Sopa de couve-flor e ervilha / Cauliflower and pea soup

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No último post eu falei sobre a minha paixão por sopas e caldos. O prato de hoje é uma continuação. Quase um festival! :-D

Apesar de o tema ser o mesmo, esses dois caldos não podiam ser mais diferentes. O caldo verde da semana passada é apimentado, defumado e super intenso. Essa sopa é o contrário, tem sabor simples e suave e até em textura é diferente. Mas não menos deliciosa!

Ingredientes:

  • 1 couve-flor grande lavada e picada
  • 1 pacote de ervilha congelada
  • 2 cebolas grandes picadas
  • 2 colheres de sopa de manteiga (opcional – não use caso queira uma sopa vegana)
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • Sal a gosto

Antes de começar a fazer a sopa, retire o pacote de ervilhas do congelador.

Cozinhe as cebolas com o azeite em uma panela grande. Assim que estiverem tenras, adicione a couve-flor. Eu gosto de refogar os legumes antes de adicionar a água. Cozinhe a couve-flor junto com a cebola por alguns minutos e acrescente água aproximadamente 5 xícaras de água. Vá colocando aos poucos, já que a textura da sopa é escolha sua.

Assim que ela cozinhar, abaixe o fogo. Bata a sopa em um liquidificador ou use um mixer. Eu gosto de pedacinhos, mas você pode deixá-la bem homogênea, se preferir.

Confira o tempero. Junte as ervilhas e a manteiga e mexa bem. Eu adoro ervilhas congeladas, que são docinhas e deliciosas ainda frescas. Deixe-as no fogo só até esquentar.

Sirva imediatamente.

Essa receita rende aproximadamente 5 porções.


On the last post, I talked about my passion for soups. Today’s dish is another of these beauties.

Besides being the same type of dish, these two soups couldn’t be more different. The “caldo verde” from last week is spicy, smoky and intense. This soup is the opposite. The flavor is mild and simple and even the texture is not the same. But not less delicious!

Ingredients:

  • 1 large cauliflower – washed and chopped
  • 300g of fresh peas (I used them frozen. It’s not easy to find them fresh around here)
  • 2 large onions – chopped
  • 2 tablespoons of butter (optional – remove if vegan)
  • 2 tablespoons of olive oil
  • Salt to taste

Cook the onions with the olive oil on a big pot. As soon as they are tender, add the cauliflower. I like to stir fry the vegetables before adding water. Cook the cauliflower with the onions for a few minutes and add about 5 cups of water. Add them one at a time, so you can choose how runny your soup will be.

As soon as the cauliflower is cooked, turn the heat down. Puree the soup on a blender or using a mixer. I like some texture, but you can make it really smooth if you want.

Check the seasoning. Add the peas and the butter and stir well. I love fresh peas, so sweet and delicious! So just heat them up and turn the heat off.

Serve immediately.

This recipe yields about 5 portions.

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Caldo verde

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Já devo ter comentado aqui que tomo sopa o ano inteiro. Sopas e caldos são (normalmente) fáceis de fazer, deliciosos e completamente acolhedores. Eu não me importo de ter aquele momento de suadeira ao tomar sopa no verão. Ela vale à pena :-)

Esse prato é tradicional de Portugal e consta basicamente de batatas, couve e salsicha. Lembro da primeira vez que tomei, nos Estados Unidos. Eles usavam uma salsicha vegetariana maravilhosa que dava um sabor defumado à sopa. Simplesmente incrível! Na minha versão, dei uma modificada no modo de preparo e caprichei na “picância” (dá pra ver que me empolguei tanto na páprica, que o caldo ficou quase vermelho, ao invés de verde rs). Fácil e rápido de fazer e delicioso!

Ingredientes:

  • 4 batatas
  • 1 maço de couve
  • 2 linguiças ou salsichas vegetarianas (eu uso a linguiça da Goshen. recomendo ficar longe da Super Bom, que é super ruim rs. sério :-p)
  • Aproximadamente 3 xícaras de caldo de legumes ou água
  • 5 dentes alho
  • Páprica picante defumada – a gosto
  • Sal a gosto
  • 2 colheres de sopa de óleo

Pique os dentes de alho bem finos e frite com o óleo em uma panela média. Enquanto o alho doura, pique a linguiça em pedaços. Leve à panela com a páprica e refogue por uns 5 minutos.

Derrame o caldo de legumes ou a água na panela e deixe ferver. Enquanto isso, rale as batatas em uma mandolina (aquele ralador com uma lâmina só. as fatias ficam super finas). Coloque as batatas na panela e ajuste o sal. Assim que as batatas cozinharem, desligue o fogo.

Lave e corte as couves bem finas. Acrescente ao caldo somente na hora de servir. Prontinho!!

Essa receita serve 4 pessoas.

I probably mentioned here earlier that I eat soup all year long. Soups are (usually) easy to make, delicious and so comforting. I really don’t mind the heat waves when I venture in eating them during summer. They’re worth it :-)

Caldo verde, in particular, is traditional from Portugal. It literally means “green soup” and consists mainly from potatoes, collard greens and meat. I remember the first time I had it, in the US. The cook used a delicious vegetarian sausage that brought an amazing smoked flavor to the dish. Just incredible. On my version, I changed the method a bit and spiced things some more (you can see in the pictures that I used so much paprika that it turned out red instead of green!). It’s still easy and quick to make pretty darn tasty!

Ingredients:

  • 4 potatoes
  • 1 bunch of collard greens or kale
  • 2 vegetarian sausages
  • About 3 cups of vegetable stock or water
  • 5 cloves of garlic
  • Smoked paprika – to taste
  • Salt – to taste
  • 2 tablespoons of oil

Chop the garlic finely and fry it with the oil on a medium-sized pan. While the garlic cooks, chop the sausage into pieces. Cook it with the paprika for about 5 minutes.

Pour the vegetable stock or water into the pan and let it boil. Meanwhile, grate the potatoes using a mandoline. Add the potatoes to the soup and check the seasoning. As soon as the potatotes cook, turn the heat off.

Wash and cut the greens finely. Add them to the dish right before serving. Done!!

This recipe serves about 4 people.

Almôndegas de ervilha / Pea meatballs

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Gente, que saudades!! Depois de meses de mil mudanças, complicações, burocracias, gatos pra lá e pra cá, finalmente estou na minha casa nova! :-D Pra quem não sabe, agora sou proprietária!! Vou ficar 30 anos pagando o meu apartamento, mas ele é meu, ele é lindo e ele tem jardim! Os gatos estão adorando!! As minhas amigas roomies também! Mais pra frente eu coloco umas fotos sortidas aqui de casa :-)

Empolgações à parte, o prato de hoje é uma variação em um tema que eu curto muito: almôndegas!

Já postei uma versão por aqui, mas estou à busca da receita perfeita. O tempero dessa vez ficou mais legal e a consistência, mais firme. E ficou gatinha, ó!

Ingredientes:

  • 1 1/2 xícara farinha de pão
  • 1 xícara de aveia
  • 1 lata ervilha
  • 1/2 xícara de quinoa crua
  • 2 ovos
  • 1/2 cebola picada bem fina (opcional)
  • 2 dentes alho amassados
  • ervinhas à gosto
  • sal à gosto

Ligue o forno a 180°C.

Não tem segredo. Misture tudo e confira o tempero. Faça bolinhas com a massa e espalhe em um tabuleiro untado.

Leve ao forno por aproximadamente 45 minutos, ou até dourarem.

A consistência é bem firme, elas ficam até crocantes. A quinoa dá uma textura incrível! Aqui em casa eu fiz um macarrão e reguei as almôndegas com bastante molho de tomate. Uma boa ideia é ferver o molho por uns cinco minutos com elas dentro da panela antes de servir.

Caso não queira comer com macarrão, rola um sanduíche maneiro também!

Essa receita rende aproximadamente 35 almôndegas pequenas.

Guys, it’s been so long! After moving a few times, dealing with tones of complications, loads of bureaucracy and having my cats all over the place, I’m finally at my new home! :-D I’ll spend about 30 years paying for the apartment but it’s mine, it’s beautiful and it has a garden! The cats love it and my roomates also! I’ll post some photos sooon :-)

Exciting news apart, today’s dish is a version of dear old meatballs. I’ve posted another one some time ago, but I’m searching for the perfect recipe, see? This time the seasoning was nicer and the consistency, firmer. And they look so cute!

Ingredients:

  • 1 1/2 cups of bread crumbs
  • 1 cup of oats
  • 200g of peas
  • 1/2 cup of uncooked quinoa
  • 2 eggs
  • 1/2 finely chopped onion (optional)
  • 2 cloves of garlic – smashed
  • fresh herbs to taste
  • salt to taste

Turn the oven on at 180°C.

There’s no secret. Mix everything up and check the seasoning. Make small balls with the mixture and spread them evenly on a greased tray.

Bake for about 45 minutes or until they start turning golden.

They turned out very firm, even crunchy. I cooked some pasta and served the meatballs on top wiht a lot of tomato sauce. A good idea is letting the meatballs soak for about 5 minutes on low heat inside the sauce pan before serving. In case you don’t want pasta, try a sub!

This recipe yields about 35 small meatballs.

Pão de banana e chocolate / Chocolate chip banana bread

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Eu não tenho muita experiência com pães. Já fiz alguns aqui para o blog, mas como as receitas costumam ser bem demoradas, não crio coragem com tanta frequência rs.

Esse pão desafia todos os meus conceitos sobre a arte panificadora. Considerei chamar de bolo, mas o sabor realmente não é o mesmo, já que o produto final não é tão doce. Trata-se simplesmente de um pão incrivelmente fácil de fazer (sério, é impossível dar errado!) e absolutamente delicioso! Levei um pedaço para o trabalho e pessoal quis levar pra casa ;-)

O tabuleiro que eu usei não é o mais apropriado para pães, mas era o que eu tinha em casa. Eu usaria uma assadeira de pão de forma, ia ficar mais bonito. A receita original do blog Naturally Ella foi feita em uma dessas e ficou ótimo! Mas o meu baixinho ainda ficou lindo, olha!

Ingredientes:

  • ¾ xícara de aveia
  • 1 xícara de farinha de trigo (branca ou integral)
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • ½ colher de chá de sal
  • ½ xícara de amêndoas ou castanhas picadas
  • 1 xícara de chocolate meio amargo picado (use gotas ou uma barra de 150g)
  • 3 bananas
  • ¾ xícara de mel
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • 2 ovos
  • Aveia para enfeitar

Ligue o forno a 180ᵒC e unte uma forma de pão.

Bata a aveia no liquidificador ou em um processador de alimentos até atingir uma consistência de farinha, mas com alguns pedaços. Misture com a farinha de trigo, o bicarbonato, as amêndoas e o chocolate.

Bata as bananas no liquidificador até virarem um purê homogêneo. Junte com o mel, o azeite e os ovos. Junte essa mistura com os ingredientes secos. Misture sem bater.

Despeje a massa na forma e espalhe um pouco de aveia por cima, para enfeitar. Asse por aproximadamente 60 minutos, ou até o topo dourar. Para conferir, enfie um palito de dente no centro. Caso ele saia limpo, o pão está pronto. Deixe esfriar antes de servir.

Essa receita serve 8 pessoas.

I don’t have much experience with bread. I’ve made a few tries for the blog, but as the recipes are quite complicated and take a long time to make, I don’t make them often.

This bread challenges all my preconceived notions about bread baking. I considered calling it cake, but the flavor is really not the same, since the result is not so sweet. It’s simply an incredibly easy bread to make (seriously, it’s impossible to go wrong!) and absolutely delicious! I brought a piece to work and everyone went crazy about it ;-)

I didn’t use an appropriate loaf pan, because I didn’t have one. I strongly suggest it, though, because it looks great. The original recipe from Naturally Ella was made in one of those and it turned out gorgeous! But mine was quite cute as well!

Ingredients:

  • ¾ cup of oats
  • 1 cup of flour (white or whole wheat)
  • 1 teaspoon of baking soda
  • ½ teaspoon of salt
  • ½ cup of chopped almonds or nuts
  • 1 cup of dark chocolate chips (I chopped a 150g bar into chunks)
  • 3 bananas
  • ¾ cup of honey
  • 3 tablespoons of olive oil
  • 2 eggs
  • Oats to garnish

Turn the oven on at 180ᵒC and grease a loaf pan.

Grind the oats using a food processor or blender until they reach a flour-like consistency. It’s fine to have larger pieces. Mix with the wheat flour, the baking soda, the nuts or almonds and chocolate.

Blend the bananas until creamy and smooth. Add the honey, olive oil an eggs. Add this mixture to the dry ingredients and stir gently.

Pour the batter on the pan and sprinkle a few oats on top. Bake for about 60 minutes or until the top is golden. If you want to check, stick a toothpick in the center. If it comes out clean, the bread is ready. Let it cool before cutting.

This recipe serves about 8 people.

Moqueca de banana da terra / Plantain stew

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Acho que já falei aqui sobre a minha curiosidade com comida de litoral. Esses pratos fragrantes que levam peixes, algas ou crustáceos. Não sinto vontade de comer os animais em si, mas muitas vezes as receitas são tão lindas e parecem tão apetitosas, que eu me sinto compelida a experimentar uma versão vegetariana.

Moqueca é um bom exemplo. Leite de coco, dendê, coentro… não tem como dar errado! E é uma injustiça que os vegetarianos desse mundão não comam também, não é? O jeito é improvisar. Já dei aqui uma versão de moqueca com vegetais. Essa aqui é linda de morrer, exótica e super deliciosa. Além de ficar pronta em minutos! Comi em um restaurante e tentei reproduzir. Cheguei bem perto, modéstia à parte ;-)

Olha que lindeza!


Ingredientes:

  • 3 bananas da terra maduras
  • 1 cebola grande
  • 2 tomates
  • 1 pimentão
  • 200mL de leite de coco
  • 2-3 colheres de sopa de azeite de dendê
  • 1 maço de coentro fresco – lavado e picado
  • Sal a gosto
  • 1 colher de sopa de óleo

Pique as bananas em palitos não muito finos. Pique os tomates e a cebola em cubinhos e o pimentão em tiras (não usei porque não tinha em casa, mas recomendo!).

Em uma panela, aqueça o óleo com a cebola e um pouco de sal. Cozinhe até que ela fique tenra. Junte os tomates e deixe cozinhar até derreterem. Acrescente o pimentão e cozinhe por mais alguns minutos.

Coloque as bananas na panela e junte o azeite de dendê e o leite de coco. Após alguns minutos as bananas vão começar a amolecer. Desligue o fogo. Sirva quente, salpicando folhas do centro fresco. Eu gosto de usar arroz e farofa (ou farinha de mandioca purinha mesmo) como acompanhamento. Delícia!

Essa receita serve 4 pessoas.

I think I’ve already mentioned my curiosity about seafood. I mean those fragrant recipes served with fish, seaweed or crustaceans. Not that I feel like eating the animals themselves, but sometimes the dishes look so beautiful and appetizing that I feel compelled to try a vegetarian version.

Moqueca is a good example. The original version of this stew takes fish, but the rest of the dish is what attracts me. Coconut milk, palm oil and fresh coriander… there’s no getting it wrong! And I think it’s unfair that the vegetarians of the world should be deprived of such a delight. So I had to improvise. I’ve already posted a version of moqueca with vegetables. The one on this post is so beautiful, exotic and delicious! Besides, it gets ready in just a few minutes! I ate it at a restaurant and tried to reproduce it. I got pretty close, thank you very much ;-)

I know there’s a lot of controversy and environmental concern about palm oil. But in this recipe we use only a tiny bit, so don’t feel bad. For those of you who never used it to cook (here in Brazil we call it dendê and use it with moderation in a number of dishes), it’s very strong and absolutely delicious! Just go easy on it if you have a sensitive digestive system.

Ingredients:

  • 3 cooking plantains
  • 1 large onion
  • 2 tomatoes
  • 1 bell pepper
  • 200mL of coconut milk
  • 2-3 tablespoons of palm oil
  • 1 bunch of fresh coriander – washed and chopped
  • Salt to taste
  • 1 tablespoon of oil

Chop the plantains into thick sticks. Chop the tomatoes and onion into little cubes and the pepper into strips (I didn’t use because I forgot to buy them, but I really recommend it!).

In a pan, heat the oil, the onion and a little bit of salt. Cook until tender and add the tomatoes. Let them start melting and add the pepper. Cook for a few minutes.

Add the plantains, the palm oil and the coconut milk. After a few minutes, the plantain will start getting softer. Turn the heat off and serve immediately. Sprinkle some coriander on top and serve with rice and yucca flour. Great stuff!

This recipe serves 4 people.

Samosa com massa de arroz / Rice paper samosas

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Eu amo comida indiana. Morei na Índia por 6 meses quando era bem novinha e desde então, cultivo essa paixão. Minha mãe conta que eu fugia das opções de comida ocidental e mesmo tendo só cinco anos, me deliciava com as especiarias e até com a pimenta. Isso explica muita coisa, não é? ;-)

Ao longo do tempo, fui aprendendo a usar alguns temperos. Apesar de achar os pratos que eu faço bem legais, tenho a plena consciência da minha ignorância. Muita gente passa anos estudando milhares de especiarias, as melhores combinações e a época do ano na qual usar qual tempero. Eu só sei jogar tudo na panela e achar uma delícia. Mas pra mim, está ótimo! Rs

Essa versão de samosa é incrível! Para quem não sabe, samosas são pasteis indianos feitos com uma massinha de trigo e recheados com batata, ervilha e especiarias. Hoje em dia eles são famosos no mundo inteiro e servidos como uma opção super bacana de lanche.

Como a minha preguiça é imensurável, nunca tenho paciência de fazer a massa. Costumo usar massa de rolinho primavera, dessa que já vem pronta e congelada. Mas vi essa opção na internet e adorei a ideia de usar massa de arroz. Não faço mais ideia de onde vi, mas a pessoa genial que criou, bolou uma forma de deixar os pasteis mais fáceis de fazer e mais leves. E ainda incrivelmente saborosos e crocantes. A massa de arroz pode ser encontrada em lojas orientais e é muito versátil. Costumo usar para fazer rolinho primavera fresco. Como a massa é redonda, eu ignorei o formato original triangular e fiz os pasteis meio retangulares.

Também inovei na ervilha. A receita tradicional usa ervilha em grãos, mas eu tinha ervilha chata em casa e quis experimentar. E funcionou super bem! Deixei o vegetal tenro, mas crocante e a textura fez toda a diferença no pastel. Delícia!

Ingredientes:

  • 2 batatas
  • 2 punhados de ervilha chata
  • 1 cebola
  • 1 colher de chá de garam masala
  • 1 colher de chá de grãos de mostarda
  • 1 colher de chá de grãos de cominho
  • Azeite
  • Sal a gosto
  • 8 folhas de massa de arroz
  • 1 xícara de água morna

Cozinhe as batatas na água. Assim que ficarem tenras, pique em cubos bem pequenos.

Lave e pique as ervilhas. Tome o cuidado de retirar toda a fibra dos cantinhos.

Descasque e pique a cebola bem pequena. Em uma frigideira, coloque um pouco de azeite e cozinhe a cebola com uma pitada de sal e a masala. Assim que a cebola estiver dourada, acrescente as batatas. Após alguns minutos, junte as ervilhas. Cozinhe até que estejam tenras, mas crocantes.

Em uma panela separada, coloque uma colher de sopa de azeite, as sementes de mostarda e de cominho. Fique com a tampa em mãos desde o início e tampe rapidamente, já que o calor faz os grãos de mostarda pularem igual pipoca! Desligue o fogo assim que o barulho parar. Junte as sementes com as batatas e ervilhas. Confira o tempero. Você vai perceber na hora o sabor incrível que o cominho e a mostarda trazem. É importante cozinha-los separadamente para que eles não queimem.

Deixe o recheio esfriar um pouco antes de começar a montar as samosas. Pegue uma folha de massa de arroz e mergulhe em um prato com água morna. Espere poucos segundos, até a massa ficar maleável.

Estique a massa em uma superfície limpa e coloque três colheres de recheio bem no meio. Junte as abas laterais no centro. Leve a parte perto de você para longe e role toda a samosa para frente, até selar a massa. Repita o procedimento com todo os pasteizinhos.

Aqueça uma frigideira antiaderente e coloque quantas samosas couberem. Deixe dourar cada um dos lados. Repita com todas as outras. Caso tenha, acompanhe com um chutney. Sirva quente!

Essa receita serve 2 a 4 pessoas.

I love Indian food. I lived in India for 6 months when I was young and since then, I’ve been cultivating the feeling. My mother tells me that I used to avoid western food and would feast on the delicious and spicy Indian dishes. That explains a lot, right? ;-)

With time, I learned how to use some of the spices. To be honest, even though I like the food that I make, I’m completely aware of my ignorance. Some people spend years studying spices, how to combine them and when best to use them. All I do is experiment, putting everything in the pot and guessing. Anyway, I do get nice results and I’m loving it!

This version of samosa is incredible. For those of you who don’t know, samosas are Indian pastries that are made with a wheat dough and stuffed with potatoes, peas and spices. Nowadays they are famous worldwide and are served as a fantastic snack.

As my laziness overpowers me most of the time, I never have the patience to make the dough. I usually use spring roll pastry, the kind that is ready made and frozen. But I found this option on the Internet and loved the idea of using rice paper wrappers. I have no idea where I first saw this, but the genius who created this made samosas easier and lighter. And still as delicious and crunchy! Rice paper can be found on oriental shops and is so versatile. I usually use it to make fresh spring rolls. As the wrappers are round, I ignored the original triangular shape of the pastries and made them into sort of squares.

I also innovated on the kind of pea that I used. The traditional recipe uses regular peas (the grain), but since I had snow peas, I decided to experiment. And it worked so well! I left it tender, but crunchy, which made all the difference when it came to texture. Delicious!

Ingredients:

  • 2 potatoes
  • 2 handfuls of snow peas
  • 1 onions
  • 1 teaspoon of garam masala
  • 1 teaspoon of mustard seeds
  • 1 teaspoon of cumin seeds
  • Olive oil
  • Salt to taste
  • 8 rice paper wrappers
  • 1 cup of warm water

Cook the potatoes on water. As soon as they are tender, chop them into small cubes.

Wash and chop the snow peas. Take care to remove all the fiber from the corners.

Peal and chop an onion into small pieces. On a frying pan, put some olive oil and cook the onion with a pinch of salt and the masala. As soon as the onion has turned golden, add the potatoes. After a few minutes, add the peas. Cook until they are tender, but still crunchy.

On a separate pot, put a tablespoon of olive oil and the mustard and cumin seeds. Have the lid of the pot ready and close right after adding the seeds, since the mustard pops like crazy. Turn the heat off as soon as the noise stops. Add the seeds to the potatoes and peas. Check the seasoning. You will notice at once the incredible flavor that the cumin and mustard bring. It’s important to cook them separately to avoid burning them.

Let the filling cool a bit before starting assembling the samosas. Get one rice paper wrapper and dip it on a plate with warm water. Wait a few seconds until the wrapper is soft.

Lay it on a clean surface and put 3 spoons of filling right in the middle. Fold the side corners to the center. Take the part that is closest to you to the center and roll the whole samosa forward, until the wrapper seals. Repeat this procedure with all the pastries.

Heat up a non-stick frying pan and put as many samosas as you can fit on it. Let each side toast until golden. Repeat this with all the others. In case you have some, serve with chutney. Eat them while still hot!

This recipe serves 2 to 4 people.

Steak de couve-flor com hummus / Cauliflower steak with hummus

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Adoro couve-flor. Não tanto quanto eu amo brócolis, claro, mas ela me parece um parente adorável do meu querido raminho (com menos personalidade, talvez). Na primeira vez que ouvi falar em steak de couve-flor, nem acreditei. Um bifão, isso mesmo. Resolvi experimentar a receita que eu mais gostei, que levava uma camada de hummus (que eu já tinha na geladeira! Rá!). Não vou dar a receita desse patê lindo de grão de bico hoje, pois não tenho fotos, mas assim que fizer de novo, eu escrevo um post. Prometo!

Se você não tem uma loja árabe por perto para comprar o hummus, pode fazer a couve-flor só com os temperos mesmo. Fica uma delícia!

nham!

Ingredientes:

  • 1 couve-flor média sem as folhas
  • 100g de hummus (patê de grão de bico com tahine, limão e alho)
  • azeite
  • lemmon pepper (em BH é fácil de achar no Mercado Central)
  • sal (se necessário. o lemmon pepper é bem salgadinho)
  • alecrim

Ligue o forno em fogo médio, uns 200ºC.

Lave a couve-flor com cuidado e corte fatias longitudinais de aproximadamente 2cm, até a base.

fatia

Ela vai esfarelar toda, mas você pode usar as partes pequenas para assar também, só tomando cuidado para não queimar, já que são menores. Se quiser, pode usar uma travessa separada e tirar do forno antes do resto.

Passe azeite, lemmon pepper e sal em um lado do steak e uma camada de hummus no outro. Coloque para assar numa forma anti-aderente ou usando papel-manteiga (deixe a parte com hummus para cima). Tempere também as partes pequenas que sobraram.

fatia com azeite

camadona de hummus!

Leve ao forno por 30′, até começar a dourar. Polvilhe com alecrim e leve à mesa ainda quente!

prontinho!

douradinha

Viu como fica douradinha do lado debaixo? Nham! Agora é só comer!

dig in!

Serve 3 pessoas.

I love cauliflower. Not as much as I love broccoli, of course, but it seems like a lovely relative of my dear green flower (with a bit less personality, perhaps). The first time I heard of cauliflower steak, I couldn’t believe it. A steak, that’s right! I decided to try the recipe that I liked best, which required a layer of hummus (that I already had in the fridge!). I won’t give the hummus recipe today, because I didn’t take pictures of that, but as soon as I make it again, I’ll write a post. I promise!
If it’s hard for you to buy hummus already prepared, you can use just the cauliflower with the spices. It tastes great!
Ingredients:
  • 1 medium cauliflower without leaves
  • 100g of hummus (chickpea spread mixed with tahini, lime juice and garlic)
  • Olive oil
  • Lemon pepper
  • Salt (if necessary)
  • Rosemary
Turn the oven on at 200ºC. Wash the cauliflower carefully and cut straight down from the leaves to the steam making 2cm steaks.
It may break in pieces, but you can also roast the smaller parts, taking care not to burn them, as they’re smaller. If you want, use a separate tray for that and take it off the oven before the rest.
Spread the olive oil, lemon pepper and salt in one side of the steak and a layer of hummus in the other (I used a bit too much). Put them on a nonstick tray or use greaseproof paper, leaving the hummus side up. Season the smaller bunches.
Take it to the oven for about 30’, until it starts to golden. Sprinkle some rosemary and serve hot.
This recipe serves about 3 people.

Ratatouille

Essa receita é muito tradicional na França. A primeira coisa que vem em mente para muitas pessoas quando ouvem esse nome, é o filme homônimo (SPOILER ALERT!), no qual um ratinho com pinta de cheff emociona um crítico gastronômico com esse prato simples e típico, que o remete à sua infância. Bom, certamente não remete à minha, mas o pessoal lá em casa descobriu as maravilhas do ratatouille há alguns anos e nunca mais deixou de fazer.

São várias receitas, usando vários ingredientes diferentes e várias formas de cozinhar. Seja como for, é fácil, light, gostoso, elegante e saudável. Escolhi fazer no forno só pela apresentação, mas pode-se usar uma frigideira, panela ou forma e fazer no fogo mesmo. Muitas pessoas também usam pimentão e outras ervas, mas fiz da minha forma favorita. Aliás, se for usar o pimentão, dê uma queimada nele primeiro, para evitar o amargor. Deixe-o no fogo por alguns minutos e retire a camada preta. Fica docinho!

Ingredientes:

  • 1 berinjela
  • 1 abobrinha
  • 2 tomates
  • 2 cebolas
  • azeite a gosto
  • sal e alho
  • orégano

Fatie os legumes usando uma faca ou um ralador (fica mais fino e uniforme, mas com menos textura). Caso faça na panela, pode cortar até em cubos.

Tempere os legumes com sal e alho amassado. Passe com as mãos mesmo, fazendo uma camada bem fina (use pouquinho mesmo, ou fica muito salgado). Arrume as fatias no recipiente. Como eu fiz no forno, fui alternando em camadas começando pelas beiradas. Caso use uma panela, não se preocupe muito com isso.

Acrescente o azeite e o orégano.

Leve ao forno (180°C) ou ao fogo por aproximadamente 25′ ou até os legumes ficarem tenros.

Sirva quente com arroz, massa, cuscuz ou pão. Gosto de fazer um molho com iogurte, sal e pimenta do reino. Fica uma delícia!

Essa receita dá para umas duas pessoas.

Arroz, feijão, pequi e ora-pro-nobis

Voltei das férias e trouxe pequi e ora-pro-nobis. Ainda estou pra descobrir a melhor forma de cozinhar essa folhinha misteriosa, mas vai aí uma saída fácil. Imagino que ela ainda apareça por aqui novamente.. rs

Não vou entrar em detalhes sobre como cozinhar arroz e feijão. Provavelmente vou dizer alguma coisa que sua mãe considera uma blasfêmia. Enfim, pra quem é muito “noobie” e nunca fez arroz feijão na vida, vai uma a ideia geral ;-)

Comece procurando as pedras no meio do feijão. Sério. Deixe de molho por algumas horas, vai precisar de menos tempo na panela. Cozinhe com sal numa panela de pressão por pelo menos 45′ (lembre de contar a partir do momento em que começa a ferver e soltar vapor. Encha a panela até no máximo 2/3 e NÃO ABRA DURANTE O COZIMENTO, espere esfriar. Eu avisei que era pra novatos… rs). Desligue o fogão e espere o vapor parar de sair. Em outra panela, refogue alho, sal e cebola e acrescente o feijão. Coloque louro e cebolinha. Deixe ferver até o caldo engrossar.

Quanto ao arroz, refogue aproximadamente uma medida de uma xícara com uma colher de chá de sal com alho e um pouco de óleo. Coloque água fervente até cobrir o arroz, ocupando o dobro do espaço. Ou seja, se o arroz atinge um dedo da panela, coloque água até completar dois dedos. Vá cozinhando e provando. Acrescente mais água, se necessário. Quando estiver quase pronto, com um pouquinho de água no fundo, desligue e tampe. Deixe cozinhar no vapor.

Tá bom, né? :-) Vamos ao pequi e à ora-pro-nobis.

Ingredientes:

  • pequis (já dou mais detalhes)
  • sal
  • ora-pro-nobis

Seguinte, costumo fazer uma média de 6 pequis por pessoa. Como são bem pesados e gordurosos e te acompanham pelo dia inteiro, não é aconselhável comer muito mais que isso.

Em BH, dá pra encontrar em pacotes no Mercado Central em algumas épocas do ano. Caso não encontre, compre as raspas em conserva. O cozimento é diferente e nesse caso, siga as instruções da embalagem.

Tudo muito simples, só ferver em água com sal até dar para raspar. Pronto!

Para quem precisa de instruções para comer, lembre de NÃO MORDER. O pequi tem várias camadas e uma delas é de espinhos! Muita calma nessa hora. Mas não se desespere, raspe suavemente com os dentes até tirar toda a parte amarela e vá rodando o pequi.

É bacana também lembrar que existe outra camada comestível. Use uma faca grande, apoie e vá dando facadonas no pequi. Ele vai rachar e bem no meio, está a castanha. Retire os espinhos com cuidado. Ela pode ser comida crua ou torrada.

A ora-pro-nobis pode ser encontrada em moitas pela cidade rs. Para não arriscar comer mato, compre pacotes no Mercado Central. A folha costuma soltar uma mucilagem, então é importante não mexer muito no cozimento. Ela costuma ser acrescentada em pratos já prontos, como frango ou polenta.

O que eu fiz foi simplesmente juntar ao feijão, depois de pronto. Deixei cozinhar por alguns minutos. Só isso! Não vou dizer pra quantas pessoas dá a receita, já que está tudo por partes. Boa sorte e precisando de ajuda, só dar o grito! ;-)

Estrogonofe

Sempre gostei de estrogonofe. Toda aquela cremosidade cor-de-rosa com a batata crocante sempre teve um lugar especial no meu coração. E dá pra variar os ingredientes. Além de legumes, palmito e soja, cogumelos ficam maravilhosos com creme de leite. Costumo usar champignon, mas shitake é uma opção bem mais interessante ;-) Vamos a uma receita básica e bem preguiçosa.

Ingredientes:

  • 1 cebola picada
  • alho e sal
  • óleo
  • 2 tomates picados
  • 1 xícara de molho de tomate (tem gente que usa massa, extrato ou catchup mesmo. Escolha o seu e adapte o tempero!)
  • mostarda em pó a gosto
  • shoyu a gosto
  • 2 folhas de louro
  • 1 xícara de proteína de soja (aquela grande, que o pessoal chama de torresmo)
  • 1 lata de seleta de legumes
  • 1 pote de palmito – corte em pedaços, sem usar as partes muito duras
  • 1 caixa de creme de leite

Ferva uma caneca de água e deixe a soja de molho por aproximadamente 15´. Escorra a água. Refogue a cebola com o alho e sal, um pouco de óleo e a mostarda. Quando a cebola dourar, acrescente a soja e refogue por alguns minutos.

Coloque um pouco de shoyu e as folhas de louro. Junte os tomates e deixe derreter.

Junte a seleta de legumes e o extrato de tomate (coloquei também uma lata de milho). Confira o tempero. Deixe um pouco mais forte que você gostaria, já que o creme de leite vai suavizar o gosto.

Acrescente o palmito à mistura.

Coloque o creme de leite e confira o tempero novamente. Costuma vir servido com arroz e batata palha.

Serve 6 pessoas.