tá bom, né? :-) Vamos ao pequi e à ora-pro-nobis.

Ingredientes:

  • pequis (já dou mais detalhes)
  • sal
  • ora-pro-nobis

Seguinte, costumo fazer uma média de 6 pequis por pessoa. Como são bem pesados e gordurosos e te acompanham pelo dia inteiro, não é aconselhável comer muito mais que isso.

Em BH, dá pra encontrar em pacotes no Mercado Central em algumas épocas do ano. Caso não encontre, compre as raspas em conserva. O cozimento é diferente e nesse caso, siga as instruções da embalagem.

Tudo muito simples, só ferver em água com sal até dar para raspar. Pronto!

Para quem precisa de instruções para comer, lembre de NÃO MORDER. O pequi tem várias camadas e uma delas é de espinhos! Muita calma nessa hora. Mas não se desespere, raspe suavemente com os dentes até tirar toda a parte amarela e vá rodando o pequi.

É bacana também lembrar que existe outra camada comestível. Use uma faca grande, apoie e vá dando facadonas no pequi. Ele vai rachar e bem no meio, está a castanha. Retire os espinhos com cuidado. Ela pode ser comida crua ou torrada.

A ora-pro-nobis pode ser encontrada em moitas pela cidade rs. Para não arriscar comer mato, compre pacotes no Mercado Central. A folha costuma soltar uma mucilagem, então é importante não mexer muito no cozimento. Ela costuma ser acrescentada em pratos já prontos, como frango ou polenta.

O que eu fiz foi simplesmente juntar ao feijão, depois de pronto. Deixei cozinhar por alguns minutos. Só isso! Não vou dizer pra quantas pessoas dá a receita, já que está tudo por partes. Boa sorte e precisando de ajuda, só dar o grito! ;-)

Tacos (contém receita de guacamole!)

Até onde eu sei, a maior parte da comida “mexicana” que é encontrada em restaurantes fast food do mundo é mais americana que tudo. Tex-Mex até a raiz. Não que não seja uma delícia! Mas realmente tenho dificuldade em encontrar receitas mexicanas autênticas e vegetarianas. Enquanto não acho, segue então um taco veggie que o meu amigo Rafa me ensinou. Fácil, rápido e agrada multidões!

O taco é basicamente uma tortilha recheada. Aqui vou usar guacamole, cream cheese, chili com carne  e tomate. Os ingredientes que precisam de mais preparo vão em cada receita.

  • 200g de cream cheese
  • 1 tomate picado
  • 12 tortilhas (caso não encontre, use o Rap10 da Pullman. costuma ser barato, fácil de achar e é só dourar na frigideira)

Ingredientes para o guacamole:

  • 1/2 abacate maduro amassado
  • 1 tomate picado em cubos
  • 1/2 cebola picada bem pequena
  • suco de 1 limão
  • sal a gosto
  • coentro fresco a gosto (essencial, acredite! mesmo não gostando de coentro, não deixe de usar!)
  • pimenta fresca picada (costumo usar dedo de moça. se não quiser que fique muito apimentado, tire as sementes)

Ingredientes para o chili com carne:

  • 1 xícara de proteína texturizada de soja (pts)
  • 1/2 xícara de feijão cozido
  • 1 cebola picada
  • páprica picante defumada (opcional)
  • alho e sal a gosto
  • shoyu a gosto

O segredo do guacamole é o coentro fresco. Aquelas folhinhas com cara de salsa, mas um cheio inconfundível! Não é todo mundo que gosta, eu mesma já tive muita resistência em usar. Mas em comida mexicana e indiana, são imprescindíveis e pronto. Junte o abacate amassado aos ingredientes picados e vá temperando a gosto.

Para o chili com carne, deixe a soja de molho em água quente por alguns minutos e vá picando a cebola. Deixe-a dourar na panela e acrescente a soja.

Coloque o sal com alho, o shoyu, a páprica e junte o feijão e misture bem. Os temperos que usei são sugestões. É importante caprichar nas especiarias, já que a pts não tem gosto de nada. O Rafa, que me passou essa receita, usa um tempero para tacos e um outro especial para carnes. Não tenha medo e libere sua imaginação!

O mais bacana dos tacos é montar na hora. Então prepare as tortilhas, separe potinhos para cada recheio e chame os amigos para ajudar na difícil tarefa de rechear e comer ;-)

Não reparem na cor do guacamole. Juro que ficou verdinho, mas na hora de tratar, pegou essa cor estranha.. rs

Não reparem na cor do guacamole. Juro que ficou verdinho, mas na hora de tratar, pegou essa cor estranha.. rs

Serve 4 pessoas. Divirta-se!

*Mudei o nome do post depois que me alertaram que isso está mais para tacos do que para fajitas. Aparentemente, fajitas levam um tipo específico de carne.